Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — FEPESE 2025
- Código
- qg460668
- Banca
- FEPESE
- Órgão
- Prefeitura de Pinhalzinho - SC
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Ciências
- AVulcões.
- BOceanos.
- CBactérias.
- DAtmosfera.
- EPlantas.
GabaritoC — Bactérias.
Gabarito: letra C. O nitrogênio entra na cadeia trófica principalmente por meio da fixação biológica realizada por bactérias (e cianobactérias), que convertem o N₂ atmosférico em amônia (NH₃) e outros compostos assimiláveis pelas plantas. Esse é o processo que torna o nitrogênio disponível para os produtores, que são a base da cadeia alimentar.
O nitrogênio é um elemento essencial para a vida, compondo proteínas e ácidos nucleicos. Apesar de ser abundante na atmosfera (cerca de 78% do ar é N₂), a maioria dos seres vivos não consegue utilizá-lo diretamente nessa forma gasosa. Apenas algumas bactérias fixadoras — de vida livre ou simbiontes (como os rizóbios associados a leguminosas) — conseguem quebrar a tripla ligação do N₂ e convertê-lo em amônia (NH₃), que pode ser absorvida pelas plantas. Esse processo é chamado de fixação biológica do nitrogênio e é a principal via de entrada do elemento na cadeia trófica.
A atmosfera é o maior reservatório de nitrogênio, mas não é o responsável por sua entrada na cadeia trófica — ela apenas fornece o N₂ que será fixado. Os oceanos também são reservatórios, mas não realizam a fixação em escala relevante para a entrada na cadeia. Vulcões liberam nitrogênio na forma de gases, mas em quantidade insignificante comparada à fixação biológica. As plantas, por sua vez, absorvem o nitrogênio já fixado (na forma de amônio ou nitrato), mas não são capazes de fixar o N₂ atmosférico — dependem das bactérias para isso.
A pegadinha da questão está em confundir o reservatório (atmosfera) com o agente da fixação (bactérias). O nitrogênio está na atmosfera, mas quem o torna disponível para os seres vivos são as bactérias fixadoras. Essa distinção é clássica em provas de ecologia.
Vulcões liberam gases como N₂ e amônia durante erupções, mas essa contribuição é mínima se comparada à fixação biológica. Não são os responsáveis pela maior parte do nitrogênio que entra na cadeia trófica.
Os oceanos são grandes reservatórios de nitrogênio, mas a entrada do elemento na cadeia trófica ocorre principalmente nos ecossistemas terrestres, via bactérias fixadoras do solo. Nos oceanos, cianobactérias também realizam fixação, mas a alternativa generaliza de forma incorreta.
As bactérias fixadoras de nitrogênio (de vida livre, como Azotobacter, e simbiontes, como Rhizobium) são as responsáveis pela conversão do N₂ atmosférico em amônia (NH₃), que as plantas absorvem e incorporam em moléculas orgânicas. Esse é o principal processo de entrada do nitrogênio na cadeia trófica.
A atmosfera é o maior reservatório de nitrogênio (78% do ar é N₂), mas não é um agente biológico que realiza a fixação. Ela apenas fornece o gás que será fixado pelas bactérias. Confundir reservatório com agente é o erro clássico.
As plantas absorvem nitrogênio na forma de amônio (NH₄⁺) e nitrato (NO₃⁻), mas não conseguem fixar o N₂ atmosférico. Elas dependem das bactérias fixadoras para obter nitrogênio assimilável. Portanto, não são as responsáveis pela entrada do nitrogênio na cadeia trófica.
A banca explora a confusão entre reservatório e agente. A atmosfera é o reservatório de N₂, mas quem realiza a fixação são as bactérias. Lembre-se: a atmosfera fornece o gás, as bactérias o convertem em forma utilizável, e as plantas absorvem. Com esse raciocínio, você elimina as alternativas D e E na hora.
Para questões de ciclo do nitrogênio, foque nos processos: fixação (bactérias), nitrificação (bactérias), assimilação (plantas) e desnitrificação (bactérias). Memorize quem realiza cada etapa e qual é o reservatório de cada elemento. Assim, você resolve qualquer questão sobre ciclos biogeoquímicos.
Gabarito: letra C
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