Questão de Engenharia de Software — Gestão de Projetos em Engenharia de Software — Quadrix 2025
- Código
- qg594757
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CFBio
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Sistemas
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A afirmação de que a metodologia CCPM não pode ser aplicada em um ambiente multiprojeto é falsa: a CCPM (Critical Chain Project Management, ou Gerenciamento de Projetos pela Corrente Crítica) foi concebida justamente para lidar com múltiplos projetos que compartilham recursos, sendo essa uma de suas principais vantagens. A restrição de recursos é o ponto central da teoria das restrições (TOC), na qual a CCPM se baseia, e o método oferece mecanismos específicos, como os buffers (pulmões) de projeto e de recursos, para gerenciar a interdependência entre projetos concorrentes.
A CCPM é uma abordagem de gerenciamento de projetos derivada da Teoria das Restrições (TOC), de Eliyahu Goldratt. Enquanto métodos tradicionais, como o CPM/PERT, focam na sequência de atividades e na folga individual de cada tarefa, a CCPM concentra-se na restrição do sistema — normalmente um recurso compartilhado — e na gestão da incerteza por meio de buffers (pulmões) de tempo. O objetivo é proteger a data de entrega do projeto como um todo, e não cada atividade individualmente.
Em um ambiente multiprojeto, a CCPM se destaca porque reconhece que os projetos não são ilhas: eles competem pelos mesmos recursos (pessoas, equipamentos, orçamento). A aplicação da CCPM nesse cenário envolve:
Identificar a restrição: o recurso ou conjunto de recursos que limita a capacidade de entrega de todos os projetos.
Explorar a restrição: programar os projetos de forma a maximizar a utilização desse recurso crítico.
Subordinar tudo à restrição: os demais recursos e atividades são planejados para apoiar o recurso crítico, evitando que ele fique ocioso.
Elevar a restrição: se necessário, aumentar a capacidade do recurso crítico (contratar mais pessoas, por exemplo).
Repetir o ciclo: após elevar a restrição, identificar a nova restrição e repetir o processo.
Os buffers são a ferramenta central da CCPM. Em projetos únicos, usa-se o buffer de projeto (no final da corrente crítica) e buffers de alimentação (nas junções de caminhos não críticos com a corrente crítica). Em ambientes multiprojeto, adiciona-se o buffer de capacidade de recursos, que protege o recurso crítico contra variações nos projetos que o utilizam. Esse buffer é dimensionado com base na capacidade disponível do recurso e na incerteza dos projetos.
A banca explora aqui uma confusão comum: o candidato pode associar a CCPM a um método de projeto único, ou pensar que a complexidade de múltiplos projetos inviabiliza a abordagem. Na verdade, a CCPM é especialmente recomendada para ambientes multiprojeto, pois é onde a disputa por recursos é mais intensa e onde os métodos tradicionais mais falham. A literatura de Goldratt, como o livro "Corrente Crítica", aborda explicitamente a aplicação em múltiplos projetos.
Portanto, a afirmação está errada porque a CCPM não apenas pode ser aplicada, como é uma das metodologias mais adequadas para gerenciar múltiplos projetos simultaneamente, desde que haja uma gestão integrada dos recursos e dos buffers.
A assertiva afirma que a CCPM "não pode ser aplicada em um ambiente multiprojeto". Isso é falso. A CCPM foi desenvolvida justamente para lidar com a complexidade de múltiplos projetos que compartilham recursos. O método oferece o buffer de capacidade de recursos para gerenciar a disputa por recursos entre projetos, e a teoria das restrições orienta a identificação e exploração da restrição global do sistema. Portanto, a aplicação em ambientes multiprojeto é não apenas possível, mas uma das principais vantagens da CCPM.
Gabarito: ERRADO
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