Questão de Direito Administrativo — Agentes públicos e Lei 8.112 de 1990 — FAFIPA 2025
Direito Administrativo›Agentes públicos e Lei 8.112 de 1990
Código
qg451865
Banca
FAFIPA
Órgão
Prefeitura de Jaguapitã - PR
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Fiscal de Tributos
Maria, acadêmica de Direito e entusiasta do serviço público, foi nomeada para exercer cargo em comissão na Prefeitura de Jaguapitã - PR, sem ter prestado concurso público. Considerando o regime jurídico dos servidores públicos previsto na Constituição Federal de 1988, é CORRETO afirmar que a referida agente pública:
Aadquire estabilidade após três anos de efetivo exercício e avaliação de desempenho.
Bsubmete-se ao regime jurídico único dos servidores públicos do município.
Cexerce atribuições de direção, chefia ou assessoramento.
Dsomente pode ser exonerada por decisão judicial transitada em julgado.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — exerce atribuições de direção, chefia ou assessoramento.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Cargo em comissão e regime constitucional
Gabarito: letra C. Maria foi nomeada para cargo em comissão (livre nomeação e exoneração), cuja finalidade constitucional é o exercício de atribuições de direção, chefia ou assessoramento (CF, art. 37, V). As demais alternativas fogem ao regime constitucional: a estabilidade é privativa de cargos efetivos (CF, art. 41, §1º, II); a exigência de "regime jurídico único" foi superada pela EC 19/1998; e a exoneração de comissionados é livre, independente de decisão judicial.
A banca testa o conhecimento das regras constitucionais específicas para os cargos em comissão, frequentemente confundidas com as dos cargos efetivos.
Critério / Atributo
Cargo em Comissão (Maria)
Cargo Efetivo (comparação)
Fundamento Constitucional
Forma de provimento
Livre nomeação, sem concurso público
Concurso público de provas ou de provas e títulos
CF, art. 37, II e V
Estabilidade
Não adquire estabilidade
Adquire após 3 anos de efetivo exercício + avaliação de desempenho
CF, art. 41, §1º, II
Atribuições típicas
Direção, chefia ou assessoramento
Atribuições técnicas ou administrativas do cargo
CF, art. 37, V
Exoneração
Livre (a qualquer tempo, sem motivação)
Depende de processo administrativo ou judicial (perda do cargo)
CF, art. 37, II
Regime jurídico
Pode ser estatutário ou celetista (não há mais exigência de regime único)
Estatutário (regime próprio do ente)
CF, art. 39 (após EC 19/1998)
Cargo em comissão (CF, art. 37, V): Natureza (Livre nomeação, Livre exoneração); Atribuições (Direção, Chefia, Assessoramento); Regime (Não adquire estabilidade, Não exige concurso, Sem regime jurídico único obrigatório)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que Maria adquire estabilidade após três anos. A estabilidade é instituto aplicável apenas aos ocupantes de cargos de provimento efetivo, após três anos de efetivo exercício e avaliação de desempenho (CF, art. 41, §1º, II). Cargos em comissão, por serem de livre exoneração, não conferem estabilidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que Maria se submete ao regime jurídico único dos servidores do município. A Constituição Federal, após a Emenda Constitucional 19/1998, deixou de exigir um regime jurídico único para os servidores da mesma entidade federativa. Cada ente pode adotar mais de um regime (estatutário, celetista etc.). Portanto, a afirmação é falsa.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Os cargos em comissão, por definição constitucional (CF, art. 37, V), destinam-se "às atribuições de direção, chefia e assessoramento". Maria, nomeada para cargo em comissão, exerce exatamente essas funções. A assertiva está plenamente de acordo com a Constituição.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sustenta que Maria só pode ser exonerada por decisão judicial transitada em julgado. Os cargos em comissão são de livre nomeação e livre exoneração (CF, art. 37, II). A exoneração independe de motivação ou de processo judicial, podendo ocorrer a qualquer momento por ato discricionário da autoridade nomeante.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre cargo efetivo e cargo em comissão. O candidato pode associar "estabilidade" a todo servidor público (erro) ou pensar que a exoneração exige processo (erro). Lembre-se: cargo em comissão = livre exoneração; cargo efetivo = estabilidade após 3 anos. Também é comum o erro de acreditar que o regime jurídico único ainda é obrigatório — ele não é desde 1998.