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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — Avança SP 2025

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
qg414139
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Programa de Infectologia Hospitalar
Para fins de vigilância epidemiológica da aids, a definição de caso em adultos (idade ≥ 13 anos) infectados pelo HIV é:
  1. AApresentar resultado de exame laboratorial confirmatório para infecção pelo HIV.
  2. BTer contagem de linfócitos T CD4+ < 350 células/mm³ ou evidência de doença definidora.
  3. CApresentar evidência de doença definidora, apenas se a contagem de T CD4+ for < 200 células/mm³.
  4. DTer contagem de linfócitos T CD4+ < 500 células/mm³ e carga viral detectável.
  5. EApresentar sintomas como febre, linfadenopatia e exantema, com sorologia positiva.
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GabaritoB — Ter contagem de linfócitos T CD4+ < 350 células/mm³ ou evidência de doença definidora.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Definição de caso de aids em adultos para vigilância epidemiológica

Gabarito: letra B. Para fins de vigilância epidemiológica da aids em adultos (≥ 13 anos), a definição de caso exige evidência laboratorial de infecção pelo HIV associada a contagem de linfócitos T CD4+ < 350 células/mm³ OU presença de doença definidora de aids — critério do Ministério da Saúde (Guia de Vigilância em Saúde). A alternativa B reproduz exatamente esse binômio: imunodeficiência (CD4 < 350) ou doença definidora.

A definição de caso de aids para vigilância epidemiológica é um conceito operacional, distinto do diagnóstico de infecção pelo HIV. Enquanto o diagnóstico de HIV se baseia em testes laboratoriais (imunológicos ou moleculares), a definição de caso de aids exige, além da confirmação da infecção, um critério de imunodeficiência ou a presença de doenças definidoras. No Brasil, o Ministério da Saúde adota, para adultos, o critério de CD4 < 350 células/mm³ como marcador de imunodeficiência significativa, independentemente da presença de sintomas. Esse valor é mais sensível que o antigo critério de CD4 < 200, permitindo captar casos mais precocemente e alinhando-se à recomendação de iniciar terapia antirretroviral (TARV) independentemente da contagem de CD4.

A doença definidora de aids é um conjunto de condições clínicas que, na presença de infecção pelo HIV, caracterizam o estágio avançado da doença — por exemplo, pneumocistose, toxoplasmose cerebral, sarcoma de Kaposi, candidíase esofágica, tuberculose extrapulmonar, entre outras. A presença de qualquer uma dessas condições, mesmo com CD4 acima de 350, configura aids para fins de vigilância. Assim, o critério é alternativo: basta um dos dois (CD4 < 350 OU doença definidora).

Na prática, um paciente com HIV e CD4 de 300 células/mm³, assintomático, já é caso de aids para vigilância; da mesma forma, um paciente com CD4 de 400 e sarcoma de Kaposi também é caso. Essa lógica binária é o que a alternativa B captura. As demais alternativas erram ao exigir combinações indevidas, valores incorretos ou sintomas inespecíficos.

A pegadinha clássica da banca é confundir o critério de vigilância (CD4 < 350) com o critério de imunodeficiência grave (CD4 < 200, usado para definir risco de infecções oportunistas e indicar profilaxias) ou com o critério de início de TARV (que hoje é universal, independente de CD4). Guarde a fronteira: vigilância epidemiológica usa 350; profilaxia para pneumocistose usa 200; TARV não depende de CD4. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Apresentar resultado de exame laboratorial confirmatório para infecção pelo HIV é o critério para diagnóstico da infecção pelo HIV, não para definição de caso de aids. A infecção pelo HIV pode existir sem aids; a aids é o estágio avançado, caracterizado por imunodeficiência ou doença definidora. A alternativa confunde o diagnóstico da infecção com a definição de caso de aids.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reproduz o critério oficial: contagem de linfócitos T CD4+ < 350 células/mm³ ou evidência de doença definidora de aids, sempre associada à confirmação laboratorial da infecção pelo HIV. É o binômio imunológico-clínico adotado pelo Ministério da Saúde para vigilância em adultos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erra ao condicionar a doença definidora a CD4 < 200. A doença definidora, por si só, já configura aids, independentemente da contagem de CD4. O valor de 200 é usado como critério de imunodeficiência grave para profilaxias de infecções oportunistas, não para definição de caso de aids. A alternativa inverte a lógica: a doença definidora é critério autônomo, não dependente do CD4.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Exige CD4 < 500 E carga viral detectável. O valor de 500 não é critério de aids; é o limiar acima do qual, em pacientes assintomáticos em TARV com carga viral indetectável, o monitoramento de CD4 pode ser suspenso. Além disso, a carga viral detectável é usada para monitorar eficácia da TARV, não para definir aids. A alternativa combina dois parâmetros com finalidades distintas e valores incorretos.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Descreve a síndrome retroviral aguda (febre, linfadenopatia, exantema), que ocorre na infecção aguda pelo HIV, mas não define aids. A sorologia positiva confirma a infecção, não o estágio de aids. A alternativa confunde a manifestação clínica da primoinfecção com a definição de caso de aids.

Gabarito: letra B

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