Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — Avança SP 2025
Medicina›Doenças Infecto-Parasitárias
Código
qg414151
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Programa de Infectologia Hospitalar
Na abordagem da Síndrome do Corrimento Uretral Masculino, a definição de caso suspeito é:
AHomem que apresenta corrimento uretral purulento ou mucopurulento, com ou sem disúria.
BHomem que refere dor testicular ou epididimite, associada a disúria.
CHomem com queixa de polaciúria, disúria ou prurido uretral, independente da presença de corrimento.
DHomem com disúria e secreção uretral hialina (clara), sem queixas de prurido.
EHomem que relata contato sexual com parceira diagnosticada com vaginose bacteriana.
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GabaritoA — Homem que apresenta corrimento uretral purulento ou mucopurulento, com ou sem disúria.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Síndrome do Corrimento Uretral Masculino: definição de caso suspeito
Gabarito: letra A. A definição de caso suspeito de corrimento uretral masculino é a presença de corrimento uretral purulento ou mucopurulento, com ou sem disúria, conforme os protocolos clínicos do Ministério da Saúde. As demais alternativas descrevem situações que não configuram a definição de caso suspeito, seja por ausência do corrimento, por características incompatíveis ou por associações incorretas.
A síndrome do corrimento uretral masculino é uma das principais síndromes das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e sua abordagem é sindrômica, ou seja, baseada na identificação de sinais e sintomas que permitem o tratamento imediato, sem depender de confirmação laboratorial. O corrimento uretral é a presença de secreção na uretra anterior, algumas vezes acompanhada de disúria ou desconforto uretral. Os principais agentes etiológicos são a Neisseria gonorrhoeae (gonococo) e a Chlamydia trachomatis (clamídia), sendo a infecção gonocócica caracterizada por corrimento purulento e a clamidiana por corrimento mucoide, discreto, com disúria leve e intermitente.
A definição de caso suspeito é um conceito operacional que orienta o profissional de saúde a identificar, na porta de entrada, o paciente que deve receber o tratamento sindrômico. No homem, a presença de corrimento uretral purulento ou mucopurulento, com ou sem disúria, é o critério que define o caso suspeito. A disúria é um sintoma frequente, mas não obrigatório — o corrimento é o elemento central. A história de corrimento uretral, mesmo que ausente ao exame, é suficiente para iniciar o tratamento, conforme o fluxograma de manejo.
A abordagem sindrômica tem como objetivo tratar precocemente e quebrar a cadeia de transmissão, considerando que a infecção por gonococo e clamídia frequentemente coexistem. O tratamento recomendado inclui ceftriaxona 500 mg, IM, dose única, associada a doxiciclina 100 mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias, ou azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única. Além disso, é imprescindível oferecer testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais, convocar as parcerias sexuais para tratamento e agendar retorno em 7 dias se os sintomas persistirem.
A pegadinha desta questão está em distinguir a definição de caso suspeito (que exige o corrimento) de outras apresentações clínicas que podem estar associadas à uretrite, mas que não definem o caso. A banca explora a confusão entre sintomas urinários (disúria, polaciúria, prurido) e o corrimento, que é o achado central. O candidato que não domina o conceito operacional pode ser induzido a marcar uma alternativa que descreve sintomas isolados, sem o corrimento, ou que descreve um corrimento com características não compatíveis com a definição.
Guarde o critério decisivo: a definição de caso suspeito exige corrimento uretral purulento ou mucopurulento, com ou sem disúria. É exatamente nesse ponto que as alternativas se dividem — as incorretas ou omitem o corrimento, ou o descrevem com características incompatíveis, ou associam sintomas que não fazem parte da definição.
Síndrome do corrimento uretral masculino: Definição de caso suspeito (Corrimento purulento ou mucopurulento, Com ou sem disúria); Principais agentes (Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis); Abordagem sindrômica (Tratamento imediato, Sem confirmação laboratorial); Tratamento recomendado (Ceftriaxona 500 mg IM dose única, Doxiciclina 100 mg VO 12/12h por 7 dias); Condutas complementares (Testes rápidos (HIV, sífilis, hepatites), Convocar parcerias sexuais, Retorno em 7 dias se persistirem sintomas)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa reproduz fielmente a definição de caso suspeito: "Homem que apresenta corrimento uretral purulento ou mucopurulento, com ou sem disúria". O corrimento é o elemento central e a disúria é um sintoma acompanhante, não obrigatório. Essa é a definição operacional utilizada nos protocolos de abordagem sindrômica das ISTs, que orienta o tratamento imediato sem depender de confirmação laboratorial.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Descreve "dor testicular ou epididimite, associada a disúria", mas não menciona o corrimento uretral. A orquiepididimite é uma complicação da uretrite, que ocorre por infecção ascendente a partir da uretra, mas não é a definição de caso suspeito. A definição exige o corrimento; a dor testicular e a epididimite são complicações que podem surgir em fases mais avançadas, não o critério inicial de suspeição.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Menciona "polaciúria, disúria ou prurido uretral, independente da presença de corrimento". O erro está em dispensar o corrimento, que é o elemento essencial da definição. A polaciúria e o prurido uretral podem estar presentes em outras condições, como infecção do trato urinário ou irritação química, mas não definem o caso suspeito de corrimento uretral masculino. A definição exige o corrimento purulento ou mucopurulento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Descreve "disúria e secreção uretral hialina (clara), sem queixas de prurido". O erro está na característica do corrimento: a definição exige corrimento purulento ou mucopurulento, não hialino. O corrimento hialino (claro) não é compatível com a definição de caso suspeito, que se baseia na presença de secreção purulenta ou mucopurulenta. Além disso, a disúria isolada, sem o corrimento característico, não define o caso.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Menciona "contato sexual com parceira diagnosticada com vaginose bacteriana". A vaginose bacteriana é uma condição da mulher, causada por desequilíbrio da flora vaginal, e não é uma IST que cause corrimento uretral no homem. O contato sexual com parceira com vaginose bacteriana não é critério para definição de caso suspeito de corrimento uretral masculino. A definição se baseia nos sinais e sintomas do próprio paciente, não no diagnóstico da parceira.