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Questão de Português — Interpretação de Textos — Instituto Unique 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg570252
Banca
Instituto Unique
Órgão
Câmara de Mirassol - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Controlador Interno
No quarto parágrafo, a distinção entre "História" e “memória popular” é sustentada linguisticamente pelo uso de operadores de incerteza. Ao citar termos como “possivelmente”, “pode ter ocorrido' e "há indícios”, o texto mobiliza a Modalização Epistêmica. A função pragmática desses marcadores no discurso científico-histórico é:
  1. AEsvaziar a credibilidade do relato, demonstrando que não há conhecimento factual sobre o período.
  2. BSinalizar a subjetividade emocional do autor, que expressa suas dúvidas pessoais sobre o destino dos colonos.
  3. CDelimitar o grau de comprometimento com a verdade, distinguindo o que é fato comprovado daquilo que é hipótese inferencial.
  4. DCriar um efeito de suspense literário, típico de romances policiais, para engajar o leitor na trama.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Delimitar o grau de comprometimento com a verdade, distinguindo o que é fato comprovado daquilo que é hipótese inferencial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Modalização epistêmica no discurso histórico: compromisso com a verdade

Gabarito: Letra C. A função dos marcadores de incerteza é delimitar o grau de comprometimento com a verdade, distinguindo fato comprovado de hipótese inferencial. O próprio texto afirma que tais termos "delimitam o que é inferência e o que é fato".

"Em termos linguísticos, essa diferença aparece no uso de modalizadores e marcas de incerteza, como 'possivelmente', 'pode ter ocorrido' e 'há indícios', que delimitam o que é inferência e o que é fato."

A banca pergunta especificamente a função pragmática desses marcadores no discurso científico-histórico. O texto deixa claro que eles servem para separar o que é hipótese (inferência) do que é fato comprovado, ou seja, modulam o grau de certeza do autor.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: Contradiz o texto / Extrapolação.

A alternativa afirma que os marcadores "esvaziam a credibilidade do relato, demonstrando que não há conhecimento factual". O texto, ao contrário, mostra que eles são usados justamente para qualificar o que se sabe, não para negar a existência de fatos. O trecho citado demonstra que há fatos (o que é comprovado) e inferências; o uso de modalizadores não invalida o conhecimento factual, mas o distingue da especulação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: Acrescenta opinião / Subjetividade emocional.

Dizer que os marcadores "sinalizam a subjetividade emocional do autor" é uma interpretação não autorizada pelo texto. O texto os trata como recursos linguísticos objetivos do discurso histórico, não como expressão de emoções pessoais. A modalização epistêmica é um mecanismo de precisão, não de afeto.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como provado acima, o texto sustenta textualmente que os modalizadores "delimitam o que é inferência e o que é fato", o que corresponde exatamente a "delimitar o grau de comprometimento com a verdade, distinguindo o que é fato comprovado daquilo que é hipótese inferencial".

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: Fuga ao tema (tangencia).

O texto expressamente diferencia o discurso histórico da "memória popular [que] busca sentido rápido, criando versões sedutoras" e afirma que o texto histórico não transforma "incerteza em conclusão". Atribuir aos marcadores uma função de "suspense literário" é trocar o gênero: o texto é histórico-narrativo, não policial. A função dos modalizadores é de precisão, não de engajamento emocional.

Conclusão: A única alternativa que corresponde exatamente ao que o texto afirma é a letra C.

Gabarito: Letra C.

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