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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — Avança SP 2025

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
qg414145
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Programa de Infectologia Hospitalar
No Guia de Vigilância em Saúde, o reservatório definitivo das geo-helmintíases é:
  1. AO solo contaminado com ovos e larvas dos helmintos.
  2. BAnimais domésticos como cães e gatos.
  3. CO ser humano.
  4. DCaramujos do gênero Biomphalaria.
  5. EInsetos vetores como moscas e baratas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — O ser humano.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Geo-helmintíases: reservatório definitivo

Gabarito: letra C. No Guia de Vigilância em Saúde, o reservatório definitivo das geo-helmintíases é o ser humano, pois é nele que os vermes adultos se reproduzem e eliminam ovos pelas fezes, contaminando o solo e perpetuando o ciclo. O solo é apenas o veículo de transmissão (onde ocorre a maturação das larvas), e não o reservatório.

As geo-helmintíases — também chamadas de helmintíases transmitidas pelo solo (soil-transmitted helminths) — são infecções causadas por nematódeos intestinais como Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e os ancilostomídeos (Ancylostoma duodenale e Necator americanus). O termo "geo" refere-se justamente ao papel do solo no ciclo: os ovos eliminados nas fezes humanas precisam de um período no ambiente (solo úmido e quente) para se tornarem infectantes (larvas ou ovos embrionados). Por isso, o solo é o veículo ou fator ambiental da transmissão, mas não o reservatório.

O conceito de reservatório em epidemiologia é preciso: é o ser vivo (ou, excepcionalmente, o ambiente) onde o agente etiológico vive, se multiplica e do qual depende para sua sobrevivência na natureza. No caso das geo-helmintíases, o homem é o hospedeiro definitivo — abriga as formas adultas, que se reproduzem sexuadamente — e, ao mesmo tempo, o reservatório, pois é a fonte primária de contaminação do solo. Os ovos só se tornam infectantes após um período de maturação no solo, mas o parasita não se multiplica nele; o solo é um elo passivo do ciclo.

Para fixar: o reservatório é o elo que mantém o parasita na natureza. Se todos os seres humanos fossem tratados simultaneamente, as geo-helmintíases desapareceriam (o solo se tornaria progressivamente livre de ovos viáveis). Já se apenas o solo fosse "tratado", os humanos continuariam eliminando ovos e reinfectando o ambiente. Essa é a lógica que sustenta a resposta.

A distinção que importa aqui é entre reservatório e veículo de transmissão. O reservatório é o hospedeiro onde o agente se multiplica ou desenvolve; o veículo é o meio inanimado que transporta o agente (solo, água, alimentos). A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que associa "geo" a "solo" marca a letra A, mas o solo é o veículo, não o reservatório. Guarde essa fronteira — é nela que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O solo contaminado é o veículo de transmissão, não o reservatório. Nele, os ovos eliminados nas fezes humanas embrionam e as larvas de ancilostomídeos se desenvolvem até a forma infectante, mas o parasita não se multiplica no solo — ele apenas aguarda o contato com o hospedeiro. Se o solo fosse o reservatório, o parasita teria nele seu nicho de manutenção, o que não ocorre.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Cães e gatos podem ser hospedeiros de alguns helmintos (como Toxocara canis e T. cati), mas não são reservatórios das geo-helmintíases humanas clássicas (Ascaris, Trichuris, ancilostomídeos). Esses parasitas têm o homem como hospedeiro definitivo. A alternativa confunde zoonoses com geo-helmintíases — doenças transmitidas por animais domésticos não se enquadram no conceito de geo-helmintíase.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O ser humano é o reservatório definitivo das geo-helmintíases. É no intestino humano que os vermes adultos se reproduzem e eliminam ovos pelas fezes, que contaminam o solo. O homem é, ao mesmo tempo, hospedeiro definitivo e reservatório — a fonte de infecção que mantém o ciclo. O Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde define exatamente assim: o homem é o reservatório, e o solo, o veículo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Caramujos do gênero Biomphalaria são hospedeiros intermediários do Schistosoma mansoni, agente da esquistossomose — que não é uma geo-helmintíase, pois seu ciclo depende de água (não do solo). A alternativa troca o agente e o mecanismo de transmissão: a esquistossomose é uma helmintíase de veiculação hídrica, não uma geo-helmintíase.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Insetos vetores como moscas e baratas podem transportar mecanicamente ovos de helmintos (contaminação de alimentos), mas não são reservatórios nem hospedeiros definitivos. Eles atuam como vetores mecânicos ocasionais, sem participação obrigatória no ciclo biológico das geo-helmintíases. A alternativa confunde transmissão mecânica com reservatório.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a associação imediata entre "geo" (terra) e solo. O candidato que lê "geo-helmintíase" e pensa "solo" marca a letra A, mas o solo é apenas o veículo onde os ovos maturam. O reservatório — o elo que mantém o parasita na natureza — é o ser humano, que elimina os ovos nas fezes. Lembre-se: reservatório é onde o parasita se multiplica; veículo é o meio que o transporta.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de ciclo parasitário, monte mentalmente a cadeia: reservatório → veículo → hospedeiro. O reservatório é sempre o elo que mantém o parasita (onde ele se reproduz); o veículo é o meio inanimado (solo, água, alimento); o hospedeiro é onde o parasita se desenvolve. Essa tríade resolve a maioria das questões sobre transmissão de parasitoses.

Gabarito: letra C

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