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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — Avança SP 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg414165
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Programa de Infectologia Hospitalar
Em unidade básica, uma lactente de 4 meses chega com tosse persistente e episódios de vômitos pós-tosse. Diante de suspeita clínica e necessidade de notificação e manejo oportuno, identifique a definição de caso suspeito de coqueluche para menores de 6 meses:
  1. ATosse por qualquer período, com febre alta e estridor laríngeo.
  2. BTosse por 7 dias, com pneumonia radiológica e leucocitose.
  3. CTosse por 21 dias, com coriza e congestão nasal.
  4. DTosse seca por 14 dias, com conjuntivite purulenta.
  5. ETosse de qualquer tipo há ≥10 dias, associada a paroxismos, guincho inspiratório, vômitos póstosse, cianose, apneia ou engasgo.
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GabaritoE — Tosse de qualquer tipo há ≥10 dias, associada a paroxismos, guincho inspiratório, vômitos póstosse, cianose, apneia ou engasgo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coqueluche em lactentes: definição de caso suspeito

Gabarito: letra E. Para menores de 6 meses, o Ministério da Saúde define caso suspeito de coqueluche como tosse de qualquer tipo com duração ≥ 10 dias, associada a um ou mais dos seguintes sintomas: tosse paroxística, guincho inspiratório, vômitos pós-tosse, cianose, apneia ou engasgo. Essa definição consta do Guia de Vigilância em Saúde e é essencial para a notificação obrigatória e o manejo oportuno, especialmente nessa faixa etária de maior risco de complicações graves.

A coqueluche é uma doença infecciosa aguda do trato respiratório, causada pela bactéria Bordetella pertussis. Acomete pessoas de todas as idades, mas é particularmente grave em lactentes jovens, que podem apresentar apneia, cianose e até óbito. A doença evolui em três fases: catarral (inicial, com sintomas inespecíficos como coriza e tosse leve), paroxística (com a tosse em acessos, guincho e vômitos) e de convalescença (recuperação gradual). Em lactentes menores de 6 meses, os paroxismos podem ser seguidos de apneia, sem o guincho característico, o que torna o diagnóstico clínico mais difícil e a definição de caso mais sensível.

A definição de caso suspeito varia conforme a idade. Para crianças com 6 meses ou mais, o critério é tosse de qualquer tipo por ≥ 14 dias, associada a tosse paroxística, guincho inspiratório ou vômitos pós-tosse. Já para menores de 6 meses, o período é menor (≥ 10 dias) e a lista de sintomas associados é mais ampla, incluindo cianose, apneia e engasgo, além dos três clássicos. Essa diferença reflete a maior vulnerabilidade e a apresentação atípica nessa faixa etária.

A notificação é obrigatória por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). O tratamento com macrolídeos (azitromicina, claritromicina ou eritromicina) é mais eficaz na fase catarral, podendo reduzir a intensidade e a duração da doença e o período de transmissibilidade. Em lactentes com menos de 1 mês, a eritromicina deve ser evitada pelo risco de estenose hipertrófica do piloro.

A banca explora a confusão entre os critérios de idade e os sintomas associados. A alternativa correta é a única que combina o prazo de 10 dias com a lista completa de sintomas para menores de 6 meses. As demais trazem prazos ou sintomas de outras doenças ou de outras faixas etárias.

Coqueluche: caso suspeito
  • 1Menores de 6 meses
    • Tosse ≥ 10 dias (qualquer tipo)
    • Associada a 1+ sintoma
      • Paroxismos
      • Guincho inspiratório
      • Vômitos pós-tosse
      • Cianose
      • Apneia
      • Engasgo
  • 26 meses ou mais
    • Tosse ≥ 14 dias (qualquer tipo)
    • Associada a 1+ sintoma
      • Paroxismos
      • Guincho inspiratório
      • Vômitos pós-tosse
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A tosse por qualquer período com febre alta e estridor laríngeo não corresponde à definição de coqueluche. Febre alta e estridor são mais sugestivos de laringite aguda (crupe) ou outras infecções respiratórias altas. Na coqueluche, a febre geralmente é baixa ou ausente, e o estridor não é um sintoma típico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Tosse por 7 dias com pneumonia radiológica e leucocitose não é o critério. O prazo de 7 dias é menor que o mínimo de 10 dias para menores de 6 meses. Além disso, pneumonia radiológica e leucocitose são achados que podem ocorrer em complicações, mas não fazem parte da definição de caso suspeito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Tosse por 21 dias com coriza e congestão nasal não é o critério. O prazo de 21 dias é maior que o mínimo, mas coriza e congestão nasal são sintomas da fase catarral, inespecíficos, e não estão na definição de caso suspeito. A definição exige tosse associada a sintomas paroxísticos, guincho, vômitos, cianose, apneia ou engasgo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Tosse seca por 14 dias com conjuntivite purulenta não é o critério. O prazo de 14 dias é o utilizado para crianças com 6 meses ou mais, não para menores de 6 meses. Conjuntivite purulenta não é um sintoma de coqueluche; pode ocorrer em outras infecções bacterianas.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa reproduz exatamente a definição do Ministério da Saúde para menores de 6 meses: tosse de qualquer tipo com duração ≥ 10 dias, associada a um ou mais dos sintomas listados (paroxismos, guincho inspiratório, vômitos pós-tosse, cianose, apneia ou engasgo). É a definição que deve ser aplicada para notificação e manejo oportuno.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o prazo de 10 dias (menores de 6 meses) pelo de 14 dias (6 meses ou mais) e inclui sintomas de outras doenças, como febre alta, estridor, coriza e conjuntivite. Memorize a tabela: para < 6 meses, ≥ 10 dias e sintomas ampliados; para ≥ 6 meses, ≥ 14 dias e apenas paroxismo, guincho e vômitos.

Gabarito: letra E

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