Questão de Fisioterapia — Fisioterapia Geral — CEPS-UFPA 2025
FisioterapiaFisioterapia Geral
- Código
- qg427875
- Banca
- CEPS-UFPA
- Órgão
- UFPA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- CEPS - - Residência Multiprofisisonal - Fisioterapia
Pacientes internados na UTI permanecem longo tempo restritos ao leito, uma condição que contribui para diversas consequências, como a rápida perda de massa muscular e de aptidão física, resultando no desenvolvimento de fraqueza muscular generalizada. Diante disso, a mobilização e reabilitação funcional do paciente crítico é essencial nesta fase de internação da UTI. Sobre este tema, é correto afirmar:
- AA intervenção terapêutica deve iniciar o mais precocemente possível após estabilização da doença crítica e iniciar pelos marcos funcionais mais avançados, como deambulação e ortostatismo, para que a recuperação da capacidade funcional seja plena e acelerada, minimizando os efeitos adversos do repouso prolongado.
- BA reabilitação funcional do paciente crítico requer a prescrição individualizada de exercício, abordando a real necessidade cinético-funcional do paciente baseada na avaliação funcional realizada. O objetivo nesta fase de internação na UTI é estimular saída do leito e recuperação parcial da funcionalidade; já o restabelecimento da funcionalidade prévia será o foco na fase final de internação hospitalar.
- CA sarcopenia, a fraqueza muscular adquirida, a lentificação da marcha, a hipertonia e o déficit de equilíbrio estático são algumas das limitações funcionais mais prevalentes em pacientes de longa permanência internados na UTI decorrentes do uso da ventilação mecânica, corticosteroides, uso de bloqueadores neuromusculares e sedoanalgesia, desnutrição, entre outros fatores que contribuem para incapacidade funcional.
- DDentro do ambiente de UTI, é de suma importância identificar os pacientes que têm contraindicações para o exercício físico, a fim de minimizar os riscos de eventos adversos. Crise convulsiva sem controle, assincronia ventilatória, uso de drogas vasoativas, arritmias de difícil controle e dor torácica são algumas das contraindicações para os pacientes realizarem exercícios físicos.
- EA prescrição do exercício físico do paciente crítico deve ser realizada de forma personalizada, considerando fatores de risco, antecedentes clínicos e preferências pessoais, visando otimizar os resultados, agregar valor ao paciente e facilitar a adesão ao tratamento.