Questão de Redes de Computadores — Protocolo — Quadrix 2025
- Código
- qg600042
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRO-SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista de Infraestrutura de Tecnologia de Informação
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ❌ ERRADO. O STP (Spanning Tree Protocol) não é utilizado para balancear tráfego nem para permitir o uso simultâneo de múltiplos caminhos ativos; sua função é justamente o oposto: bloquear caminhos redundantes para evitar loops em topologias com comutadores interligados, mantendo apenas um caminho ativo (a árvore geradora) e ativando os demais somente em caso de falha. O balanceamento de carga entre múltiplos caminhos ativos é função de outros mecanismos, como o EtherChannel ou o ECMP (Equal-Cost Multi-Path) no roteamento.
O STP é um protocolo da camada 2 (enlace) que resolve um problema específico: em redes comutadas com ligações redundantes (anéis), os quadros podem circular indefinidamente entre switches, criando loops de broadcast que congestionam a rede. Para evitar isso, o algoritmo de spanning tree (árvore geradora) elege uma raiz e coloca cada porta do switch em um estado — forwarding (encaminhamento) ou blocking (bloqueio) — de modo que exista apenas um caminho lógico ativo entre quaisquer dois pontos da rede. Os caminhos redundantes ficam em estado de bloqueio, prontos para serem ativados automaticamente se o caminho principal falhar.
Na prática, imagine três switches interligados em triângulo (A-B, B-C, C-A). Sem STP, um quadro enviado por A para B seria retransmitido por B para C, que retransmitiria de volta para A, e assim por diante — um loop infinito. Com STP, um dos links (por exemplo, C-A) é colocado em bloqueio, quebrando o ciclo. Se o link A-B falhar, o STP recalcula a árvore e ativa o link C-A, restaurando a conectividade. O protocolo troca quadros especiais chamados BPDUs (Bridge Protocol Data Units) para eleger a raiz e propagar as informações de custo de caminho.
A confusão que a banca explora é atribuir ao STP uma função que ele não tem: o balanceamento de carga. O STP, por definição, desativa caminhos redundantes para garantir uma topologia sem loops — ele não os utiliza simultaneamente. O balanceamento de carga entre múltiplos caminhos ativos é feito por tecnologias como o EtherChannel (agregação de links entre switches) ou, na camada 3, pelo ECMP (Equal-Cost Multi-Path), que permite distribuir tráfego entre rotas de mesmo custo. O OSPF, por exemplo, suporta ECMP e pode balancear tráfego entre múltiplos caminhos de igual custo — mas isso é roteamento, não STP.
Guarde a fronteira: STP = eliminar loops, um caminho ativo por vez; balanceamento de carga = múltiplos caminhos ativos simultâneos. É exatamente nessa distinção que o item se apoia.
A afirmação está incorreta porque atribui ao STP a função de balancear tráfego e permitir o uso simultâneo de múltiplos caminhos ativos. O STP faz o contrário: ele bloqueia os caminhos redundantes, mantendo apenas um caminho ativo (a árvore geradora), para evitar loops. Os caminhos alternativos só são ativados em caso de falha do caminho principal — não para melhorar o desempenho, mas para garantir a disponibilidade da rede. O balanceamento de carga entre múltiplos caminhos ativos é função de outras tecnologias, como EtherChannel (camada 2) ou ECMP (camada 3, usado por protocolos como OSPF).
Na prova, quando a questão falar em "múltiplos caminhos ativos" ou "balanceamento de carga", desconfie: isso é função de EtherChannel ou ECMP, não do STP. O STP é o protocolo que sacrifica caminhos redundantes para evitar loops — ele prioriza a estabilidade sobre o desempenho. Memorize a tríade: STP = loop prevention; EtherChannel = link aggregation; ECMP = load balancing.
Gabarito: ❌ ERRADO.
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