Questão de Medicina — Nefrologia — Avança SP 2026
- Código
- qg649234
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- IAMSPE
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Médica - Pré-Requisito - Medicina Paliativa
- A24-48 horas
- B3-5 dias
- C21-30 dias
- D60-90 dias
- E7-14 dias
GabaritoE — 7-14 dias
Gabarito: letra E. Em pacientes com doença renal crônica terminal dialítico-dependentes, o tempo médio de sobrevida após a suspensão da diálise é de aproximadamente 7 a 14 dias, conforme dados da literatura médica sobre cuidados paliativos em nefrologia. A decisão de suspender o tratamento dialítico é eticamente válida quando alinhada aos valores e preferências do paciente, especialmente em contexto de doença terminal com prognóstico reservado.
A suspensão da diálise em pacientes com doença renal crônica terminal é uma decisão complexa que envolve aspectos éticos, clínicos e emocionais. Quando o paciente apresenta deterioração clínica progressiva, como no caso descrito (neoplasia avançada com metástases hepáticas difusas), a continuidade do tratamento dialítico pode não trazer benefícios proporcionais, e a qualidade de vida torna-se o foco central dos cuidados. A literatura médica, incluindo estudos sobre cuidados paliativos em nefrologia, documenta que a sobrevida após a suspensão da diálise varia, mas a mediana observada é de aproximadamente 7 a 14 dias. Esse período pode ser influenciado por fatores como a função renal residual, o estado nutricional, a presença de comorbidades e a idade do paciente.
É importante destacar que a decisão de suspender a diálise deve ser tomada em conjunto com o paciente (quando capaz) e a família, respeitando a autonomia e os valores do paciente. O médico deve garantir que o paciente receba cuidados paliativos adequados, incluindo controle de sintomas como dor, náuseas e dispneia, além de suporte psicológico e espiritual. A comunicação clara e empática sobre o prognóstico e as opções de cuidado é fundamental para que a decisão seja tomada de forma informada e alinhada aos desejos do paciente.
A sobrevida após a suspensão da diálise é um dado importante para o planejamento dos cuidados paliativos. Estudos mostram que a maioria dos pacientes falece dentro de 7 a 14 dias, mas alguns podem sobreviver por mais tempo, especialmente se houver função renal residual significativa. A compreensão desse tempo médio ajuda a equipe médica a preparar a família e a garantir que o paciente receba conforto e dignidade no processo de morte. A decisão de suspender a diálise não é um ato de abandono, mas sim uma escolha ética que prioriza a qualidade de vida e o respeito à autonomia do paciente em situação de terminalidade.
A pegadinha desta questão está na tentação de escolher um tempo muito curto (24-48 horas) ou muito longo (60-90 dias), quando a literatura médica aponta um período intermediário de 7 a 14 dias. O candidato deve lembrar que a suspensão da diálise não leva à morte imediata, pois o organismo ainda possui mecanismos de compensação, mas também não permite uma sobrevida prolongada, devido à acumulação de toxinas urêmicas e distúrbios hidroeletrolíticos. Esse conhecimento é essencial para o manejo adequado de pacientes em cuidados paliativos.
Afirma que a sobrevida seria de 24-48 horas. Esse tempo é curto demais e não corresponde à realidade clínica. Após a suspensão da diálise, o paciente pode sobreviver por vários dias, pois a função renal residual e os mecanismos de compensação do organismo retardam a morte. A morte em 24-48 horas seria mais compatível com uma parada cardíaca súbita ou com a suspensão de suporte ventilatório em paciente crítico, não com a suspensão da diálise.
Afirma que a sobrevida seria de 3-5 dias. Embora seja um período mais próximo do real, ainda é inferior ao tempo médio documentado na literatura. A maioria dos estudos aponta uma mediana de sobrevida entre 7 e 14 dias, podendo variar conforme as condições clínicas do paciente. A alternativa B subestima o tempo de sobrevida, o que poderia levar a um planejamento inadequado dos cuidados paliativos.
Afirma que a sobrevida seria de 21-30 dias. Esse período é superior ao tempo médio observado. Embora alguns pacientes possam sobreviver por mais de 14 dias, especialmente aqueles com função renal residual significativa, a maioria falece dentro de 7 a 14 dias. A alternativa C superestima a sobrevida, o que poderia gerar expectativas irreais na família e no paciente.
Afirma que a sobrevida seria de 60-90 dias. Esse período é claramente superior ao tempo médio documentado. A suspensão da diálise leva à progressão da uremia e a distúrbios hidroeletrolíticos que culminam em óbito em poucas semanas, não em meses. A alternativa D é irrealista e não encontra respaldo na literatura médica sobre cuidados paliativos em nefrologia.
Afirma que a sobrevida seria de 7-14 dias, o que está de acordo com a literatura médica. Estudos sobre cuidados paliativos em pacientes com doença renal crônica terminal mostram que a mediana de sobrevida após a suspensão da diálise é de aproximadamente 7 a 14 dias. Esse período pode variar conforme a função renal residual, o estado nutricional e a presença de comorbidades, mas 7-14 dias é o tempo médio mais aceito. A alternativa E está correta e reflete o conhecimento atual sobre o tema.
Gabarito: letra E
Link permanente: /questoes/qg649234