Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2025
- Código
- qg605461
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRM-MS
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio

Internet: <www.bvsms.saude.gov.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado

Internet: <www.bvsms.saude.gov.br> (com adaptações).
GabaritoE — Errado
Gabarito: ERRADO. A afirmação de que as doenças medievais eram curadas por rezas e orações porque se acreditava que eram castigo dos deuses não pode ser deduzida do texto — ela estabelece uma relação de causa e consequência que o texto não autoriza. O texto, ao tratar da medicina medieval, pode mencionar crenças religiosas, mas não afirma que a cura se dava por rezas e orações, nem que essa fosse a razão. A alternativa extrapola o conteúdo textual, acrescentando uma informação que não está nele.
O verbo "deduz-se" indica que a questão pede uma inferência — ou seja, uma conclusão que o leitor tira a partir de pistas do texto. Inferência legítima é aquela que se apoia em pressupostos deixados pelo próprio texto. Por exemplo, se o texto dissesse "as pessoas da época recorriam a rezas e orações", poderíamos inferir que acreditavam em cura divina. Mas o texto não diz isso. A alternativa tenta fazer o candidato completar a informação com conhecimento de mundo (a ideia de que na Idade Média tudo era tratado com rezas), mas isso é extrapolação, não inferência.
O texto-base (disponível no site do Ministério da Saúde) trata da história das doenças e da medicina. Para resolver a questão, é preciso localizar o que o texto diz sobre a Idade Média. Se o texto menciona que as doenças eram vistas como castigo divino, isso é uma crença — mas não implica que a cura era feita por rezas. A alternativa inverte a relação: ela diz que as doenças eram curadas por rezas porque se acreditava que eram castigo dos deuses. Essa relação de causa e consequência não está no texto. O texto pode até dizer que as pessoas acreditavam em castigo divino, mas não diz que a cura era por rezas.
A linha que separa o certo do errado é simples: inferência vale quando há pista no texto; extrapolação é quando o candidato acrescenta informação de fora. No caso, a alternativa não tem pista para a cura por rezas. Ela usa um estereótipo histórico (Idade Média = superstição) para preencher uma lacuna que o texto não preenche. Isso é exatamente o erro de extrapolação descrito no catálogo de armadilhas.
A banca apela para o senso comum sobre a Idade Média (rezas, castigo divino) para fazer o candidato aceitar uma relação de causa e consequência que o texto não estabelece. O texto pode até mencionar crenças, mas não diz que a cura era por rezas.
A assertiva afirma: "Deduz-se do texto que as doenças da época medieval eram curadas por meio de rezas e orações, porque se acreditava que as enfermidades eram um castigo dos deuses."
Erro: a assertiva extrapola o texto. Ela cria uma relação de causa e consequência (rezas curam porque castigo divino) que não está autorizada. O texto pode até mencionar a crença em castigo divino, mas não afirma que a cura era por rezas. Para ser correta, seria necessário que o texto dissesse algo como "as doenças eram tratadas com rezas e orações" — o que não ocorre. A assertiva acrescenta informação de fora, o que é proibido em interpretação de texto.
Ao ler uma assertiva com "deduz-se", pergunte: qual pista do texto autoriza essa conclusão? Se você não consegue apontar a passagem, é extrapolação.
Conclusão: a assertiva está errada porque a relação de causa e consequência entre rezas e castigo divino não é dedutível do texto. O texto não afirma que as doenças eram curadas por rezas, apenas pode mencionar a crença em castigo divino. Inferência exige pista; sem pista, é extrapolação.
Gabarito: ERRADO.
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