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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Avança SP 2025

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg414196
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e Ecocardiografia
Em um recém-nascido com diagnóstico de coartação da aorta, é a consequência hemodinâmica imediata mais característica:
  1. AAumento do fluxo sanguíneo para a aorta ascendente.
  2. BDiminuição da pressão arterial nos membros superiores.
  3. CHipertrofia do ventrículo direito devido à sobrecarga de pressão.
  4. DHipertensão proximal com hipoperfusão distal (pulsos braquiais fortes e femorais diminuídos).
  5. EDilatação do arco aórtico proximal à obstrução.
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GabaritoD — Hipertensão proximal com hipoperfusão distal (pulsos braquiais fortes e femorais diminuídos).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coarctação da aorta: consequência hemodinâmica imediata

Gabarito: letra D. Na coarctação da aorta, a consequência hemodinâmica imediata mais característica é a hipertensão proximal com hipoperfusão distal — ou seja, pulsos braquiais fortes e femorais diminuídos. Isso decorre da obstrução mecânica ao fluxo sanguíneo na aorta descendente, que eleva a pressão arterial antes do estreitamento (membros superiores) e reduz o fluxo e a pressão após ele (membros inferiores). A alternativa D descreve exatamente esse gradiente pressórico, que é o achado clássico da doença.

A coarctação da aorta é uma cardiopatia congênita caracterizada por um estreitamento da aorta, tipicamente na região do istmo aórtico, logo após a origem da artéria subclávia esquerda. Essa obstrução cria uma barreira física ao fluxo sanguíneo sistêmico. O ventrículo esquerdo, para vencer essa resistência, precisa gerar uma pressão mais alta, o que resulta em hipertensão nos vasos que nascem antes da obstrução — o tronco braquicefálico, a carótida esquerda e a subclávia esquerda, que irrigam a cabeça e os membros superiores. Já os vasos que nascem depois da obstrução — a aorta descendente e seus ramos, que irrigam os membros inferiores e as vísceras — recebem um fluxo reduzido, com pressão arterial mais baixa. Essa diferença de pressão entre os segmentos proximal e distal é a marca registrada da doença e explica o achado clínico de pulsos braquiais fortes e femorais diminuídos ou ausentes.

A fisiopatologia é simples: a obstrução funciona como uma resistência fixa ao fluxo. Pela lei de Ohm aplicada à hemodinâmica, a pressão cai ao longo da estenose. Proximalmente, a pressão aumenta (hipertensão); distalmente, a pressão e o fluxo diminuem (hipoperfusão). Essa é a consequência imediata e mais característica, presente desde o nascimento. Com o tempo, o organismo desenvolve mecanismos compensatórios, como a hipertrofia do ventrículo esquerdo, que é uma consequência crônica, não imediata. Por isso, a alternativa que descreve a hipertrofia ventricular esquerda (e não a direita) seria uma consequência tardia, não a imediata.

É importante distinguir a coarctação de outras cardiopatias congênitas. Na coarctação, o problema é uma obstrução ao fluxo sistêmico, não um shunt (comunicação anômala entre circulações). Por isso, não há sobrecarga de volume pulmonar nem cianose na forma isolada. A hipertensão arterial sistêmica é a consequência central, e o gradiente de pressão entre membros superiores e inferiores é o dado que fecha o diagnóstico no exame físico. A banca explora exatamente essa distinção: o candidato que confunde coarctação com outras cardiopatias (como as que cursam com shunt) pode errar a consequência imediata.

Guarde o par hipertensão proximal + hipoperfusão distal como a assinatura hemodinâmica da coarctação: é nele que as alternativas se dividem.

  1. 1Obstrução no istmo aórtico
  2. 2Aumento da pressão proximal
  3. 3Redução do fluxo distal
  4. 4Pulsos braquiais fortes e femorais fracos
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que há aumento do fluxo sanguíneo para a aorta ascendente. Na coarctação, o fluxo para a aorta ascendente não aumenta de forma característica; o que ocorre é um aumento da pressão proximal à obstrução, mas o fluxo total pode até estar reduzido se houver disfunção ventricular. O aumento de fluxo na aorta ascendente é típico de outras condições, como fístulas arteriovenosas ou shunts esquerda-direita, não da coarctação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que há diminuição da pressão arterial nos membros superiores. É exatamente o oposto: a pressão nos membros superiores está aumentada (hipertensão proximal). A diminuição da pressão ocorre nos membros inferiores (distal). A banca inverte o gradiente pressórico, que é a pegadinha clássica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que há hipertrofia do ventrículo direito devido à sobrecarga de pressão. Na coarctação, a sobrecarga de pressão recai sobre o ventrículo esquerdo, que precisa bombear contra a resistência da obstrução. A hipertrofia ventricular direita está associada a cardiopatias que cursam com hipertensão pulmonar ou sobrecarga de pressão no ventrículo direito, como a estenose pulmonar ou a síndrome de Eisenmenger. Além disso, a hipertrofia é uma consequência crônica, não imediata.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve com precisão a consequência hemodinâmica imediata: hipertensão proximal (pulsos braquiais fortes) com hipoperfusão distal (pulsos femorais diminuídos). A obstrução da aorta descendente eleva a pressão antes do estreitamento e reduz o fluxo e a pressão depois dele. Esse gradiente é o achado clínico mais característico da coarctação da aorta, presente desde o nascimento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que há dilatação do arco aórtico proximal à obstrução. Embora possa haver algum grau de dilatação da aorta ascendente em casos crônicos, não é a consequência hemodinâmica imediata mais característica. A dilatação proximal não é um achado típico da coarctação neonatal; o que define a doença é o gradiente pressórico, não a dilatação do arco.

Gabarito: letra D — a consequência hemodinâmica imediata mais característica da coarctação da aorta é a hipertensão proximal com hipoperfusão distal, manifestada por pulsos braquiais fortes e femorais diminuídos.

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