Questão de Biologia — Ecologia e ciências ambientais — FEPESE 2025
- Código
- qg461356
- Banca
- FEPESE
- Órgão
- Prefeitura de São José - SC
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - Ciências
- AInquilinismo
- BAmensalismo
- CProtocooperação
- DMutualismo
- EParasitismo
GabaritoC — Protocooperação
Gabarito: letra C. A protocooperação é a relação ecológica interespecífica harmônica em que ambas as espécies são beneficiadas, mas a interação não é obrigatória para a sobrevivência de nenhuma delas — exatamente o que o enunciado descreve. O mutualismo também beneficia ambas, porém é uma relação obrigatória e permanente, o que o exclui da resposta.
As relações ecológicas interespecíficas são interações entre indivíduos de espécies diferentes, podendo ser harmônicas (quando não há prejuízo para nenhuma das partes) ou desarmônicas (quando pelo menos uma é prejudicada). Dentre as harmônicas, temos o inquilinismo, o comensalismo, a protocooperação e o mutualismo. A distinção central entre protocooperação e mutualismo está justamente na obrigatoriedade: na protocooperação, as espécies podem viver isoladas, mas se associam por benefício mútuo; no mutualismo, a associação é indispensável para a sobrevivência de pelo menos uma das espécies.
A banca explora exatamente essa fronteira: o candidato que sabe que mutualismo e protocooperação beneficiam ambas as espécies pode hesitar entre as duas. A palavra-chave do enunciado é "não é obrigatória" — isso elimina o mutualismo e aponta diretamente para a protocooperação.
O inquilinismo é uma relação interespecífica harmônica em que uma espécie (o inquilino) utiliza a outra apenas como suporte ou abrigo, sem causar dano e sem beneficiar o hospedeiro. Apenas uma das espécies é beneficiada (o inquilino), enquanto a outra não é beneficiada nem prejudicada. Portanto, não atende ao critério de "ambas beneficiadas".
O amensalismo é uma relação interespecífica desarmônica, em que uma espécie é prejudicada e a outra não é afetada (ex.: a liberação de substâncias tóxicas por certas algas que inibem outros organismos). Não é harmônica e não beneficia ambas as espécies.
A protocooperação (também chamada de mutualismo facultativo) é a relação interespecífica harmônica em que ambas as espécies são beneficiadas, mas a associação não é obrigatória para a sobrevivência de nenhuma delas. Exemplos clássicos: o caranguejo-eremita e a anêmona-do-mar, e as aves que se alimentam de carrapatos de grandes mamíferos. É exatamente o que o enunciado descreve.
O mutualismo também é uma relação interespecífica harmônica em que ambas as espécies são beneficiadas, porém a associação é obrigatória e permanente — as espécies não conseguem sobreviver isoladas. Exemplos: liquens (fungo + alga) e cupins com protozoários intestinais. A obrigatoriedade é o que o diferencia da protocooperação e o que o torna incorreto para esta questão.
O parasitismo é uma relação interespecífica desarmônica, em que uma espécie (o parasita) é beneficiada e a outra (o hospedeiro) é prejudicada. Não é harmônica e não beneficia ambas as espécies.
A banca aposta na confusão entre protocooperação e mutualismo — ambos beneficiam as duas espécies, mas só a protocooperação é facultativa. O enunciado diz "não é obrigatória", então a resposta é protocooperação. Se o enunciado dissesse "obrigatória", seria mutualismo. Fique atento a essa palavra-chave!
Para diferenciar rapidamente na prova, monte uma tabela mental:
Critério | Protocooperação | Mutualismo |
|---|---|---|
Benefício | Ambas | Ambas |
Obrigatoriedade | Não (facultativa) | Sim (obrigatória) |
Exemplo | Caranguejo-eremita + anêmona | Liquens, cupins + protozoários |
Gabarito: letra C.
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