Questão de Engenharia de Software — Teste de Software — Quadrix 2025
- Código
- qg594756
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFBio
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Sistemas
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. A classe de equivalência (também chamada de particionamento de equivalência) é, de fato, uma técnica de teste de caixa preta. Ela divide o domínio de entrada do programa em classes de dados a partir das quais são criados casos de teste, sem que o testador precise conhecer a estrutura interna do código — exatamente o que caracteriza a abordagem de caixa preta.
Para entender por que essa afirmação está correta, é preciso primeiro distinguir os dois grandes grupos de técnicas de teste de software: as de caixa preta e as de caixa branca. Essa distinção é um dos pontos mais cobrados em provas de Engenharia de Software, e a banca explora justamente a confusão entre elas.
Teste de caixa preta (black box): o testador enxerga o software como uma "caixa fechada", conhecendo apenas as entradas e as saídas esperadas. Ele não tem acesso ao código-fonte nem à estrutura interna. O foco está nos requisitos funcionais: o que o sistema deve fazer, e não como faz. As principais técnicas de caixa preta são:
Particionamento de equivalência (classe de equivalência): divide o domínio de entrada em classes (partições) de dados que devem ser tratados de forma equivalente pelo sistema. Testa-se um representante de cada classe, evitando testar todos os valores possíveis.
Análise de valor limite: testa os valores nos limites das classes de equivalência (fronteiras), onde os defeitos costumam se concentrar.
Tabela de decisão: organiza combinações de condições e ações esperadas.
Transição de estados: modela o comportamento do sistema em diferentes estados e eventos.
Teste de casos de uso: valida os fluxos de interação do usuário com o sistema.
Teste de caixa branca (white box): o testador conhece a estrutura interna, o código-fonte e a lógica do programa. As técnicas de caixa branca incluem o teste de condição, o teste de fluxo de dados e o teste de fluxo de controle, entre outras.
A pegadinha clássica da banca é inverter essa classificação: afirmar que a classe de equivalência é uma técnica de caixa branca, ou que a análise de valor limite é de caixa branca. Nesta questão, porém, a afirmação está correta: a classe de equivalência pertence ao grupo de técnicas de caixa preta.
Um exemplo prático ajuda a fixar: imagine um sistema que aceita idades entre 18 e 65 anos. As classes de equivalência seriam: idade menor que 18 (inválida), idade entre 18 e 65 (válida) e idade maior que 65 (inválida). Em vez de testar todos os valores de 0 a 100, testa-se um representante de cada classe (por exemplo, 15, 30 e 70). Isso reduz drasticamente o número de casos de teste, mantendo a cobertura das diferentes situações de entrada.
A distinção entre caixa preta e caixa branca é o critério decisivo que separa as técnicas: se o testador olha o código, é caixa branca; se olha apenas entradas e saídas, é caixa preta. A classe de equivalência se encaixa no segundo grupo, pois trabalha com o domínio de entrada, sem qualquer conhecimento da implementação interna.
✅ CERTO. A afirmação está correta: classe de equivalência é uma técnica de caixa preta de teste de software.
Gabarito: C (Certo).
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