Uma mulher de 52 anos, assintomática, realiza mamografia de rastreamento e ultrassonografia complementar por mamas densas. Identifica-se massa irregular, margens espiculadas e distorção arquitetural, com alta suspeição radiológica, e o laudo final exige recomendação objetiva de conduta que feche a tomada de decisão diagnóstica sem depender de seguimento expectante. Indique a conduta recomendada para a categoria mais suspeita no sistema BI-RADS:
AControle em 6 meses.
BControle anual.
CPunção aspirativa.
DBiópsia percutânea.
EAlta sem seguimento.
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GabaritoD — Biópsia percutânea.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Sistema BI-RADS: conduta por categoria de suspeição
Gabarito: letra D. Massa irregular, margens espiculadas e distorção arquitetural configuram alta suspeição radiológica, correspondendo à categoria BI-RADS 5, cuja conduta é a biópsia percutânea para esclarecimento definitivo — não há espaço para seguimento expectante. A tabela do American College of Radiology, reproduzida no material de apoio, é a fonte que orienta essa decisão.
O BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é um sistema padronizado de laudo mamográfico que traduz o risco de malignidade de um achado em categorias numeradas de 0 a 6, cada uma com uma conduta correspondente. Ele existe para uniformizar a linguagem entre o radiologista e o mastologista e, principalmente, para que a recomendação de conduta seja objetiva e baseada em evidência — exatamente o que o enunciado pede ao exigir uma recomendação que "feche a tomada de decisão diagnóstica sem depender de seguimento expectante".
A categoria 5 é definida como "alta suspeita de malignidade" e agrupa achados clássicos como massa irregular, margens espiculadas e distorção arquitetural — os três descritos no caso. A probabilidade de malignidade nessa categoria é superior a 95%, o que torna inaceitável qualquer conduta de observação. A recomendação é de "esclarecimento definitivo", ou seja, biópsia percutânea (core biopsy ou biópsia por agulha grossa), que é o procedimento padrão para obter tecido e confirmar o diagnóstico antes de qualquer tratamento.
A tabela abaixo resume as condutas por categoria, mostrando por que as alternativas A, B, C e E não se aplicam ao caso:
Categoria
Avaliação
Conduta
0
Incompleta
Incidências adicionais ou US
1
Negativa
Rastreamento normal
2
Benigna
Rastreamento normal
3
Provavelmente benigna
Revisão em 6 meses (às vezes biópsia)
4
Suspeita (A/B/C)
Biópsia deve ser considerada
5
Alta suspeita de malignidade
Esclarecimento definitivo (biópsia)
6
Malignidade já confirmada
Tratamento
A pegadinha central desta questão é a confusão entre as categorias 3, 4 e 5. A categoria 3 (provavelmente benigna) admite seguimento em 6 meses — mas isso só vale para achados com probabilidade de malignidade menor que 2%, como nódulos ovalados e circunscritos. Já a categoria 4 é subdividida em 4A, 4B e 4C conforme o grau de suspeição, e a conduta é biópsia. A categoria 5, por sua vez, não admite nenhum tipo de seguimento: o achado é tão suspeito que a biópsia é mandatória. O enunciado descreve exatamente os achados da categoria 5, e a expressão "sem depender de seguimento expectante" é a chave para eliminar as alternativas de controle.
Guarde a fronteira entre "seguimento" (categorias 3 e, em alguns contextos, 4A) e "esclarecimento definitivo" (categorias 4C e 5): é nela que as alternativas se dividem. A presença de margens espiculadas e distorção arquitetural — sinais de alta suspeição — empurra o caso para a biópsia imediata, sem espaço para observação.
BI-RADS: conduta por categoria: Categoria 0 (incompleta) (Incidências adicionais ou US); Categoria 1 e 2 (negativa/benigna) (Rastreamento normal); Categoria 3 (provavelmente benigna) (Controle em 6 meses); Categoria 4 (suspeita) (Biópsia deve ser considerada); Categoria 5 (alta suspeita) (Esclarecimento definitivo (biópsia)); Categoria 6 (malignidade confirmada) (Tratamento)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Controle em 6 meses é a conduta da categoria 3 (provavelmente benigna), não da categoria 5. A banca troca a conduta de uma categoria de baixa suspeição pela de alta suspeição. Na categoria 3, a probabilidade de malignidade é baixa (menor que 2%), o que justifica o seguimento; na categoria 5, a probabilidade é altíssima (acima de 95%), tornando o seguimento um risco inaceitável de atraso diagnóstico.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Controle anual é a conduta das categorias 1 e 2 (negativa e benigna), ou seja, do rastreamento normal. A banca troca a conduta de achados sem suspeição pela de um achado altamente suspeito. Uma massa espiculada jamais seria classificada como benigna, e o controle anual seria negligência diante de uma probabilidade de malignidade superior a 95%.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Punção aspirativa (PAAF) é um método citológico, não histológico, e não é a conduta padrão para lesões suspeitas na mama. A banca troca o método de biópsia recomendado (percutânea com agulha grossa, que obtém fragmento de tecido) pela punção aspirativa, que coleta apenas células e tem limitações para lesões suspeitas, especialmente as espiculadas, que podem ser fibrosas e render material insuficiente. A conduta correta para a categoria 5 é a biópsia percutânea (core biopsy), não a PAAF.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A biópsia percutânea é exatamente a conduta recomendada para a categoria 5 (alta suspeita de malignidade). O enunciado descreve massa irregular, margens espiculadas e distorção arquitetural — o trio clássico de alta suspeição — e exige conduta que "feche a tomada de decisão diagnóstica sem depender de seguimento expectante". A biópsia percutânea com agulha grossa (core biopsy) é o procedimento que obtém tecido para confirmação histológica, permitindo o diagnóstico definitivo e o planejamento terapêutico. É a única alternativa que atende à exigência de esclarecimento definitivo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Alta sem seguimento é a conduta das categorias 1 e 2 (negativa e benigna), quando não há qualquer achado suspeito. A banca troca a conduta de um exame normal pela de um exame altamente suspeito. Liberar uma paciente com massa espiculada e distorção arquitetural sem seguimento seria um erro grave, com risco de atraso no diagnóstico de um câncer de mama.
A regra de ouro para levar à prova: na categoria 5, a palavra é "biópsia" — nunca seguimento, nunca alta. Achados como margens espiculadas e distorção arquitetural são sinais de alta suspeição que exigem esclarecimento definitivo imediato.