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Questão de Medicina — Neurologia — Avança SP 2025

MedicinaNeurologia
Código
qg420027
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Lorena - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Neurologista
Na fase precoce da hemorragia subaracnoidea, a hidrocefalia aguda pode ocorrer como:
  1. AConsequência direta do aumento da pressão intracraniana logo após a ruptura aneurismática.
  2. BManifestação tardia resultante da fibrose meníngea por reabsorção de sangue.
  3. CEfeito compensatório da autorregulação com aumento do fluxo venoso cortical.
  4. DSinal exclusivo de lesão hipotalâmica bilateral aguda.
  5. EResposta transitória à hipotensão intracraniana pós-trauma.
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GabaritoA — Consequência direta do aumento da pressão intracraniana logo após a ruptura aneurismática.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hidrocefalia aguda na hemorragia subaracnóidea

Gabarito: letra A. Na fase precoce da hemorragia subaracnóidea (HSA), a hidrocefalia aguda é consequência direta do aumento da pressão intracraniana (PIC) logo após a ruptura aneurismática, pois o sangue extravasado para o espaço subaracnóideo obstrui as vias de circulação e reabsorção do líquido cefalorraquidiano (LCR), elevando a PIC de forma abrupta. As demais alternativas descrevem mecanismos incorretos ou de outras fases da doença.

A hemorragia subaracnóidea (HSA) é o extravasamento de sangue no espaço subaracnóideo, sendo a principal causa a ruptura de aneurisma sacular. O sangue liberado nesse espaço pode obstruir as vias de circulação do LCR, especialmente nos forames de Luschka e Magendie, ou comprometer as granulações aracnóideas responsáveis pela reabsorção do LCR. Essa obstrução aguda leva ao acúmulo de LCR nos ventrículos, caracterizando a hidrocefalia aguda, que se manifesta precocemente, nas primeiras 72 horas após o ictus hemorrágico.

A hidrocefalia aguda na HSA é uma das principais causas de hipertensão intracraniana (HIC) precoce nessa condição. O aumento da PIC ocorre tanto pelo efeito de massa do sangue extravasado quanto pela dilatação ventricular decorrente do acúmulo de LCR. Esse mecanismo é distinto da hidrocefalia crônica, que se desenvolve tardiamente, semanas a meses após o evento inicial, e resulta da fibrose meníngea e da obliteração das granulações aracnóideas pela reabsorção do sangue, comprometendo a reabsorção do LCR de forma progressiva.

Na prática clínica, a hidrocefalia aguda pós-HSA é uma emergência neurocirúrgica. O paciente pode apresentar rebaixamento do nível de consciência, e o diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de crânio, que evidencia dilatação ventricular. O tratamento de primeira linha é a derivação ventricular externa (DVE), que permite drenar o LCR e reduzir a PIC, ganhando tempo para o tratamento definitivo do aneurisma. A DVE também pode ser utilizada para monitorização da PIC e para drenagem de sangue do espaço subaracnóideo.

A banca explora a confusão entre os mecanismos da hidrocefalia aguda e crônica na HSA. Enquanto a aguda é consequência direta da obstrução das vias de circulação do LCR pelo sangue, elevando a PIC precocemente, a crônica é manifestação tardia resultante da fibrose meníngea por reabsorção de sangue. Essa distinção temporal e fisiopatológica é o critério decisivo para separar as alternativas corretas das incorretas.

Hidrocefalia na HSA
  • 1Aguda (fase precoce)
    • Obstrução das vias de circulação do LCR
    • Forames de Luschka e Magendie
    • Granulações aracnóideas
    • Aumento abrupto da PIC
    • Emergência → DVE
  • 2Crônica (fase tardia)
    • Fibrose meníngea
    • Obliteração das granulações
    • Reabsorção progressiva do sangue
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A hidrocefalia aguda na fase precoce da HSA é consequência direta do aumento da PIC logo após a ruptura aneurismática. O sangue extravasado para o espaço subaracnóideo obstrui as vias de circulação do LCR, levando ao acúmulo ventricular e à elevação abrupta da PIC. Esse mecanismo é reconhecido como uma das principais causas de HIC precoce na HSA, conforme descrito na literatura médica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A fibrose meníngea por reabsorção de sangue é o mecanismo da hidrocefalia crônica, que se manifesta tardiamente, semanas a meses após a HSA. A questão pede especificamente a hidrocefalia aguda, que ocorre na fase precoce. A alternativa confunde o mecanismo tardio com o precoce.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A hidrocefalia aguda não é um efeito compensatório da autorregulação com aumento do fluxo venoso cortical. A autorregulação cerebral é um mecanismo de manutenção do fluxo sanguíneo cerebral constante frente a variações da pressão arterial média, e não está relacionada à gênese da hidrocefalia. A hidrocefalia aguda é causada pela obstrução das vias de circulação do LCR pelo sangue, e não por um mecanismo compensatório vascular.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A hidrocefalia aguda na HSA não é sinal exclusivo de lesão hipotalâmica bilateral aguda. Embora a HSA possa causar disfunção hipotalâmica, a hidrocefalia aguda é consequência da obstrução mecânica das vias de circulação do LCR pelo sangue, e não um sinal específico de lesão hipotalâmica. A alternativa é uma associação incorreta e sem fundamento fisiopatológico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A hidrocefalia aguda na HSA não é uma resposta transitória à hipotensão intracraniana pós-trauma. A HSA não é uma condição traumática em sua forma mais comum (ruptura de aneurisma), e a hidrocefalia aguda está associada ao aumento da PIC, não à sua diminuição. A alternativa inverte o mecanismo pressórico e associa a condição a um contexto traumático que não é o principal.

Gabarito: letra A — a hidrocefalia aguda na fase precoce da HSA é consequência direta do aumento da PIC logo após a ruptura aneurismática.

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