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Questão de Direito Administrativo — Regime jurídico administrativo — FUNDATEC 2025

Direito AdministrativoRegime jurídico administrativo
Código
qg475168
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Aratiba - RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Agente de Controle Interno
Em um órgão público, a Administração decide remover servidores para equilibrar a carga de trabalho nas unidades administrativas, atendendo à necessidade de pessoal e ao interesse público. Contudo, um gestor utiliza a remoção para punir um servidor por irregularidades ou baixo desempenho, desvirtuando a finalidade específica do ato. Apesar de haver necessidade de pessoal na unidade de destino, a remoção teve motivação pessoal, violando o princípio que exige que a Administração aja com neutralidade e de acordo com as finalidades legais, sem permitir que interesses pessoais ou subjetivos influenciem suas decisões. Com base na situação apresentada, o princípio da Administração Pública violado foi o da
  1. Aeficiência.
  2. Blegalidade.
  3. Cmoralidade.
  4. Dimpessoalidade.
  5. Epublicidade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — impessoalidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Princípio da Impessoalidade na Administração Pública

Gabarito: letra D (impessoalidade). A situação descreve o desvirtuamento da finalidade do ato de remoção: o gestor utilizou-o para punir o servidor, movido por interesse pessoal, violando o dever de neutralidade e de atuação conforme o interesse público. Esse dever é núcleo do princípio da impessoalidade (CF, art. 37, caput).

A questão testa a diferenciação entre os princípios expressos no art. 37 da CF. A remoção, como ato administrativo, deve ter finalidade pública (lotação, necessidade de serviço). Ao empregá-la como sanção, o gestor agiu com motivação pessoal, quebrando a impessoalidade.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A eficiência diz respeito à otimização dos resultados e à economicidade, não à neutralidade do administrador. O ato pode ter sido eficiente em termos de redistribuição de carga, mas o vício está na finalidade pessoal, não na produtividade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A legalidade exige que o ato seja praticado conforme a lei. No caso, a remoção em si era legal (havia necessidade de pessoal), mas o motivo subjacente (punição) desvirtua a finalidade legal. Contudo, a violação mais direta é da impessoalidade, pois a legalidade pode ter sido formalmente observada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A moralidade administrativa exige probidade e honestidade. Embora o ato possa ser imoral, o enunciado enfatiza o desvio de finalidade em favor de interesses pessoais, que é a essência da impessoalidade.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O princípio da impessoalidade exige que a Administração atue sem favorecimentos ou perseguições, com objetividade e neutralidade. Utilizar a remoção para punir o servidor é desvio de finalidade, configurando violação direta a esse princípio. O art. 37, caput, da CF/88 estabelece a impessoalidade como um dos pilares da Administração.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A publicidade impõe a divulgação oficial dos atos, o que não é o ponto central da questão. O ato poderia ser público, mas ainda assim violador da impessoalidade.

NÃO CAIA NESSA!

O candidato pode confundir com moralidade ou legalidade, mas a banca explora a diferença: a impessoalidade é o princípio que veda o desvio de finalidade por motivos pessoais, enquanto a legalidade exige conformidade formal e a moralidade exige retidão ética. O foco está na motivação do agente (pessoal vs. pública).

Gabarito: letra D.

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