Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — Avança SP 2025
Medicina›Doenças Infecto-Parasitárias
Código
qg414163
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Programa de Infectologia Hospitalar
Na vigilância da coqueluche, a definição de um caso suspeito é fundamental. Conforme as diretrizes, considera-se suspeito o indivíduo que, independente da idade e estado vacinal, apresentar tosse há 10 dias ou mais, associada a um ou mais dos seguintes sintomas:
ATosse paroxística, guincho inspiratório ou vômitos pós-tosse.
BFebre alta, coriza e vômitos pós-tosse.
CGuincho inspiratório, febre alta e dispneia.
DTosse produtiva por 7 dias, associada a febre e guincho inspiratório.
ETosse paroxística, associada a febre e mialgia.
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GabaritoA — Tosse paroxística, guincho inspiratório ou vômitos pós-tosse.
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Vigilância da coqueluche: definição de caso suspeito
Gabarito: letra A. Conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, considera-se caso suspeito de coqueluche o indivíduo que, independentemente da idade e do estado vacinal, apresente tosse há 10 dias ou mais, associada a um ou mais dos seguintes sintomas: tosse paroxística, guincho inspiratório ou vômitos pós-tosse. A alternativa A reproduz exatamente essa tríade de sintomas associados à tosse prolongada, sendo a única que corresponde integralmente à definição oficial.
A coqueluche, também conhecida como pertussis, é uma doença infecciosa aguda do trato respiratório, causada pela bactéria Bordetella pertussis. A doença se manifesta em três fases clássicas: a fase catarral (inicial, com sintomas inespecíficos como coriza e tosse seca), a fase paroxística (caracterizada por acessos de tosse súbita e incontrolável, seguidos de guincho inspiratório e, frequentemente, vômitos) e a fase de convalescença (recuperação gradual). A transmissão ocorre por gotículas respiratórias e o período de transmissibilidade pode se estender por até três semanas após o início dos sintomas em casos não tratados.
A definição de caso suspeito é um pilar da vigilância epidemiológica, pois permite a notificação precoce, a investigação e a adoção de medidas de controle, como o tratamento e a quimioprofilaxia dos contatos. O Ministério da Saúde estabelece critérios específicos para essa definição, que variam conforme a faixa etária. Para indivíduos com menos de 6 meses, considera-se suspeito aquele que apresenta tosse de qualquer tipo por período igual ou superior a 10 dias, associada a um ou mais dos seguintes sintomas: tosse paroxística, guincho inspiratório, vômitos pós-tosse, cianose, apneia ou engasgo. Para indivíduos com 6 meses ou mais, o período de tosse considerado é de 14 dias ou mais, associado a tosse paroxística, guincho inspiratório ou vômitos pós-tosse. Além disso, também é considerado caso suspeito todo indivíduo que apresente tosse em qualquer período, com história de contato próximo com caso confirmado laboratorialmente.
A questão, no entanto, simplifica a definição ao apresentar um critério único de tosse há 10 dias ou mais, independentemente da idade, associado a um ou mais sintomas. Essa é uma variação da definição oficial que a banca utiliza para testar o conhecimento do candidato sobre os sintomas clássicos da doença. A tosse paroxística é o sintoma mais característico, descrita como uma tosse súbita e incontrolável, com tossidas rápidas e curtas em uma única expiração. O guincho inspiratório é o som agudo produzido pela inspiração forçada após o acesso de tosse. Os vômitos pós-tosse são uma consequência comum do esforço físico intenso durante os paroxismos. Esses três sintomas, juntamente com a tosse prolongada, formam o núcleo da definição de caso suspeito.
A pegadinha da questão está em incluir sintomas que não fazem parte da definição de caso suspeito de coqueluche, como febre alta, coriza, dispneia, tosse produtiva e mialgia. Esses sintomas são mais comuns em outras infecções respiratórias, como influenza, resfriado comum ou bronquite, e podem confundir o candidato que não conhece a definição específica. A febre, por exemplo, geralmente é baixa ou ausente na coqueluche, ao contrário do que ocorre em outras doenças. A coriza é um sintoma da fase catarral, mas não é um critério para a definição de caso suspeito. A dispneia pode ocorrer em casos graves, mas não é um sintoma definidor. A tosse produtiva é mais característica de outras condições, como DPOC ou bronquite. A mialgia é um sintoma sistêmico comum em infecções virais, mas não é específico da coqueluche.
Portanto, a alternativa correta é a que apresenta os três sintomas clássicos da coqueluche: tosse paroxística, guincho inspiratório e vômitos pós-tosse. As demais alternativas incluem sintomas que não são critérios para a definição de caso suspeito, sendo, portanto, incorretas. A compreensão da definição de caso suspeito é essencial para a prática clínica e para a vigilância epidemiológica, pois permite a identificação precoce e a notificação adequada dos casos.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A apresenta exatamente os sintomas que, associados à tosse há 10 dias ou mais, definem um caso suspeito de coqueluche: tosse paroxística, guincho inspiratório e vômitos pós-tosse. Esses são os sintomas clássicos da doença, descritos nas diretrizes do Ministério da Saúde como critérios para a definição de caso suspeito. A tosse paroxística é o sintoma mais característico, o guincho inspiratório é o som agudo após o acesso de tosse e os vômitos pós-tosse são uma consequência comum do esforço físico. A alternativa está correta porque reproduz fielmente a definição oficial.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B inclui febre alta e coriza, que não são critérios para a definição de caso suspeito de coqueluche. A febre geralmente é baixa ou ausente na coqueluche, e a coriza é um sintoma da fase catarral, mas não é um sintoma definidor. Embora os vômitos pós-tosse sejam um sintoma válido, a presença de febre alta e coriza torna a alternativa incorreta, pois esses sintomas não fazem parte da definição oficial.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C inclui febre alta e dispneia, que não são critérios para a definição de caso suspeito de coqueluche. Embora o guincho inspiratório seja um sintoma válido, a febre alta e a dispneia não fazem parte da definição oficial. A dispneia pode ocorrer em casos graves, mas não é um sintoma definidor. A alternativa está incorreta por incluir sintomas que não são critérios para a definição de caso suspeito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D apresenta "tosse produtiva por 7 dias", o que não corresponde ao critério de tosse há 10 dias ou mais estabelecido na definição de caso suspeito. Além disso, a tosse produtiva não é um sintoma característico da coqueluche, que geralmente se apresenta com tosse seca. A febre também não é um critério definidor. Embora o guincho inspiratório seja um sintoma válido, a alternativa está incorreta por não atender ao critério de duração da tosse e por incluir sintomas não específicos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E inclui febre e mialgia, que não são critérios para a definição de caso suspeito de coqueluche. Embora a tosse paroxística seja um sintoma válido, a febre e a mialgia são sintomas sistêmicos mais comuns em outras infecções respiratórias, como influenza. A alternativa está incorreta por incluir sintomas que não fazem parte da definição oficial.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inclui sintomas inespecíficos de outras infecções respiratórias (febre, coriza, dispneia, mialgia) para confundir o candidato. A coqueluche tem um quadro clínico bem definido: tosse prolongada associada a tosse paroxística, guincho inspiratório e vômitos pós-tosse. Decore essa tríade e você elimina as alternativas erradas rapidamente.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de definição de caso suspeito, memorize os critérios oficiais do Ministério da Saúde. Na coqueluche, a tríade clássica é tosse paroxística + guincho inspiratório + vômitos pós-tosse. Sintomas como febre, coriza e mialgia são distratores comuns. Lembre-se também de que a definição varia conforme a faixa etária: < 6 meses (tosse ≥ 10 dias) e ≥ 6 meses (tosse ≥ 14 dias).