Questão de Fonoaudiologia — Motricidade Orofacial — CPCON 2025
FonoaudiologiaMotricidade Orofacial
- Código
- qg437132
- Banca
- CPCON
- Órgão
- Prefeitura de Nova Palmeira - PB
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Fonoaudiólogo
No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2024) indicam que a população idosa crescerá 10 vezes mais que a de jovens até 2050. O envelhecimento populacional traz desafios à saúde pública, especialmente em relação aos distúrbios do sono e às alterações funcionais do sistema estomatognático. Um homem de 75 anos, com diagnóstico de Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) moderada, IMC de 28,3 kg/m², hipertenso e em uso de medicação, relatava sonolência excessiva diurna, roncos intensos (confirmados pela esposa), dificuldade de concentração e fadiga ao acordar. Sem sucesso na adaptação ao CPAP, iniciou tratamento fonoaudiológico com foco miofuncional orofacial.FONTE: SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Em 2070, número de brasileiros com 60 anos ou mais deve mais que dobrar. Rio de Janeiro: SBGG, 2024. Disponível em: https://sbgg.org.br/em-2070-numero-de-brasileiros-com-60-anos-ou-mais-deve-mais-que-dobrar/ . Acesso em: 20 abr. 2025.Considerando a atuação fonoaudiológica dentro no processo de envelhecimento e nas disfunções associadas à AOS, assinale a alternativa CORRETA.
- AA perda de fibras musculares do tipo II e o aumento de colágeno tipo I nos músculos da faringe em idosos com AOS raramente impactam a funcionalidade da musculatura faríngea.
- BA terapia miofuncional orofacial aplicada à população idosa com AOS apresenta resultados positivos apenas quando combinada com o uso do CPAP, sendo ineficaz como tratamento isolado.
- CA sarcopenia, incluindo a das estruturas orofaciais, contribui para alterações funcionais como presbifagia e presbifonia, sendo relevante para o planejamento terapêutico fonoaudiológico no idoso.
- DA adesão do idoso ao tratamento fonoaudiológico é pouco relevante para os resultados terapêuticos, uma vez que os efeitos são mais dependentes de fatores anatômicos do envelhecimento.
- EA atuação fonoaudiológica na AOS em idosos não requer integração com exames objetivos como a polissonografia, bastando a avaliação clínica subjetiva para acompanhamento.