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Questão de Medicina — Dermatologia — Avança SP 2025

MedicinaDermatologia
Código
qg419981
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Lorena - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Dermatologista
Na propedêutica da psoríase vulgar, o sinal clínico caracterizado pelo surgimento de um sangramento puntiforme ou em "orvalho sangrante" após a curetagem de uma escama é denominado:
  1. ASinal de Nikolsky.
  2. BFenômeno de Koebner.
  3. CSinal de Auspitz
  4. DSinal de Darier.
  5. EFenômeno de Lúcio.
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GabaritoC — Sinal de Auspitz

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Semiologia dermatológica: sinais e fenômenos na psoríase

Gabarito: letra C (Sinal de Auspitz). O sinal de Auspitz é o aparecimento de pequenos pontos de sangramento (orvalho sangrento) após a curetagem metódica de Brocq, que remove as escamas laminares da psoríase. Os demais sinais pertencem a outras dermatoses: Nikolsky (pênfigo), Koebner (fenômeno isomórfico), Darier (mastocitose) e Lúcio (hanseníase).

A propedêutica dermatológica utiliza manobras semiológicas para caracterizar lesões e auxiliar no diagnóstico. Na psoríase vulgar, a curetagem metódica de Brocq é a manobra clássica: com uma cureta, o examinador atrita a lesão eritemato-descamativa, removendo as escamas em camadas. Inicialmente, observa-se o sinal da vela (destacamento de escamas laminares esbranquiçadas, lembrando raspas de vela); em seguida, ao continuar a curetagem, surge o sinal de Auspitz, que é o aparecimento de pequenos pontos de sangramento — o chamado "orvalho sangrante". Esse sangramento ocorre porque as papilas dérmicas estão alongadas e próximas à superfície, com vasos dilatados e tortuosos, que se rompem facilmente quando a camada córnea é removida.

É importante distinguir o sinal de Auspitz de outros fenômenos semiológicos que a banca costuma listar como distratores. O sinal de Nikolsky é pesquisado em lesões bolhosas, especialmente no pênfigo: ao pressionar a pele perilesional com a polpa digital, a epiderme se desloca e a bolha se estende ou se rompe. O fenômeno de Koebner (ou fenômeno isomórfico) é o surgimento de lesões típicas da doença em áreas de trauma, comum na psoríase, líquen plano e vitiligo. O sinal de Darier é a formação de lesão urticada (ponfosa) após atrito da lesão, patognomônico da mastocitose cutânea. O fenômeno de Lúcio é uma reação da hanseníase virchowiana, caracterizada por vasculite e necrose.

A pegadinha desta questão está em confundir o sinal de Auspitz com o fenômeno de Koebner, ambos associados à psoríase. Enquanto o sinal de Auspitz é uma manobra semiológica (curetagem) que revela sangramento puntiforme, o fenômeno de Koebner é a resposta da pele ao trauma, gerando novas lesões psoriásicas em locais de lesão. Guarde essa distinção: Auspitz = sangramento após curetagem; Koebner = lesões novas após trauma.

1Auspitz (psoríase)
Curetagem de Brocq
Orvalho sangrante
2Nikolsky (pênfigo)
Bolha se estende/rompe
3Koebner (psoríase, líquen plano)
Lesões novas após trauma
4Darier (mastocitose)
Ponfo após atrito
5Lúcio (hanseníase)
Vasculite necrosante
Sinais semiológicos em dermatologia
LEVELsoulevel.com.br
Sinais semiológicos em dermatologia: Auspitz (psoríase) (Curetagem de Brocq, Orvalho sangrante); Nikolsky (pênfigo) (Bolha se estende/rompe); Koebner (psoríase, líquen plano) (Lesões novas após trauma); Darier (mastocitose) (Ponfo após atrito); Lúcio (hanseníase) (Vasculite necrosante)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O sinal de Nikolsky é pesquisado em lesões bolhosas, principalmente no pênfigo. A manobra consiste em pressionar a pele perilesional com a polpa digital; se a epiderme se deslocar e a bolha se estender ou romper, o sinal é positivo. Não tem relação com a curetagem de escamas na psoríase.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O fenômeno de Koebner (fenômeno isomórfico) é o aparecimento de lesões típicas da doença em áreas de trauma, comum na psoríase, líquen plano e vitiligo. Não é uma manobra semiológica de curetagem, mas sim a resposta da pele ao trauma. A banca explora a associação do Koebner com a psoríase para confundir o candidato.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O sinal de Auspitz é exatamente o descrito no enunciado: após a curetagem metódica de Brocq, que remove as escamas laminares da psoríase, surgem pequenos pontos de sangramento — o "orvalho sangrante". É um sinal clássico da psoríase vulgar, decorrente do rompimento das papilas dérmicas alongadas e vascularizadas.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O sinal de Darier é a formação de lesão ponfosa (urticada) após atrito da lesão, patognomônico da mastocitose cutânea. É pesquisado no teste da urticação, não na curetagem de escamas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O fenômeno de Lúcio é uma reação da hanseníase virchowiana, caracterizada por vasculite necrosante e úlceras. Não tem relação com a psoríase nem com a curetagem.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o sinal de Auspitz pelo fenômeno de Koebner, ambos associados à psoríase. Auspitz é a manobra de curetagem que revela sangramento puntiforme; Koebner é o surgimento de lesões novas em áreas de trauma. Com treino, você diferencia na hora.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar os sinais, associe cada um à sua dermatose: Auspitz → psoríase (sangramento após curetagem); Nikolsky → pênfigo (bolha que se estende); Darier → mastocitose (ponfo após atrito); Koebner → psoríase/líquen plano (lesões após trauma).

Gabarito: letra C

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