Sobre os efeitos da terapia de reposição de testosterona (TRT) em relação à próstata, assinale a alternativa correta:
ATRT aumenta de forma significativa os níveis de PSA.
BTRT reduz a taxa de retenção urinária aguda em idosos.
CTRT está associada a aumento de hiperplasia prostática sintomática.
DTRT está contraindicada em qualquer alteração prostática.
ETRT não aumenta o risco de câncer de próstata em homens hipogonádicos.
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GabaritoE — TRT não aumenta o risco de câncer de próstata em homens hipogonádicos.
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Terapia de reposição de testosterona e a próstata
Gabarito: letra E. A TRT não aumenta o risco de câncer de próstata em homens hipogonádicos, conforme as diretrizes atuais da AUA, que afirmam não haver evidências adequadas para quantificar a relação risco-benefício da terapia em homens com histórico de câncer de próstata, e estudos atuais não mostram aumento do risco de recorrência em casos de baixo risco. As demais alternativas apresentam afirmações incorretas ou sem suporte científico.
A terapia de reposição de testosterona (TRT) é indicada para homens com deficiência confirmada de testosterona (hipogonadismo) e sintomas associados, como disfunção erétil, diminuição da libido, anemia e baixa densidade mineral óssea. O objetivo é restaurar níveis fisiológicos do hormônio, aliviando os sintomas. Historicamente, havia grande preocupação de que a testosterona pudesse estimular o crescimento de câncer de próstata, dado que a próstata é um órgão andrógeno-dependente. No entanto, as evidências atuais não sustentam essa preocupação de forma absoluta.
As diretrizes da AUA (American Urological Association) indicam que não há evidências adequadas para quantificar a relação risco-benefício da TRT em homens com histórico de câncer de próstata. Em casos selecionados, como após prostatectomia radical com patologia de baixo risco, os estudos não mostram aumento do risco de recorrência com a TRT. Resultados semelhantes foram observados em pacientes com câncer de próstata de baixo risco tratados com radioterapia. Por outro lado, indivíduos com histórico de câncer de alto risco tratados por radiação apresentaram aumentos nos valores de PSA pós-tratamento e devem ser alertados sobre os riscos. Pacientes com câncer de próstata ativo ou recorrente que desejam TRT devem ser encaminhados a centros especializados.
A relação entre TRT e PSA é um ponto importante. A testosterona pode causar um pequeno aumento nos níveis de PSA, mas não de forma significativa ou que indique necessariamente câncer. O PSA é uma variável contínua de risco, e muitos fatores podem elevá-lo, como HPB, prostatite, toque retal, ejaculação e ciclismo. Portanto, a afirmação de que a TRT aumenta significativamente o PSA é incorreta. Além disso, a TRT não está associada a aumento de hiperplasia prostática sintomática nem reduz a taxa de retenção urinária aguda em idosos. A TRT não é contraindicada em qualquer alteração prostática; a contraindicação é relativa e depende do tipo e risco da alteração.
A pegadinha desta questão está na generalização indevida e na troca de conceitos. A alternativa D, por exemplo, afirma que a TRT é contraindicada em qualquer alteração prostática, o que é uma generalização incorreta, pois a contraindicação é específica para certos casos, como câncer de próstata ativo ou de alto risco. A alternativa C afirma que a TRT está associada a aumento de hiperplasia prostática sintomática, o que não é suportado pelas evidências atuais. A alternativa B afirma que a TRT reduz a retenção urinária aguda, o que não é um efeito conhecido da terapia. A alternativa A afirma que a TRT aumenta significativamente o PSA, o que é uma meia-verdade, pois o aumento não é significativo e não é um marcador confiável de câncer nesse contexto.
Guarde o critério decisivo: a TRT não aumenta o risco de câncer de próstata em homens hipogonádicos, mas a contraindicação existe em casos de câncer ativo ou de alto risco. É essa nuance que separa a alternativa correta das demais.
TRT e próstata: Risco de câncer (Não aumenta em hipogonádicos, Contraindicada em câncer ativo/alto risco); PSA (Pequeno aumento, não significativo, Não é marcador confiável); HPB (Não piora sintomas, Não reduz retenção urinária)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a TRT aumenta de forma significativa os níveis de PSA. Isso é incorreto. Embora a testosterona possa causar um pequeno aumento no PSA, não é um aumento significativo nem um indicador confiável de câncer. O PSA pode ser elevado por diversos fatores, como HPB, prostatite, toque retal, ejaculação e ciclismo. A TRT não é um fator que cause elevação significativa do PSA.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a TRT reduz a taxa de retenção urinária aguda em idosos. Não há evidências científicas que suportem essa afirmação. A retenção urinária aguda está mais associada a condições como HPB e obstrução infravesical, e a TRT não é um tratamento para essa condição. A redução da retenção urinária é um efeito de medicamentos como inibidores da 5α-redutase, não da testosterona.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a TRT está associada a aumento de hiperplasia prostática sintomática. Não há evidências atuais que liguem a TRT ao aumento de sintomas de HPB. A HPB é um crescimento benigno da próstata relacionado ao envelhecimento e à ação da di-hidrotestosterona (DHT), mas a TRT não demonstrou piorar os sintomas obstrutivos ou irritativos. Estudos não mostram associação entre TRT e aumento de HPB sintomática.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a TRT é contraindicada em qualquer alteração prostática. Isso é uma generalização incorreta. A contraindicação é relativa e depende do tipo de alteração. Por exemplo, em homens com histórico de câncer de próstata de baixo risco tratados com prostatectomia radical ou radioterapia, a TRT pode ser considerada em casos selecionados. A contraindicação absoluta existe para câncer de próstata ativo ou recorrente, mas não para qualquer alteração, como HPB ou prostatite.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que a TRT não aumenta o risco de câncer de próstata em homens hipogonádicos. Isso está correto. As diretrizes atuais da AUA afirmam que não há evidências adequadas para quantificar a relação risco-benefício da TRT em homens com histórico de câncer de próstata, e estudos atuais não mostram aumento do risco de recorrência em casos de baixo risco. Portanto, a TRT não aumenta o risco de câncer de próstata em homens hipogonádicos, desde que não haja câncer ativo ou de alto risco.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com generalizações e meias-verdades. A alternativa D é a mais traiçoeira, pois afirma que a TRT é contraindicada em qualquer alteração prostática, quando na verdade a contraindicação é específica para câncer ativo ou de alto risco. A alternativa A também é uma pegadinha, pois o aumento do PSA com TRT não é significativo e não é um marcador confiável de câncer. Fique atento a termos como "qualquer" e "significativo", que muitas vezes indicam uma generalização indevida.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre TRT e próstata, lembre-se dos pontos-chave: (1) a TRT não aumenta o risco de câncer de próstata em homens hipogonádicos; (2) a contraindicação é relativa, não absoluta; (3) o PSA pode ter pequenas elevações, mas não significativas; (4) a TRT não piora HPB sintomática nem reduz retenção urinária. Esses são os conceitos mais cobrados em provas de urologia e endocrinologia.