Questão de Redes de Computadores — Protocolo — Quadrix 2025
- Código
- qg600040
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRO-SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Infraestrutura de Tecnologia de Informação
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ❌ ERRADO. O OSPF é um protocolo de roteamento interno (IGP), porém é do tipo link-state (estado de enlace), e não de vetor de distância; além disso, sua métrica é baseada em custo (cost), e não em contagem de saltos (hop count). A afirmação mistura características do OSPF com as do RIP, que sim é um protocolo de vetor de distância que utiliza a métrica de saltos.
O OSPF (Open Shortest Path First) é um dos protocolos de roteamento mais importantes e cobrados em concursos. Para entendê-lo bem, é preciso dominar a classificação dos protocolos de roteamento. Eles se dividem em duas grandes famílias: os de vetor de distância (distance vector) e os de estado de enlace (link-state). Essa distinção é fundamental e é exatamente o que a questão explora.
Os protocolos de vetor de distância, como o RIP (Routing Information Protocol) e o IGRP, funcionam com base no princípio de que cada roteador conhece apenas a "distância" até um destino conforme informada por seus vizinhos. Eles trocam periodicamente suas tabelas de roteamento completas com os roteadores adjacentes. O RIP, por exemplo, usa a contagem de saltos (hop count) como métrica, limitando o caminho a no máximo 15 saltos. Esse modelo é simples, mas tem problemas como a convergência lenta e o problema da "contagem até o infinito".
Já os protocolos de estado de enlace, como o OSPF e o IS-IS, funcionam de forma diferente: cada roteador conhece a topologia completa da rede, pois todos trocam informações sobre o estado de suas conexões (links). Com base nessa visão global, cada roteador calcula o melhor caminho para cada destino usando o algoritmo de Dijkstra (também chamado de SPF - Shortest Path First). A métrica do OSPF é o custo (cost), que pode ser atribuído pelo administrador da rede, geralmente baseado na largura de banda do link. Quanto menor o custo, melhor o caminho.
A pegadinha da questão está em atribuir ao OSPF características que são do RIP. A banca mistura a classificação correta (IGP) com características de outro protocolo (vetor de distância e métrica de saltos). É uma armadilha clássica: o candidato que sabe que o OSPF é um IGP pode marcar "certo" sem verificar os outros detalhes. A distinção entre as duas famílias de protocolos é o critério decisivo para resolver esta questão.
A afirmação está incorreta por dois motivos principais. Primeiro, o OSPF é um protocolo de estado de enlace (link-state), não de vetor de distância. Segundo, sua métrica é o custo (cost), não a contagem de saltos. A única parte correta é que o OSPF é um protocolo de roteamento interno (IGP - Interior Gateway Protocol), pois opera dentro de um mesmo sistema autônomo (AS).
Para fixar a diferença, veja a comparação:
Característica | OSPF | RIP |
|---|---|---|
Tipo | Estado de enlace (link-state) | Vetor de distância |
Métrica | Custo (cost) | Contagem de saltos (hop count) |
Algoritmo | Dijkstra (SPF) | Bellman-Ford |
Convergência | Rápida | Lenta |
Escopo | Redes de médio e grande porte | Redes pequenas (até 15 saltos) |
A banca adora inverter as características entre OSPF e RIP. Aqui, ela atribuiu ao OSPF a métrica de saltos e a classificação de vetor de distância, que são do RIP. Fique atento: OSPF = estado de enlace + custo; RIP = vetor de distância + saltos. Com esse par na cabeça, você resolve essa pegadinha de longe 💪.
Gabarito: ❌ ERRADO.
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