Questão de Programação — XML (Extensible Markup Language) — Quadrix 2025
- Código
- qg600009
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRO-SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Desenvolvimento de Sistemas de Informação
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: C — CERTO. A afirmação está correta: XML (eXtensible Markup Language) é uma linguagem de marcação que representa dados de forma hierárquica (estrutura em árvore, com elementos aninhados) e é amplamente usada na integração entre sistemas heterogêneos, pois permite o intercâmbio de dados de forma padronizada e independente de plataforma. Essa é a definição clássica da linguagem, reconhecida pelo W3C e pela literatura técnica.
O XML foi criado em 1996 por Jon Bosak, com base na SGML, com o objetivo de combinar a flexibilidade da SGML com a simplicidade do HTML. Diferentemente do HTML, que tem um conjunto fixo de tags para exibição de páginas web, o XML é extensível: o usuário pode definir suas próprias tags para descrever a estrutura dos dados. Essa característica o torna ideal para representar informações de forma hierárquica — um documento XML é uma árvore de elementos, com um elemento raiz que contém outros elementos aninhados, formando uma estrutura de pai e filho.
A hierarquia é um dos pilares do XML. Por exemplo, um documento que representa um pedido pode ter a seguinte estrutura: <pedido> como raiz, contendo <cliente> e <itens>, e dentro de <itens> vários <item>. Essa organização em árvore permite que dados complexos sejam representados de maneira legível tanto para humanos quanto para máquinas.
A integração entre sistemas heterogêneos é outra aplicação central do XML. Como o XML é independente de plataforma e de linguagem de programação, sistemas desenvolvidos em tecnologias diferentes podem trocar dados usando XML como formato comum. Isso é amplamente utilizado em serviços web (SOAP, por exemplo, codifica mensagens em XML), em arquiteturas orientadas a serviços (SOA) e em integração de dados entre sistemas legados e modernos. O XML também é usado para armazenar dados (como em arquivos de configuração) e para transportar dados entre aplicações.
A banca explora aqui um conceito fundamental: XML é linguagem de marcação, não de programação. Ela não possui compilador, não executa operações, não é orientada a objetos. Sua função é estruturar e descrever dados. A afirmação do item está perfeitamente alinhada com essa definição, e não há nenhuma pegadinha ou exceção que a torne incorreta.
Guarde o critério decisivo: XML = marcação + hierarquia + intercâmbio de dados. É exatamente isso que o item afirma, e é isso que a banca espera que você reconheça.
A afirmação é verdadeira por três razões:
Linguagem de marcação: XML é uma linguagem de marcação, assim como HTML, mas com foco em dados, não em apresentação. Ela usa tags para delimitar elementos, mas essas tags são definidas pelo usuário, não por um padrão fixo.
Estrutura hierárquica: XML representa dados em uma estrutura de árvore, com um elemento raiz e elementos aninhados. Essa hierarquia é essencial para modelar dados complexos e relacionamentos entre entidades.
Integração entre sistemas heterogêneos: XML é independente de plataforma e de linguagem, o que o torna um formato universal para troca de dados entre sistemas diferentes. É amplamente usado em serviços web, SOA, integração de dados e armazenamento de configurações.
O item não contém nenhum erro conceitual. Ele descreve com precisão as características centrais do XML. A banca não tenta confundir com características de outras linguagens (como HTML, JSON ou linguagens de programação) — a afirmação é direta e correta.
Gabarito: C — CERTO.
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