Questão de Medicina — Medicina Intensiva — Avança SP 2025
Medicina›Medicina Intensiva
Código
qg414219
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e Ecocardiografia
Nas Diretrizes de 2025 da AHA para suporte de vida pediátrico, é a recomendação atualizada sobre a taxa de ventilação assistida para bebês e crianças com via aérea avançada durante a RCP:
AUma ventilação a cada 6 segundos, totalizando 10 ventilações por minuto.
BUma ventilação a cada 5 a 8 segundos, totalizando 12 a 20 ventilações por minuto.
CUma ventilação a cada 4 segundos, totalizando 15 ventilações por minuto.
DDuas ventilações a cada 15 compressões, independentemente do tempo decorrido.
EUma ventilação a cada 2 a 3 segundos, totalizando 20 a 30 ventilações por minuto.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Uma ventilação a cada 2 a 3 segundos, totalizando 20 a 30 ventilações por minuto.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Ventilação em via aérea avançada na RCP pediátrica
Gabarito: letra A. Nas Diretrizes de 2025 da AHA para suporte de vida pediátrico, após a instalação de uma via aérea avançada durante a RCP, a recomendação é realizar uma ventilação a cada 6 segundos, totalizando 10 ventilações por minuto, enquanto as compressões torácicas são realizadas de forma contínua. Essa recomendação é classificada como Classe IIb, com nível de evidência C e dados limitados, conforme as diretrizes de ressuscitação cardiopulmonar.
A ventilação durante a RCP pediátrica segue lógica distinta conforme a presença ou não de via aérea avançada. Quando a criança ou bebê não está intubado (ou sem outra via aérea avançada), a ventilação é sincronizada com as compressões, seguindo a relação de 30:2 (um socorrista) ou 15:2 (dois socorristas). Porém, uma vez instalada a via aérea avançada — como tubo orotraqueal ou máscara laríngea —, o sincronismo deixa de ser necessário: as compressões passam a ser contínuas, e a ventilação é oferecida em intervalos fixos, sem pausa para as compressões.
A recomendação atualizada de 2025 estabelece exatamente esse intervalo: uma ventilação a cada 6 segundos, o que corresponde a 10 ventilações por minuto. Esse valor é o mesmo já presente nas diretrizes anteriores (2020) e representa a frequência mínima adequada para manter oxigenação e eliminação de CO₂ sem prejudicar o retorno venoso e o débito cardíaco gerados pelas compressões contínuas. A lógica é simples: com compressões ininterruptas, o fluxo sanguíneo cerebral e coronariano é maximizado, e a ventilação em intervalos regulares garante troca gasosa suficiente sem interromper a perfusão.
A distinção crucial que a banca explora é entre a ventilação com e sem via aérea avançada. Sem via aérea avançada, a relação é de 30:2 (um socorrista) ou 15:2 (dois socorristas), com pausa nas compressões para ventilar. Com via aérea avançada, as compressões são contínuas e a ventilação é assíncrona, em intervalos fixos de 6 segundos. Confundir esses dois cenários é o erro mais comum — e é exatamente o que as alternativas incorretas fazem.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter os cenários: apresenta a relação 30:2 ou 15:2 (que vale sem via aérea avançada) como se fosse a regra para pacientes intubados, ou inventa frequências de ventilação que não correspondem a nenhuma recomendação. Aqui, a pegadinha está em trocar o intervalo de 6 segundos por valores como 2-3 segundos (que seria ventilação excessiva, prejudicial) ou 5-8 segundos (que não é o padrão). Fique atento: via aérea avançada = 1 ventilação a cada 6 segundos = 10/min, sem exceção.
1Sem via aérea avançada
2Relação 30:2 ou 15:2
3Com via aérea avançada
41 ventilação a cada 6s (10/min)
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa reproduz exatamente a recomendação das Diretrizes de 2025 da AHA: uma ventilação a cada 6 segundos, totalizando 10 ventilações por minuto. Após a instalação de via aérea avançada, as compressões torácicas são contínuas e a ventilação é assíncrona, em intervalos regulares de 6 segundos. Esse é o padrão para bebês e crianças, e a alternativa está correta por espelhar a literalidade da diretriz.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa propõe uma ventilação a cada 5 a 8 segundos, totalizando 12 a 20 ventilações por minuto. Esse intervalo não corresponde a nenhuma recomendação das diretrizes de 2025. A frequência de 12 a 20 ventilações por minuto seria excessiva para um paciente com via aérea avançada durante a RCP, podendo causar hiperventilação, aumento da pressão intratorácica e redução do retorno venoso — o que compromete a eficácia das compressões. O correto é 10 ventilações por minuto (1 a cada 6 segundos).
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa propõe uma ventilação a cada 4 segundos, totalizando 15 ventilações por minuto. Esse valor também não é recomendado. Ventilar a cada 4 segundos resultaria em 15 ventilações por minuto, o que é excessivo e pode levar à hiperventilação, com consequências hemodinâmicas adversas. A recomendação é de 10 ventilações por minuto, ou seja, 1 a cada 6 segundos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa propõe duas ventilações a cada 15 compressões, independentemente do tempo decorrido. Essa relação de 15:2 é válida sem via aérea avançada, quando há dois socorristas. Com via aérea avançada, o sincronismo entre compressões e ventilações deixa de existir: as compressões são contínuas e a ventilação é feita em intervalos fixos de 6 segundos. A alternativa confunde os dois cenários, aplicando a regra do paciente não intubado ao paciente com via aérea avançada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa propõe uma ventilação a cada 2 a 3 segundos, totalizando 20 a 30 ventilações por minuto. Essa frequência é extremamente alta e não é recomendada em nenhuma diretriz de RCP pediátrica. Ventilar 20 a 30 vezes por minuto durante compressões contínuas causaria hiperventilação grave, aumentando a pressão intratorácica, reduzindo o retorno venoso e comprometendo a perfusão coronariana e cerebral. O correto é 10 ventilações por minuto.