A Síndrome da Fragilidade no idoso é um estado de vulnerabilidade a estressores, associado a desfechos adversos. Segundo o Fenótipo de Fragilidade de Fried, um dos critérios utilizados para o diagnóstico clínico, além da perda de peso não intencional e da exaustão, é a:
ARedução da força de preensão palmar aferida por dinamometria.
BPresença de pelo menos três comorbidades crônicas.
CNota inferior a 24 pontos no Miniexame do Estado Mental (MEEM).
DDependência para pelo menos uma Atividade Instrumental da Vida Diária (AIVD).
ERedução da acuidade visual e auditiva relacionada à idade.
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GabaritoA — Redução da força de preensão palmar aferida por dinamometria.
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Síndrome da Fragilidade no Idoso: Fenótipo de Fried
Gabarito: letra A. O Fenótipo de Fragilidade de Fried é composto por cinco critérios: perda de peso não intencional, exaustão, redução da força de preensão palmar (aferida por dinamometria), baixa velocidade de marcha e baixo nível de atividade física. A alternativa A reproduz exatamente o critério de fraqueza muscular, sendo a única que corresponde a um dos componentes do fenótipo.
A Síndrome da Fragilidade é um estado de vulnerabilidade aumentada a estressores, resultante do declínio da reserva fisiológica em múltiplos sistemas. Ela prediz desfechos adversos como quedas, hospitalização, institucionalização e morte, independentemente da presença de comorbidades. O modelo fenotípico de Fried, proposto em 2001, operacionaliza o conceito em cinco critérios objetivos e mensuráveis, que podem ser avaliados na prática clínica. A presença de três ou mais desses critérios define a fragilidade; um ou dois indicam pré-fragilidade.
Os cinco critérios do fenótipo são:
Perda de peso não intencional — perda de pelo menos 4,5 kg (ou 5% do peso corporal) no último ano.
Exaustão — autorrelato de fadiga ou falta de energia, avaliado por itens de escalas como a CES-D (Center for Epidemiologic Studies Depression Scale).
Redução da força de preensão palmar — medida por dinamometria, ajustada por sexo e índice de massa corporal.
Baixa velocidade de marcha — tempo para percorrer uma distância fixa (geralmente 4,6 metros), ajustado por sexo e altura.
Baixo nível de atividade física — gasto energético semanal em atividades de lazer, avaliado por questionários como o Minnesota Leisure Time Activity Questionnaire.
A fragilidade é distinta de comorbidade e de incapacidade, embora haja sobreposição. Um idoso pode ser frágil sem ter doenças crônicas graves, e pode ter múltiplas comorbidades sem ser frágil. A incapacidade (dependência para AVDs) é uma consequência potencial da fragilidade, não um critério diagnóstico. O fenótipo de Fried foca em alterações fisiológicas e funcionais, enquanto o modelo de déficit cumulativo (índice de fragilidade) contabiliza a acumulação de problemas de saúde.
A banca explora a confusão entre fragilidade, comorbidade e incapacidade. O candidato que não domina os critérios exatos de Fried pode ser atraído por alternativas que descrevem condições associadas, mas que não fazem parte do fenótipo. A chave é memorizar os cinco componentes e reconhecer que apenas a alternativa A descreve um deles.
Fenótipo de Fried (2001)
1Critérios (3+ = frágil)
Perda de peso não intencional
Exaustão
Redução da força de preensão palmar
Baixa velocidade de marcha
Baixo nível de atividade física
2Distinções
Comorbidade (não é critério)
Incapacidade (consequência, não critério)
Cognição (não é critério)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A redução da força de preensão palmar, aferida por dinamometria, é um dos cinco critérios do Fenótipo de Fragilidade de Fried. Representa o componente de fraqueza muscular, um dos pilares da síndrome. A dinamometria é o método objetivo de avaliação, ajustado por sexo e IMC.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A presença de pelo menos três comorbidades crônicas não é um critério do fenótipo de Fried. A fragilidade é um conceito distinto de comorbidade: um idoso pode ser frágil sem comorbidades, e vice-versa. O modelo de déficit cumulativo (índice de fragilidade) considera a carga de doenças, mas não é o fenótipo de Fried.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Nota inferior a 24 pontos no MEEM avalia função cognitiva, não fragilidade. O fenótipo de Fried não inclui avaliação cognitiva. O comprometimento cognitivo é uma condição associada, mas não é um critério diagnóstico da síndrome da fragilidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A dependência para AIVDs é um componente da incapacidade funcional, que é uma consequência potencial da fragilidade, não um critério do fenótipo. O fenótipo de Fried avalia alterações fisiológicas e funcionais que precedem a incapacidade, mas não inclui a dependência para atividades da vida diária.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A redução da acuidade visual e auditiva relacionada à idade é uma alteração sensorial comum no envelhecimento, mas não faz parte do fenótipo de Fried. Embora possa contribuir para a vulnerabilidade, não é um dos cinco critérios operacionais da síndrome.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura conceitos que orbitam a fragilidade — comorbidade, incapacidade, cognição e déficits sensoriais — para confundir quem não memorizou os cinco critérios exatos de Fried. O candidato que raciocina por associação pode marcar a alternativa B ou D, mas o fenótipo é uma lista fechada e objetiva. Decore os cinco: perda de peso, exaustão, fraqueza, lentidão e baixa atividade.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, use o mnemônico P-E-F-L-A: Perda de peso, Exaustão, Fraqueza (força de preensão), Lentidão (velocidade de marcha) e Atividade física reduzida. Na prova, qualquer alternativa que não descreva um desses cinco é distrator.