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Questão de Direito Administrativo — Licitações e Lei nº 14.133 de 2021 — ISET 2025

Direito AdministrativoLicitações e Lei nº 14.133 de 2021
Código
qg545757
Banca
ISET
Órgão
Prefeitura de Santa Inês - BA
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Fiscal de Tributos
Durante situação emergencial provocada por fortes chuvas, um Município realizou contratação direta para aquisição de kits alimentares destinados às famílias desalojadas. Posteriormente, foi identificado que a prefeitura utilizou a dispensa de licitação para adquirir, no mesmo procedimento, equipamentos de informática destinados ao setor administrativo. À luz da Lei nº 14.133/2021, a conduta é:
  1. ARegular, pois em calamidade pública qualquer aquisição é autorizada por dispensa emergencial.
  2. BIrregular, pois a dispensa emergencial limita-se aos bens e serviços necessários ao atendimento da situação emergencial, vedada a inclusão de objetos estranhos à necessidade urgente.
  3. CRegular, desde que ambos os objetos pertençam à mesma secretaria gestora.
  4. DRegular, se o valor total da contratação estiver abaixo do limite de dispensa por valor previsto na lei.
  5. EIrregular apenas se o contrato tiver vigência superior a 180 dias.
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GabaritoB — Irregular, pois a dispensa emergencial limita-se aos bens e serviços necessários ao atendimento da situação emergencial, vedada a inclusão de objetos estranhos à necessidade urgente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dispensa Emergencial na Lei 14.133/2021

Gabarito: letra B. A conduta é irregular, pois a dispensa emergencial (art. 75, VIII, Lei nº 14.133/2021) destina-se exclusivamente aos bens e serviços necessários ao atendimento da situação de emergência ou calamidade pública. Incluir objetos estranhos (como equipamentos de informática para o setor administrativo) no mesmo procedimento viola o princípio da finalidade e a própria razão de ser da dispensa.

A banca testa o conhecimento dos limites da contratação direta por emergência. O erro comum é acreditar que, em calamidade, toda compra é possível por dispensa. A lei é taxativa ao condicionar a dispensa aos itens indispensáveis ao enfrentamento da situação excepcional.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que "qualquer aquisição" é autorizada. A lei não autoriza aquisições sem nexo com a emergência. A dispensa emergencial é restrita aos bens/serviços necessários ao atendimento da situação.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Exatamente o teor do art. 75, VIII, combinado com o §1º do mesmo artigo, que veda a inclusão de objetos estranhos à necessidade urgente. A Administração deve fracionar a contratação: para itens emergenciais, dispensa; para outros, licitação ou outra modalidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A secretaria gestora não altera a regra. Mesmo dentro do mesmo órgão, a dispensa emergencial não pode abranger objetos sem pertinência com a crise.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O valor não é o fundamento. A dispensa por valor (art. 75, I e II) é distinta e tem limites próprios. A emergência autoriza dispensa independentemente do valor, mas limita o objeto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A vigência do contrato não é relevante para a validade da dispensa. O problema está no objeto, não no prazo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a falsa ideia de que a calamidade cria uma "carta branca" para contratar. É o contrário: a exceção é restrita. Memorize: emergência abrange apenas o necessário para o socorro imediato. Itens administrativos de rotina exigem licitação.

PEGA ESSA DICA!

COCOTOCOLE

Modalidades de licitação: COncorrência; COnvite; TOmada de preços; COncurso; LEilão

— Direito Administrativo — Modalidades de Licitação

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