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Questão de Direito Penal — Penas privativas de liberdade — IBFC 2025

Direito PenalPenas privativas de liberdade
Código
qg516170
Banca
IBFC
Órgão
TJ-PE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Judiciária
Segundo o artigo 63 do Código Penal, verifica-se a reincidência __. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
  1. Aquando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no País, o tenha condenado por crime anterior
  2. Bquando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior
  3. Cquando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime ou contravenção anteriores
  4. Dquando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no País, o tenha condenado por crime ou contravenção anteriores
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GabaritoB — quando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reincidência (art. 63 do Código Penal)

Gabarito: letra B. O art. 63 do Código Penal define a reincidência como o cometimento de novo crime após o trânsito em julgado de sentença condenatória por crime anterior, no País ou no estrangeiro — é exatamente esse o teor da alternativa B. A banca explora duas armadilhas clássicas: a exclusão da condenação no estrangeiro (presente nas letras A e D) e a inclusão indevida da contravenção penal como crime anterior (letras C e D).

A reincidência é uma circunstância agravante da pena (art. 61, I, do CP) que se verifica quando o agente, após condenação definitiva por um crime, pratica outro crime. O Código Penal adotou a reincidência ficta: basta a condenação anterior transitada em julgado, sendo irrelevante se o agente cumpriu ou não a pena. O instituto se distingue dos maus antecedentes (que consideram condenações não transitadas em julgado ou já atingidas pelo prazo depurador de 5 anos do art. 64, I) e da habitualidade (que exige reiteração de condutas).

A literalidade do art. 63 é o coração da questão. Vejamos o texto canônico:

Art. 63CP

Art. 63 — "Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior"

Dois elementos são decisivos: (1) a condenação anterior deve ter transitado em julgado antes do cometimento do novo crime; (2) a sentença pode ter sido proferida no País ou no estrangeiro. A lei não exige que o crime anterior seja da mesma natureza, nem que a pena tenha sido cumprida — basta a condenação definitiva. Além disso, a reincidência não se configura com condenação anterior por contravenção penal (art. 63 refere-se apenas a "crime anterior"), e os crimes militares próprios e políticos não geram reincidência (art. 64, II).

A pegadinha da banca está em inverter esses elementos: retirar a condenação no estrangeiro ou incluir a contravenção como crime anterior. Vamos analisar cada alternativa.

Reincidência (art. 63 CP)
  • 1Requisitos
    • Novo crime
    • Após trânsito em julgado
    • Condenação no País ou no estrangeiro
  • 2Não gera reincidência
    • Contravenção penal
    • Crime militar próprio
    • Crime político
  • 3Distinções
    • Maus antecedentes
      • Sem trânsito em julgado
      • Prazo depurador (5 anos)
    • Habitualidade
      • Reiteração de condutas
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro está em restringir a condenação anterior ao País, excluindo a possibilidade de condenação no estrangeiro. O art. 63 é expresso ao incluir "no País ou no estrangeiro". A banca tenta confundir o candidato que memoriza a regra pela metade, esquecendo a extraterritorialidade da condenação.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reproduz fielmente o art. 63 do Código Penal: "quando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior". É a única alternativa que contém os dois elementos essenciais: (1) condenação anterior transitada em julgado, e (2) possibilidade de a sentença ter sido proferida no Brasil ou no exterior.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Inclui a contravenção penal como crime anterior ("crime ou contravenção anteriores"). O art. 63 refere-se apenas a "crime anterior". A contravenção penal não gera reincidência para o crime posterior — quem comete contravenção após condenação por crime não é reincidente. A banca explora a confusão entre os conceitos de crime e contravenção.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Acumula dois erros: (1) restringe a condenação ao País (exclui o estrangeiro) e (2) inclui a contravenção como crime anterior. É a alternativa mais distante do texto legal, combinando as duas armadilhas das letras A e C.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter os elementos do art. 63. Aqui, ela troca "no País ou no estrangeiro" por apenas "no País" (letras A e D) e acrescenta "contravenção" onde a lei diz apenas "crime" (letras C e D). O candidato que decora o artigo pela metade cai na letra A; o que confunde crime com contravenção cai na letra C. Fique atento: a reincidência exige crime anterior (não contravenção) e admite condenação no estrangeiro.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar o art. 63, lembre-se dos três elementos: (1) novo crime (não contravenção); (2) após trânsito em julgado da condenação anterior; (3) sentença proferida no País ou no estrangeiro. Se a alternativa falhar em qualquer um desses pontos, está incorreta.

Gabarito: letra B — a única que reproduz integralmente o art. 63 do Código Penal.

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