Questão de Patologia — Bases Etiológicas de condição clínica — FUVEST 2025
PatologiaBases Etiológicas de condição clínica
- Código
- qg503006
- Banca
- FUVEST
- Órgão
- USP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico Veterinário (Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais) - Edital nº 43
Cães e gatos podem apresentar a paralisia de laringe congênita ou adquirida. Em relação a esta afecção, é correto afirmar:
- AA paralisia de laringe acomete cães e gatos, pode ser uni ou bilateral e congênita ou adquirida. Lesão do núcleo ambíguo, nervo vago ou seus ramos, ou o músculo dorsal cricoaritenoideo, pode promover a paralisia laringeal.
- BParalisia de laringe é mais comumente relatada em Labrador e Golden retrievers, São Bernardo e Irish Setter; sendo nove anos a média de idade. As cadelas são de duas a três vezes mais acometidas do que os cães machos.
- CMudança na vocalização, engasgos e tosse, especialmente durante a alimentação ou ingestão de água, são sinais iniciais frequentemente observados em cães. Esses sintomas costumam ser seguidos por intolerância ao exercício. À medida que a condição progride, surge estridor laríngeo inspiratório e, nos casos mais graves, podem ocorrer episódios de dispneia intensa, cianose ou síncope. A progressão do quadro clínico costuma ser rápida e, em poucas semanas, o animal geralmente evolui para um estado grave.
- DO tratamento cirúrgico está indicado em pacientes que apresentam sinais clínicos de moderada a grave intensidade. A técnica considerada padrão é a lateralização unilateral ou bilateral da cartilagem aritenoide, dependendo da gravidade do quadro clínico. A lateralização bilateral tem sido realizada com resultados satisfatórios.
- EExcitação, agitação e temperaturas ambientais elevadas aumentam a frequência respiratória, o que pode causar trauma na mucosa da cartilagem aritenoide em animais com paralisia laríngea. A inflamação e o edema agudo resultantes podem agravar a obstrução crônica das vias aéreas, levando à dispneia expiratória aguda.