Em relação aos critérios técnicos aplicáveis ao EEG no diagnóstico de morte encefálica, assinale a alternativa correta:
AA distância intereletrodos deve ser ajustada para no máximo 5 cm
BÉ necessário registro com sensibilidade mínima de 7 μV/mm.
CÉ obrigatório o uso de todos os 21 eletrodos seguindo o sistema 10-20.
DA presença de artefatos oculares e musculares confirma atividade residual.
EA duração mínima do exame deve ser de 10 minutos, conforme a SBNC.
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GabaritoC — É obrigatório o uso de todos os 21 eletrodos seguindo o sistema 10-20.
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Eletroencefalograma no diagnóstico de morte encefálica
Gabarito: letra C. No EEG para confirmação de morte encefálica, é obrigatório o uso dos 21 eletrodos do sistema internacional 10-20, conforme a Resolução CFM nº 2.173/2017 e a especificação da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica (SBNC). As demais alternativas trazem parâmetros incorretos: a distância intereletrodos não é de 5 cm, a sensibilidade mínima não é 7 μV/mm, artefatos não confirmam atividade residual e a duração mínima não é de 10 minutos.
O eletroencefalograma é um dos exames complementares que podem ser utilizados para confirmar a morte encefálica, demonstrando o silêncio elétrico cerebral — ou seja, a ausência de atividade elétrica cortical. No Brasil, o diagnóstico de morte encefálica é regulamentado pela Resolução CFM nº 2.173/2017, que estabelece os critérios clínicos e os exames complementares aceitos. O EEG é um deles, mas exige parâmetros técnicos específicos, diferentes dos usados em exames convencionais, justamente para garantir que o silêncio elétrico seja real e não um artefato técnico.
A lógica por trás desses parâmetros é evitar falsos positivos: um EEG "plano" pode ser obtido por erro de técnica (eletrodos mal posicionados, sensibilidade inadequada, filtros incorretos) ou por condições como hipotermia profunda e intoxicação por sedativos. Por isso, a norma exige que o exame seja feito com o sistema completo de 21 eletrodos, com sensibilidade aumentada (para captar até potenciais muito pequenos), com distância intereletrodos adequada e por um período mínimo de registro. A presença de artefatos, ao contrário do que afirma uma das alternativas, indica que o registro está contaminado e deve ser descartado — jamais confirma atividade residual.
Na prática, o EEG para morte encefálica é realizado com o paciente em silêncio elétrico cerebral, definido como a ausência de potenciais não artificiais maiores que 2 microvolts durante uma gravação de 30 minutos com sensibilidade aumentada. Esse é o padrão que a SBNC especifica e que o CFM adota. A duração de 30 minutos, a sensibilidade de 2 μV/mm e o uso dos 21 eletrodos são os pontos que a banca explora nas alternativas erradas, trocando os valores para confundir o candidato.
A pegadinha central desta questão é a troca de parâmetros numéricos e técnicos: a banca substitui valores corretos por outros plausíveis, mas incorretos. O candidato que decora apenas a ideia geral de que "o EEG deve ser feito com sensibilidade aumentada" pode aceitar a alternativa B (7 μV/mm), quando o correto é 2 μV/mm. Da mesma forma, quem lembra que "o exame dura cerca de 30 minutos" pode cair na alternativa E (10 minutos). A alternativa C é a única que reproduz fielmente a exigência normativa: todos os 21 eletrodos do sistema 10-20.
Guarde a fronteira entre os parâmetros corretos e os distratores: é exatamente nela que as alternativas se dividem. Cada valor trocado corresponde a um erro específico que veremos a seguir.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A distância intereletrodos no EEG para morte encefálica não é de 5 cm. O sistema internacional 10-20 determina o posicionamento dos eletrodos com base em medidas percentuais do crânio, e a distância entre eles varia conforme o tamanho da cabeça do paciente — não há um valor fixo de 5 cm. A banca inventa um número plausível para confundir quem não domina a técnica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A sensibilidade mínima exigida no EEG para morte encefálica é de 2 μV/mm, e não 7 μV/mm. Esse valor aumentado é essencial para captar potenciais muito pequenos e garantir que o silêncio elétrico seja real. A alternativa troca o valor correto por um número maior, que corresponderia a uma sensibilidade menor — o oposto do que a norma exige.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
É obrigatório o uso de todos os 21 eletrodos seguindo o sistema internacional 10-20. Essa é uma exigência expressa da Resolução CFM nº 2.173/2017 e da especificação da SBNC para o EEG no diagnóstico de morte encefálica. O sistema 10-20 padroniza a colocação dos eletrodos no couro cabeludo, garantindo que todas as regiões cerebrais sejam amostradas e que o exame seja reprodutível entre diferentes serviços.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A presença de artefatos oculares e musculares invalida o registro, não confirma atividade residual. Artefatos são sinais elétricos que não se originam do cérebro (piscar de olhos, contração muscular, interferência elétrica) e contaminam o traçado. No EEG para morte encefálica, qualquer artefato torna o exame inconclusivo, pois pode mascarar ou simular atividade cerebral. A alternativa inverte completamente o significado dos artefatos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A duração mínima do EEG para morte encefálica é de 30 minutos, e não 10 minutos. Esse período prolongado é necessário para registrar o silêncio elétrico de forma confiável, descartando variações transitórias. A alternativa troca o valor correto por um número menor, que não atenderia à exigência normativa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os parâmetros técnicos do EEG para morte encefálica: sensibilidade de 2 μV/mm vira 7 μV/mm, duração de 30 minutos vira 10 minutos, e a distância intereletrodos ganha um valor fixo de 5 cm que não existe na norma. O candidato que decora apenas a ideia geral de "sensibilidade aumentada" ou "registro prolongado" cai nos distratores. A alternativa C é a única que reproduz fielmente a exigência do sistema 10-20 com todos os 21 eletrodos. Com treino, você reconhece essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para fixar os parâmetros do EEG na morte encefálica, memorize os valores-chave: 21 eletrodos (sistema 10-20), sensibilidade de 2 μV/mm, duração de 30 minutos, ausência de potenciais > 2 μV. Compare com o EEG convencional, que usa menos eletrodos e sensibilidade padrão — a diferença está na necessidade de captar qualquer resquício de atividade cortical.