Questão de Inglês — Ensino da Língua Estrangeira Inglesa — FUNDATEC 2025
Inglês›Ensino da Língua Estrangeira Inglesa
Código
qg473189
Banca
FUNDATEC
Órgão
IF Sertão - PE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor EBTT - Inglês
On the use of textual genres in classrooms, analyze the statements below and mark T, if true, or F, if false.( ) In Brazilian EFL classes, teaching of reading through textual genres should not be restricted to the decoding of words and structures and should involve reflection on the communicative purpose and social-discursive function of the texts. For instance, if students are asked to read an opinion piece on climate change and figure out the position of the writer, the evidence used to support their argument, and how this relates to their lives, they are engaging in critical reading. This methodology is in consonance with the theoretical statements of Kleiman (2013) and Rojo (2012), who suggest reading is a social practice and working with different text genres is key to develop students’ critical stance and participation in the social debate.( ) High School English teacher displays a job ad, asks students what it is for, how it is laid out, and who might read it. The teacher next directs students to write an ad of their own in small groups. This exercise fits in with a genre-based approach, according to Marcuschi (2008), by relating form, function, and communicative context.( ) Reading strategies (e.g., skimming, scanning and inference) do not need to be taught when using genres since genre-based reading addresses the social function of texts but consider reading strategies as less relevant.( ) In a 9th-grade class, students read Instagram captions and TikTok comments in English. The teacher asks them to analyze tone, abbreviations, emojis, and interactional purposes. This activity aligns with Rojo’s (2012) view that digital and multimodal genres are essential for inclusive and socially relevant reading instruction.The correct order of filling in the parentheses, from top to bottom, is:
AT – F – T – F.
BT – F – F – F.
CF – T – F – T.
DF – F – T – T.
ET – T – F – T.
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GabaritoE — T – T – F – T.
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Gêneros textuais no ensino de inglês como língua estrangeira
Gabarito: letra E — a sequência correta é T – T – F – T. As afirmativas 1, 2 e 4 descrevem práticas pedagógicas alinhadas à abordagem de gêneros textuais (leitura crítica, análise de anúncio de emprego com produção textual, e leitura de gêneros digitais/multimodais), enquanto a afirmativa 3 está incorreta ao afirmar que estratégias de leitura não precisam ser ensinadas quando se trabalha com gêneros — na verdade, elas são complementares e igualmente relevantes.
A questão avalia o conhecimento do professor sobre a abordagem de gêneros textuais no ensino de língua estrangeira, fundamentada em autores como Kleiman, Rojo, Marcuschi e outros. Essa abordagem entende a leitura como uma prática social: o texto não é apenas um conjunto de palavras e estruturas a serem decodificadas, mas um evento comunicativo com propósito, função social e contexto de produção e circulação. Ensinar por gêneros significa levar o aluno a reconhecer para que o texto serve, como ele é organizado, quem o produz e para quem se destina — e, a partir disso, desenvolver uma postura crítica e participativa.
A pegadinha central está na terceira afirmativa, que tenta criar uma falsa oposição entre "trabalhar com gêneros" e "ensinar estratégias de leitura". Na prática, essas duas dimensões são complementares: as estratégias (skimming, scanning, inferência) são ferramentas que ajudam o aluno a navegar pelo texto e compreendê-lo, enquanto a abordagem de gêneros dá o contexto social e discursivo. Uma não exclui a outra — pelo contrário, a BNCC e os estudos de letramento crítico defendem que o ensino de línguas deve integrar ambas as dimensões para formar leitores autônomos e críticos.
Abordagem de gêneros textuais: Leitura como prática social (Propósito comunicativo, Função social-discursiva, Contexto de produção/circulação); Leitura crítica (Posição do autor, Evidências, Relação com a vida do aluno); Gêneros digitais/multimodais (Instagram, TikTok, Multiletramentos); Estratégias de leitura (Skimming, scanning, inferência, Complementares aos gêneros, Não são dispensáveis)
Afirmativa 1 — ✅ Verdadeira
A afirmativa está correta ao afirmar que o ensino de leitura por gêneros textuais não deve se restringir à decodificação de palavras e estruturas, mas envolver reflexão sobre o propósito comunicativo e a função social-discursiva dos textos. O exemplo dado — ler um artigo de opinião sobre mudanças climáticas e identificar a posição do autor, as evidências usadas e a relação com a vida dos alunos — é exatamente o que se entende por leitura crítica. Essa prática está em consonância com Kleiman (2013) e Rojo (2012), que defendem a leitura como prática social e o trabalho com diferentes gêneros como chave para desenvolver a postura crítica e a participação no debate social.
Afirmativa 2 — ✅ Verdadeira
A afirmativa descreve uma aula em que o professor apresenta um anúncio de emprego, faz perguntas sobre sua finalidade, layout e público-alvo, e depois pede que os alunos produzam um anúncio próprio em pequenos grupos. Essa sequência didática é um exemplo clássico de abordagem baseada em gêneros (genre-based approach), conforme Marcuschi (2008), pois relaciona forma, função e contexto comunicativo. O aluno não apenas lê o gênero, mas o analisa em seus aspectos estruturais e funcionais e, em seguida, produz seu próprio texto, mobilizando o conhecimento adquirido.
Afirmativa 3 — ❌ Falsa
A afirmativa está incorreta ao afirmar que estratégias de leitura (skimming, scanning, inferência) não precisam ser ensinadas quando se trabalha com gêneros, pois a abordagem de gêneros consideraria essas estratégias menos relevantes. Na verdade, as estratégias de leitura são ferramentas essenciais que auxiliam o aluno a compreender o texto, independentemente da abordagem utilizada. A abordagem de gêneros não exclui o ensino de estratégias — pelo contrário, elas se complementam: as estratégias ajudam o aluno a processar o texto, enquanto a análise de gêneros dá o contexto social e discursivo. Afirmar que elas são menos relevantes é um equívoco teórico e pedagógico.
Afirmativa 4 — ✅ Verdadeira
A afirmativa descreve uma atividade em que alunos do 9º ano leem legendas de Instagram e comentários de TikTok em inglês, analisando tom, abreviações, emojis e propósitos interacionais. Essa atividade está alinhada à visão de Rojo (2012) de que os gêneros digitais e multimodais são essenciais para uma instrução de leitura inclusiva e socialmente relevante. Ao trabalhar com gêneros que fazem parte do cotidiano dos alunos, o professor torna o ensino mais significativo e conectado à realidade, desenvolvendo multiletramentos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta induzir o candidato a marcar a afirmativa 3 como verdadeira, criando uma falsa oposição entre "trabalhar com gêneros" e "ensinar estratégias de leitura". Na prática, essas dimensões são complementares: as estratégias são ferramentas de compreensão, e a abordagem de gêneros dá o contexto social. Quem cai na pegadinha marca a alternativa D (F – F – T – T), que inverte a lógica. Fique atento: a abordagem de gêneros não descarta as estratégias de leitura — ela as integra.
NÃO CAIA NESSA!
Para questões sobre abordagem de gêneros, lembre-se do tripé: forma + função + contexto. Se a atividade envolve analisar a estrutura do texto, seu propósito comunicativo e seu contexto de produção/circulação, ela está alinhada à abordagem de gêneros. E nunca caia na armadilha de achar que estratégias de leitura são dispensáveis — elas são sempre relevantes, independentemente da abordagem.