Questão de Medicina — Farmacologia e Anestesiologia — Avança SP 2026
- Código
- qg649261
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- IAMSPE
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Residência Médica - Pré-Requisito - Medicina Paliativa
- AASA I.
- BASA II.
- CASA III.
- DASA IV.
- EASA V.
GabaritoD — ASA IV.
Gabarito: letra D. O paciente com doença sistêmica grave, limitação funcional constante e ameaça contínua à vida corresponde à classe ASA IV, conforme a classificação do estado físico da American Society of Anesthesiologists (ASA). A alternativa correta é a letra D.
A classificação ASA é uma ferramenta amplamente utilizada na avaliação pré-anestésica para estimar o risco perioperatório, correlacionando-se com desfechos como mortalidade e complicações. Ela divide os pacientes em seis classes (I a VI), com base na presença e gravidade de comorbidades, independentemente do tipo de cirurgia. A classe ASA IV é definida justamente pela presença de doença sistêmica grave, que limita a atividade funcional e representa ameaça constante à vida — exatamente o quadro descrito no enunciado.
Para fixar a sequência, é útil comparar as classes:
Classe | Definição |
|---|---|
ASA I | Paciente saudável, sem comorbidades |
ASA II | Doença sistêmica leve, sem limitação funcional |
ASA III | Doença sistêmica grave, mas sem ameaça iminente à vida |
ASA IV | Doença sistêmica grave, com limitação funcional e ameaça constante à vida |
ASA V | Paciente moribundo, sem expectativa de sobrevivência sem a cirurgia |
ASA VI | Morte encefálica, doador de órgãos |
A pegadinha da banca está em confundir ASA III com ASA IV: a diferença crucial é a presença de ameaça contínua à vida e limitação funcional constante, que caracterizam a classe IV. O ASA III, embora grave, não apresenta essa ameaça iminente. Além disso, o ASA V é reservado a pacientes moribundos, nos quais a cirurgia é a última tentativa de salvar a vida.
Na prática, a classificação ASA é subjetiva e depende da avaliação clínica do anestesiologista, mas é essencial para planejar a conduta perioperatória, incluindo monitorização, escolha de técnicas anestésicas e cuidados pós-operatórios. Aproximadamente metade das mortes após cirurgias ocorre em pacientes ASA IV ou V, o que reforça a importância dessa estratificação.
A banca explora a confusão entre ASA III e ASA IV. O termo-chave é "ameaça contínua à vida": se o paciente tem doença grave, mas sem essa ameaça, é ASA III; com a ameaça, é ASA IV. Fique atento a essa distinção na prova.
ASA I corresponde a paciente saudável, sem comorbidades. O enunciado descreve doença sistêmica grave, o que exclui essa classe.
ASA II refere-se a doença sistêmica leve, sem limitação funcional. O quadro descrito é de doença grave com limitação, portanto não se enquadra.
ASA III é doença sistêmica grave, mas sem ameaça iminente à vida. A presença de "ameaça contínua à vida" no enunciado eleva a classificação para ASA IV.
ASA IV é exatamente a classe de paciente com doença sistêmica grave, limitação funcional constante e ameaça contínua à vida. O enunciado descreve esses três critérios, confirmando a alternativa.
ASA V é reservado a pacientes moribundos, sem expectativa de sobrevivência sem a cirurgia. O enunciado não menciona esse estado terminal, apenas doença grave com ameaça à vida, o que caracteriza ASA IV.
Gabarito: letra D
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