Idosa de 75 anos, com história de dor lombar crônica, sofre uma fratura do colo do fêmur após uma queda da própria altura. A densitometria óssea confirma osteoporose.
AIniciar um bifosfonato por via oral.
BPrescrever suplementação de cálcio e vitamina D.
CRecomendar apenas exercícios de fortalecimento muscular.
DRealizar uma investigação para neoplasia oculta.
EImobilizar o membro e aguardar consolidação.
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GabaritoA — Iniciar um bifosfonato por via oral.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Osteoporose: tratamento após fratura por fragilidade
Gabarito: letra A. A conduta correta é iniciar um bifosfonato por via oral, pois a paciente apresenta fratura por fragilidade do colo do fêmur (queda da própria altura) com osteoporose confirmada por densitometria — critério de tratamento farmacológico estabelecido pelas diretrizes (National Osteoporosis Foundation e Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde). A suplementação de cálcio e vitamina D é adjuvante obrigatório, mas não substitui o antirreabsortivo.
A osteoporose é uma doença sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do osso, levando ao aumento da fragilidade e do risco de fraturas. O diagnóstico pode ser feito por densitometria (T-escore ≤ −2,5) ou pela presença de fratura por fragilidade — aquela que ocorre após trauma mínimo, como cair da própria altura. No caso, a idosa de 75 anos sofreu exatamente esse tipo de fratura, o que, por si só, já indica tratamento, independentemente do valor do T-escore.
O tratamento da osteoporose tem dois pilares: medidas não farmacológicas (cálcio, vitamina D, exercícios com carga, prevenção de quedas) e farmacológicas. Os bisfosfonatos (alendronato, risedronato) são a primeira linha, pois inibem a reabsorção óssea pelos osteoclastos, reduzindo o risco de novas fraturas. A suplementação de cálcio e vitamina D é sempre associada, mas não é suficiente para reduzir o risco de fratura em paciente que já fraturou. Exercícios isolados também não bastam. A investigação de neoplasia oculta não é rotina em fratura de fêmur por fragilidade em idosa com osteoporose confirmada — seria considerada se houvesse suspeita de fratura patológica (ex.: dor prévia, lesão lítica, perda de peso). Imobilizar e aguardar consolidação é conduta inadequada: a fratura do colo do fêmur no idoso é tratada cirurgicamente (artroplastia ou osteossíntese) na quase totalidade dos casos, e a imobilização prolongada aumenta mortalidade e complicações.
A pegadinha da questão está em confundir o papel da suplementação de cálcio/vitamina D e dos exercícios como tratamento principal, quando na verdade são coadjuvantes. O critério decisivo é: fratura por fragilidade + osteoporose = tratamento farmacológico com bifosfonato.
Osteoporose pós-fratura por fragilidade
1Diagnóstico
T-score ≤ −2,5
Fratura por fragilidade (trauma mínimo)
2Tratamento
Farmacológico (bifosfonato)
1ª linha: alendronato, risedronato
Reduz risco de novas fraturas
Adjuvante (não substitui)
Cálcio + vitamina D
Exercícios com carga
Prevenção de quedas
3Condutas inadequadas
Investigar neoplasia oculta
só se suspeita de fratura patológica
Imobilizar e aguardar consolidação
fratura de colo de fêmur = cirurgia
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A paciente tem indicação formal de tratamento farmacológico: fratura por fragilidade do colo do fêmur (queda da própria altura) e osteoporose confirmada por densitometria. Os bisfosfonatos orais (alendronato, risedronato) são a primeira escolha, conforme as diretrizes da National Osteoporosis Foundation e o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde. A via oral é adequada, desde que não haja contraindicação (ex.: intolerância esofágica), o que não é citado no enunciado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A suplementação de cálcio e vitamina D é parte essencial do tratamento, mas isoladamente não reduz o risco de fratura em paciente que já apresentou fratura por fragilidade. Ela deve ser associada ao bifosfonato, não substituí-lo. A banca tenta fazer o candidato acreditar que a suplementação é suficiente, quando é apenas adjuvante.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Exercícios de fortalecimento muscular e de sustentação de peso são recomendados como medida não farmacológica, mas não têm eficácia comprovada para reduzir o risco de fratura a ponto de dispensar o tratamento medicamentoso. Em paciente com fratura por fragilidade, a conduta é farmacológica + não farmacológica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A investigação de neoplasia oculta é indicada quando há suspeita de fratura patológica (ex.: dor óssea prévia, lesão lítica, história de câncer, perda de peso). No caso, a fratura é claramente por fragilidade em paciente com osteoporose confirmada — não há dados que justifiquem essa investigação como conduta inicial. A banca explora o medo de "fratura patológica", mas o contexto é típico de osteoporose.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A fratura do colo do fêmur no idoso é uma emergência ortopédica: o tratamento é cirúrgico (artroplastia parcial ou total, ou osteossíntese) na quase totalidade dos casos. A imobilização prolongada aumenta o risco de complicações (trombose, pneumonia, úlceras de pressão) e mortalidade. Aguardar consolidação sem cirurgia é conduta inadequada e perigosa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer você acreditar que cálcio + vitamina D ou exercícios são suficientes. Eles são importantes, mas não substituem o bifosfonato em paciente que já fraturou. Lembre-se: fratura por fragilidade = tratamento farmacológico obrigatório.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, quando a questão trouxer "fratura por fragilidade" (queda da própria altura) + osteoporose, a resposta quase sempre envolve bifosfonato. Cálcio e vitamina D são coadjuvantes; exercícios são prevenção; investigação de neoplasia é para fratura patológica; imobilização é para fratura sem indicação cirúrgica.