Questão de Medicina — Cirurgia Geral — Avança SP 2026
- Código
- qg649205
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- IAMSPE
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Pediátrica e Cirurgia Torácica
- A100 mL
- B75 mL
- C50 mL
- D25 mL
- E10 mL
GabaritoD — 25 mL
Gabarito: letra D — a conta chega a 25 mL — alternativa D.
A Pressão Intra-abdominal (PIA) é a pressão dentro da cavidade abdominal, medida em mmHg. Quando ela sobe de forma sustentada, pode comprimir os órgãos e prejudicar a circulação, levando à Síndrome do Compartimento Abdominal (SCA). A monitorização da PIA é feita no pós-operatório de grandes cirurgias abdominais para detectar esse aumento precocemente.
O método de Kron usa a bexiga como um transdutor passivo: instila-se solução salina na bexiga, que transmite a pressão abdominal para um transdutor. O volume instilado é crítico: se for grande demais, distende a bexiga e superestima a PIA; se for pequeno demais, não transmite bem a pressão. Por isso, a WSACS padronizou um volume máximo de 25 mL, que equilibra fidelidade e não interferência.
Esta questão cobra exatamente esse valor padronizado: o volume máximo de solução salina no método de Kron. É um dado de memorização, mas a lógica por trás (evitar distensão vesical) ajuda a fixar o número.
PIA sustentada acima de 20 mmHg define SCA
método de Kron (via vesical) para aferição da PIA
O que queremos: o volume máximo de solução salina a ser instilado na bexiga no método de Kron
O método de Kron é o padrão-ouro para medir a PIA. Ele usa a bexiga como um transdutor passivo: a pressão abdominal empurra a bexiga, e essa pressão é transmitida por uma coluna de líquido até um transdutor. Para que a bexiga funcione bem como transdutor, ela precisa estar preenchida com um volume adequado de solução salina.
Confundir o método de Kron com outros métodos de medida de pressão, como o método gástrico ou retal, que usam volumes diferentes.
A WSACS (World Society of the Abdominal Compartment Syndrome) é a entidade que define os protocolos para aferição da PIA. Ela padronizou o volume máximo de solução salina a ser instilado na bexiga no método de Kron. Esse valor é um dado de memorização, mas a lógica é evitar que a distensão vesical interfira na medida.
Confundir com outros volumes usados em procedimentos médicos, como 50 mL ou 100 mL, que são distratores comuns.
Entre as alternativas, o volume máximo preconizado pela WSACS é 25 mL. Esse valor é baixo justamente para não distender a bexiga e não superestimar a PIA. Volumes maiores, como 50 mL ou 100 mL, são usados em outros contextos, mas não no método de Kron.
Escolher 50 mL ou 100 mL por serem números 'redondos' e comuns em outros procedimentos, sem lembrar da padronização específica da WSACS.
Resposta: 25 mL — alternativa D
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