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Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — Avança SP 2025

MedicinaDoenças Infecto-Parasitárias
Código
qg414153
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Programa de Infectologia Hospitalar
Em unidade básica, um lactente menor de 6 meses com tosse em paroxismos está em investigação para coqueluche. A equipe deve estimar por quanto tempo esse paciente pode transmitir a doença, orientando a família sobre medidas de precaução. Assinale a alternativa que expressa corretamente o período de transmissibilidade considerado para controle, incluindo particularidade em lactentes:
  1. ADa primeira crise paroxística até 14 dias, sem exceções por idade.
  2. BDesde o contato com caso confirmado até 21 dias após a última dose de antibiótico.
  3. CDo início da fase catarral até 5 semanas, independentemente da idade.
  4. DDo 5º dia após a exposição até a 3ª semana das crises; em lactentes <6 meses, pode prolongar-se por até 4-6 semanas.
  5. ESomente durante a fase de convalescença, com pico na 4ª semana.
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GabaritoD — Do 5º dia após a exposição até a 3ª semana das crises; em lactentes <6 meses, pode prolongar-se por até 4-6 semanas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coqueluche: período de transmissibilidade e particularidades em lactentes

Gabarito: letra D. O período de transmissibilidade da coqueluche se inicia no final do período de incubação (cerca de 5 dias após a exposição) e se estende até a 3ª semana após o início das crises paroxísticas; em lactentes menores de 6 meses, esse período pode se prolongar por até 4 a 6 semanas. Essa é a definição adotada pelos guias de vigilância epidemiológica e pela literatura médica, e a alternativa D a reproduz com precisão, incluindo a particularidade etária.

A coqueluche é uma doença infecciosa aguda do trato respiratório, causada pela bactéria Bordetella pertussis, que se caracteriza por tosse seca em paroxismos (acessos de tosse súbitos e repetitivos), seguidos de guincho inspiratório e possível vômito. A doença é altamente transmissível, podendo contagiar até 90% dos contatos domiciliares suscetíveis, e apresenta maior gravidade em crianças menores de 1 ano, sendo uma das principais causas de óbito nessa faixa etária. O conhecimento do período de transmissibilidade é essencial para a adoção de medidas de precaução e para o controle de surtos, especialmente em unidades básicas de saúde.

O período de transmissibilidade da coqueluche não é uniforme ao longo da doença. Ele se inicia no final do período de incubação, que dura em média de 5 a 10 dias, e se estende até cerca de 3 semanas após o início da fase paroxística (fase das crises de tosse). Isso significa que o paciente pode transmitir a doença desde antes do aparecimento dos sintomas clássicos (na fase catarral, que se confunde com um resfriado comum) até bem depois do início das crises. Em lactentes menores de 6 meses, esse período pode ser ainda mais longo, prolongando-se por até 4 a 6 semanas, devido à imaturidade imunológica e à maior dificuldade de eliminação da bactéria. Essa particularidade é crucial para orientar a família sobre o tempo de isolamento e as medidas de precaução.

A transmissão ocorre por meio de gotículas respiratórias expelidas ao tossir, espirrar ou falar, e o paciente é mais contagioso durante a fase catarral e no início da fase paroxística. O tratamento com antibióticos (macrolídeos, como azitromicina) é eficaz em reduzir a transmissibilidade, mas não encurta a duração da tosse. A quimioprofilaxia para contatos domiciliares é recomendada, especialmente para lactentes e gestantes, e a vacinação é a principal medida de prevenção. A vacina DTP (tríplice bacteriana) é administrada em crianças, e a dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto) é recomendada para gestantes e profissionais de saúde, como estratégia de proteção indireta para os lactentes.

A banca explora a confusão entre os diferentes períodos da doença (incubação, catarral, paroxístico e convalescença) e os prazos de transmissibilidade. É comum o candidato confundir o período de transmissibilidade com o período de incubação, ou considerar que a transmissão ocorre apenas durante a fase de tosse paroxística, ignorando a fase catarral. A alternativa D é a única que apresenta corretamente o início do período (5º dia após a exposição), o término (3ª semana das crises) e a particularidade em lactentes (4-6 semanas). Guarde essa sequência: exposição → incubação (5-10 dias) → fase catarral (1-2 semanas, transmissível) → fase paroxística (2-6 semanas, transmissível até a 3ª semana) → convalescença (transmissibilidade reduzida).

  1. 5º diaInício (fim da incubação)
  2. Fase catarralPico de transmissão
  3. 3ª semanaFim das crises
  4. Lactente <6mAté 4-6 semanas
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a transmissibilidade vai da primeira crise paroxística até 14 dias, sem exceções por idade. O erro é duplo: a transmissão não se inicia na fase paroxística, mas sim no final do período de incubação (cerca de 5 dias após a exposição), e o período de transmissibilidade não é fixo em 14 dias, estendendo-se até a 3ª semana das crises. Além disso, a alternativa ignora a particularidade dos lactentes, cujo período pode ser mais longo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a transmissibilidade começa desde o contato com caso confirmado e dura até 21 dias após a última dose de antibiótico. O erro está em considerar o início do período de transmissibilidade a partir do contato, quando na verdade ele se inicia no final do período de incubação (cerca de 5 dias após a exposição). Além disso, o término do período de transmissibilidade não é definido pela última dose de antibiótico, mas sim pelo tempo de evolução da doença (3ª semana das crises). O antibiótico reduz a transmissibilidade, mas não é o marco para o fim do período.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a transmissibilidade vai do início da fase catarral até 5 semanas, independentemente da idade. O erro está no término do período: a transmissibilidade se estende até a 3ª semana das crises, e não até 5 semanas de forma fixa. Além disso, a alternativa ignora a particularidade dos lactentes, cujo período pode se prolongar por até 4-6 semanas. A fase catarral é o início do período de transmissibilidade, mas o término não é de 5 semanas para todos.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa expressa corretamente o período de transmissibilidade da coqueluche: inicia-se no 5º dia após a exposição (final do período de incubação) e se estende até a 3ª semana das crises paroxísticas. Além disso, inclui a particularidade dos lactentes menores de 6 meses, cujo período de transmissibilidade pode se prolongar por até 4-6 semanas. Essa é a definição adotada pelos guias de vigilância epidemiológica e pela literatura médica, e a alternativa a reproduz com precisão.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a transmissibilidade ocorre somente durante a fase de convalescença, com pico na 4ª semana. O erro é grave: a transmissibilidade é maior na fase catarral e no início da fase paroxística, não na convalescença. Na convalescença, a tosse pode persistir, mas a transmissibilidade é reduzida. Além disso, o pico de transmissibilidade ocorre antes da 4ª semana, e não nela.

Gabarito: letra D

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