Questão de Inglês — Ensino da Língua Estrangeira Inglesa — FUNDATEC 2025
Inglês›Ensino da Língua Estrangeira Inglesa
Código
qg473190
Banca
FUNDATEC
Órgão
IF Sertão - PE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Professor EBTT - Inglês
In EFL contexts, genres help students recognize recurrent linguistic patterns associated with specific communicative purposes. Based on this statement, analyze the following teaching situation: During a lesson on recipes, the teacher asks students to identify recurring verbs and structures like “add,” “mix,” and “bake,” as well as the imperative mood. Then, students are guided to write their own simple recipes using the same patterns. What is the main advantage of using a genre-based approach in this situation?
AIt teaches students one type of vocabulary.
BIt encourages translation from L1 to L2.
CIt enables students to learn grammar rules related to the context.
DIt helps students link language forms to communicative functions.
EIt promotes awareness of typical language features while encouraging creativity within a familiar context.
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GabaritoD — It helps students link language forms to communicative functions.
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Genre-based approach no ensino de receitas
Gabarito: letra D. A principal vantagem da abordagem baseada em gêneros textuais é justamente conectar as formas linguísticas (verbos no imperativo, estruturas recorrentes) às funções comunicativas que elas desempenham no gênero — no caso, instruir alguém a preparar uma receita. A alternativa D captura exatamente essa relação entre linguagem e propósito comunicativo, que é o núcleo da pedagogia de gêneros.
A abordagem baseada em gêneros (genre-based approach) parte do princípio de que os textos se organizam em gêneros — formas relativamente estáveis de comunicação que cumprem propósitos sociais específicos (receitas, notícias, cartas, anúncios etc.). Cada gênero apresenta padrões linguísticos recorrentes: vocabulário típico, estruturas gramaticais, organização textual. No ensino de língua estrangeira, trabalhar com gêneros significa levar o aluno a reconhecer esses padrões e a produzi-los em situações comunicativas reais.
Na situação descrita, o professor não ensina o imperativo como uma regra gramatical abstrata e isolada. Ele parte do gênero "receita" para mostrar que o imperativo (add, mix, bake) é a forma linguística que realiza a função de dar instruções. O aluno aprende a forma E o uso simultaneamente: entende que, em receitas, o imperativo é o modo verbal típico porque a função do texto é orientar ações. Essa é a essência da abordagem: forma e função andam juntas.
A alternativa E também menciona "consciência de características típicas da língua" e "criatividade dentro de um contexto familiar", o que é verdadeiro e até atraente. Porém, a pergunta pede a principal vantagem da abordagem. A resposta mais precisa e central é a que explicita a ligação entre forma linguística e função comunicativa (D). A E descreve benefícios secundários — a consciência metalinguística e a criatividade — que decorrem dessa ligação, mas não a nomeiam diretamente.
Abordagem baseada em gêneros: Princípio central (Forma linguística, Função comunicativa, Ligação entre ambas); No gênero "receita" (Imperativo (add, mix, bake), Função: dar instruções); Benefícios secundários (Consciência metalinguística, Criatividade no contexto)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a abordagem ensina "um tipo de vocabulário". Isso é redutor e impreciso: a abordagem de gêneros não se limita a vocabulário, e muito menos a um único tipo. Ela trabalha vocabulário, gramática, organização textual e propósito comunicativo de forma integrada. O erro está em reduzir o escopo da abordagem a um aspecto isolado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que a abordagem "encoraja a tradução da L1 para a L2". Não há nada na situação descrita que sugira tradução. A abordagem de gêneros foca no uso autêntico da língua-alvo em contextos reais de comunicação, não na tradução como estratégia central. A tradução pode até ser usada como recurso pontual, mas não é uma característica definidora da abordagem.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a abordagem "permite que os alunos aprendam regras gramaticais relacionadas ao contexto". Isso é parcialmente verdadeiro — a gramática é ensinada contextualizada — mas a alternativa é incompleta e imprecisa. Ela trata a gramática como o foco principal, quando na verdade o foco é a relação entre forma e função comunicativa. A gramática é um meio, não o fim. Além disso, a alternativa não menciona o propósito comunicativo, que é o coração da abordagem.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que a abordagem "ajuda os alunos a conectar formas linguísticas a funções comunicativas". É exatamente isso que acontece na situação: os alunos identificam o imperativo (forma) e entendem que ele serve para dar instruções (função). A abordagem de gêneros é definida por essa integração entre linguagem e uso. A alternativa D é a mais completa e precisa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que a abordagem "promove consciência das características típicas da língua enquanto encoraja a criatividade dentro de um contexto familiar". Isso é verdadeiro, mas não é a principal vantagem. A alternativa descreve consequências da abordagem (consciência metalinguística, criatividade), mas não nomeia o mecanismo central: a ligação entre forma e função. Além disso, a palavra "criatividade" pode sugerir que o aluno tem liberdade para se afastar dos padrões do gênero, o que não é o foco da abordagem — o foco é justamente aprender e reproduzir os padrões típicos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca coloca a alternativa E como uma armadilha clássica: ela é verdadeira, mas não responde à pergunta. O enunciado pede a "principal vantagem" da abordagem baseada em gêneros. A E descreve benefícios secundários (consciência, criatividade), enquanto a D nomeia o núcleo da abordagem: a conexão entre forma linguística e função comunicativa. Cuidado com alternativas que são verdadeiras, mas não respondem exatamente ao que foi perguntado.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar a resposta em questões sobre abordagens de ensino, procure a alternativa que nomeia o princípio central da abordagem, não apenas uma consequência. Na abordagem de gêneros, o princípio central é a relação entre forma e função. Se a alternativa menciona "criatividade", "consciência" ou "vocabulário", desconfie: são aspectos periféricos. A resposta certa quase sempre explicita a conexão entre linguagem e uso.