Questão de Medicina — Dermatologia — Avança SP 2025
- Código
- qg419975
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Prefeitura de Lorena - SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Dermatologista
- AA polpa digital.
- BA mucosa nasal.
- CO cotovelo.
- DO joelho.
- EA região escapular.
GabaritoC — O cotovelo.
Gabarito: letra C (o cotovelo). A baciloscopia para hanseníase é realizada a partir de esfregaços intradérmicos obtidos em sítios padronizados, que incluem os dois lóbulos auriculares, uma lesão cutânea e os cotovelos — conforme a padronização do Ministério da Saúde. A alternativa correta é a que nomeia o cotovelo como o quarto sítio de coleta.
A baciloscopia direta para bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR) é um exame laboratorial complementar ao diagnóstico clínico da hanseníase, que busca detectar a presença do Mycobacterium leprae em esfregaços de raspado intradérmico e estimar a carga bacilar do paciente. O raspado é obtido por meio de pequena incisão na pele, e o material é coletado em lesões cutâneas e em sítios padronizados. A padronização dos sítios de coleta é fundamental para garantir a comparabilidade dos resultados e a estimativa adequada da carga bacilar, que é calculada pela escala logarítmica de Ridley, com índices baciloscópicos (IB) variando de 0 a 6+.
A escolha dos sítios não é aleatória: os lóbulos auriculares e os cotovelos são áreas de predileção do M. leprae por serem regiões mais frias do corpo, já que o bacilo tem tropismo por temperaturas mais baixas. A lesão cutânea, por sua vez, é coletada porque representa o local onde há maior concentração de bacilos na forma multibacilar. A média dos índices baciloscópicos obtidos em cada esfregaço serve como estimativa da carga bacilar do paciente, sendo um parâmetro importante para a classificação operacional e o acompanhamento terapêutico.
É importante destacar que a baciloscopia tem alta especificidade, mas baixa sensibilidade, sendo negativa nos casos paucibacilares — o que não exclui o diagnóstico de hanseníase. Por outro lado, o achado de BAAR em raspados intradérmicos não apenas define o diagnóstico, como classifica o paciente como multibacilar. A coleta correta nos sítios padronizados é, portanto, um passo essencial para a acurácia do exame.
A pegadinha desta questão está em distinguir os sítios padronizados de coleta da baciloscopia de outras regiões anatômicas que podem ser mencionadas como distratores. A mucosa nasal, por exemplo, é um sítio de coleta em outras doenças, como na investigação de Staphylococcus aureus ou na avaliação de colonização, mas não faz parte da padronização para a hanseníase. A polpa digital, o joelho e a região escapular também não são sítios padronizados para a baciloscopia da hanseníase. O cotovelo, por sua vez, é um dos sítios clássicos, juntamente com os lóbulos auriculares e a lesão cutânea.
Guarde a tríade: lóbulos auriculares + lesão cutânea + cotovelos. É exatamente nessa padronização que as alternativas se dividem — a banca troca o cotovelo por outras regiões anatômicas para confundir o candidato.
A polpa digital não é um sítio padronizado para a coleta do esfregaço intradérmico na hanseníase. Embora seja uma região de fácil acesso, não faz parte da padronização do Ministério da Saúde, que define os lóbulos auriculares, a lesão cutânea e os cotovelos como sítios de coleta.
A mucosa nasal não é um sítio padronizado para a baciloscopia da hanseníase. A coleta de mucosa nasal é utilizada em outros contextos, como na investigação de colonização por Staphylococcus aureus, mas não na padronização do esfregaço intradérmico para hanseníase.
O cotovelo é um dos sítios padronizados para a coleta do esfregaço intradérmico na hanseníase, juntamente com os dois lóbulos auriculares e uma lesão cutânea. Essa padronização é definida pelo Ministério da Saúde e é essencial para a estimativa adequada da carga bacilar.
O joelho não é um sítio padronizado para a coleta do esfregaço intradérmico na hanseníase. A padronização inclui apenas os lóbulos auriculares, a lesão cutânea e os cotovelos.
A região escapular não é um sítio padronizado para a coleta do esfregaço intradérmico na hanseníase. A padronização do Ministério da Saúde define os lóbulos auriculares, a lesão cutânea e os cotovelos como os sítios de coleta.
A banca troca o cotovelo por outras regiões anatômicas (polpa digital, mucosa nasal, joelho, região escapular) para confundir o candidato. O candidato que não memorizou os sítios padronizados pode ser induzido a escolher uma região de fácil acesso, como a polpa digital, ou uma região que é sítio de coleta em outras doenças, como a mucosa nasal. Com treino, você fixa a tríade: lóbulos auriculares + lesão cutânea + cotovelos 💪.
Gabarito: letra C
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