Questão de Fonoaudiologia — Motricidade Orofacial — CPCON 2025
FonoaudiologiaMotricidade Orofacial
- Código
- qg438117
- Banca
- CPCON
- Órgão
- Prefeitura de Pombal - PB
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Fonoaudiólogo
Um estudo realizado por Santos, Reis e Amaral (2021) analisou os impactos do trauma facial no sistema estomatognático em pacientes atendidos em um hospital de urgência e emergência no Brasil. O estudo destacou que os acidentes de trânsito são a principal causa de traumas faciais e que suas consequências podem comprometer funções vitais, como mastigação, deglutição e articulação da fala. Além disso, identificou-se que as lesões mais frequentes incluem fraturas no esqueleto facial, lesões em tecidos moles e limitações na abertura da boca, impactando diretamente a qualidade de vida das vítimas. Diante desse contexto, analise o caso abaixo:Paciente de 27 anos, sexo masculino, motociclista, que foi vítima de colisão em alta velocidade. No atendimento hospitalar, apresentava edema facial severo, fratura da mandíbula (região sinfisária), fratura do maxilar esquerdo e avulsão dentária. O exame clínico revelou limitação na amplitude de abertura da boca, dificuldade na articulação da fala e desvio na mordida.Com base no estudo mencionado e nos conhecimentos sobre os impactos do trauma no sistema estomatognático e sua relação com a função orofacial, assinale a alternativa CORRETA.
- AEmbora o trauma de face cause impacto estético significativo, sua influência na mobilidade orofacial é mínima, uma vez que a musculatura adaptativa compensa rapidamente a perda funcional.
- BEstudos indicam que indivíduos vítimas de trauma maxilofacial frequentemente apresentam lesões em tecidos moles, fraturas no esqueleto facial e limitações articulares, o que reforça a importância da abordagem fonoaudiológica intra-hospitalar.
- CA integridade óssea do complexo maxilofacial tem baixíssima influência sobre a eficiência da deglutição, sendo a alimentação oral um processo essencialmente condicionado à funcionalidade da faringe.
- DOs traumas faciais, mesmo quando extensos, raramente afetam a articulação da fala ou a ressonância vocal, pois essas funções são predominantemente determinadas pelo controle neuromotor central.
- EA fonoaudiologia pode atuar como um recurso complementar no processo de reabilitação do trauma maxilofacial de forma opcional, uma vez que sua ausência não compromete significativamente a recuperação funcional do paciente.