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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — Avança SP 2026

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg649222
Banca
Avança SP
Órgão
IAMSPE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Residência Médica - Pré-Requisito - Cirurgia Pediátrica e Cirurgia Torácica
Lactente de 3 semanas de vida, sexo masculino, apresenta vômitos não biliosos, em jato, logo após as mamadas. Ao exame físico, apresenta-se desidratado e é possível palpar uma massa firme, em forma de oliva, no hipocôndrio direito. O distúrbio metabólico e hidroeletrolítico classicamente associado a esta patologia (Estenose Hipertrófica do Piloro) é:
  1. AAcidose metabólica contrátil.
  2. BAlcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica.
  3. CAcidose metabólica com hiato aniônico aumentado.
  4. DAlcalose respiratória com hipocalcemia.
  5. EAcidose lática por hipoperfusão tecidual.
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GabaritoB — Alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estenose Hipertrófica do Piloro: distúrbio hidroeletrolítico

Gabarito: letra B. A estenose hipertrófica do piloro (EHP) causa vômitos em jato, não biliosos, que levam à perda de ácido clorídrico e potássio do suco gástrico, resultando em alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica — o distúrbio clássico da doença. O diagnóstico é clínico (massa em oliva no hipocôndrio direito) e confirmado por ultrassonografia, como mencionado no material de apoio.

A estenose hipertrófica do piloro é uma causa mecânica de vômitos no lactente, caracterizada pela hipertrofia da camada muscular do piloro, que obstrui a passagem do conteúdo gástrico para o duodeno. O vômito é o sintoma cardinal: ocorre em jato, logo após as mamadas, e é não bilioso, pois a obstrução está acima da ampola de Vater. O lactente perde grandes quantidades de suco gástrico, rico em ácido clorídrico (HCl) e potássio (K+).

A perda de HCl leva à alcalose metabólica (aumento do pH sanguíneo), pois o íon hidrogênio (H+) é perdido. A perda de cloreto (Cl-) resulta em hipocloremia, e a perda de potássio, em hipocalemia. O rim tenta compensar a alcalose excretando bicarbonato (HCO3-) na urina, mas, na presença de depleção de volume (desidratação), o mecanismo de compensação é prejudicado, perpetuando a alcalose. A hipocalemia também contribui para a manutenção da alcalose, pois o rim, na tentativa de reter potássio, reabsorve H+ em troca de sódio, agravando o quadro.

Na prática, o lactente com EHP apresenta-se desidratado, com perda de peso, e o exame físico revela a massa em oliva (piloro hipertrófico) no hipocôndrio direito. A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico, como destacado no material de apoio: "A ultrassonografia abdominal, feita por técnico experiente, é o exame mais apropriado para identificar estenose hipertrófica de piloro."

A distinção crucial é entre a alcalose metabólica da EHP e a acidose metabólica, que é o distúrbio mais comum em outras causas de vômito, como a diarreia. Na diarreia, a perda de bicarbonato pelas fezes leva à acidose metabólica. Na EHP, a perda de ácido gástrico leva à alcalose. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode associar vômitos a acidose, mas a localização da perda (estômago vs. intestino) determina o distúrbio.

Guarde a fronteira: vômitos altos (gástricos) → alcalose metabólica; perdas intestinais (diarreia) → acidose metabólica. É nessa distinção que as alternativas se dividem.

1Vômitos em jato, não biliosos
2Perda de suco gástrico (HCl e K+)
Perda de H+ → alcalose metabólica
Perda de Cl- → hipocloremia
Perda de K+ → hipocalemia
3Distúrbio clássico
Alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica
4Diagnóstico
Massa em oliva (hipocôndrio direito)
Ultrassonografia confirma
5Fronteira com diarreia
Vômitos altos (gástricos) → alcalose
Perdas intestinais → acidose
Estenose Hipertrófica do Piloro
LEVELsoulevel.com.br
Estenose Hipertrófica do Piloro: Vômitos em jato, não biliosos; Perda de suco gástrico (HCl e K+) (Perda de H+ → alcalose metabólica, Perda de Cl- → hipocloremia, Perda de K+ → hipocalemia); Distúrbio clássico (Alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica); Diagnóstico (Massa em oliva (hipocôndrio direito), Ultrassonografia confirma); Fronteira com diarreia (Vômitos altos (gástricos) → alcalose, Perdas intestinais → acidose)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que há acidose metabólica contrátil. O erro está em "acidose": na EHP, a perda de ácido gástrico (HCl) causa alcalose metabólica, não acidose. A acidose metabólica é típica de perdas intestinais (diarreia) ou de outras condições, mas não da obstrução pilórica.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A EHP causa perda de HCl e K+ pelo vômito, levando à alcalose metabólica (perda de H+), hipocloremia (perda de Cl-) e hipocalemia (perda de K+). Este é o distúrbio hidroeletrolítico clássico da doença, descrito em todos os livros de pediatria.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma acidose metabólica com hiato aniônico aumentado. O erro está em "acidose" e "hiato aniônico aumentado". Na EHP, o distúrbio é alcalose metabólica, e o hiato aniônico costuma estar normal ou até diminuído, pois a perda de cloreto é acompanhada de aumento de bicarbonato. O hiato aniônico aumentado é típico de acidoses por acúmulo de ácidos (cetoacidose, acidose láctica, insuficiência renal).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma alcalose respiratória com hipocalcemia. O erro está em "respiratória" e "hipocalcemia". A alcalose na EHP é metabólica, não respiratória. A hipocalcemia não é uma característica da EHP; o distúrbio eletrolítico clássico é a hipocalemia (e hipocloremia).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma acidose lática por hipoperfusão tecidual. Embora a desidratação grave possa causar hipoperfusão e acidose láctica, o distúrbio primário e classicamente associado à EHP é a alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica. A acidose láctica seria uma complicação tardia e não o distúrbio característico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o distúrbio clássico da EHP (alcalose metabólica) por acidose metabólica, que é o distúrbio comum em outras causas de vômito, como a diarreia. A pegadinha está em associar vômitos a acidose, sem considerar que a perda de ácido gástrico (HCl) leva à alcalose. Lembre-se: vômitos altos (gástricos) → alcalose; perdas intestinais (diarreia) → acidose.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar o distúrbio da EHP, use o mnemônico "AHP" (Alcalose, Hipocloremia, Hipocalemia). Na prova, ao ver vômitos em jato + massa em oliva, a resposta é sempre alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica.

Gabarito: letra B

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