Questão de Medicina — Clínica Médica Humana — Avança SP 2026
Medicina›Clínica Médica Humana
Código
qg652420
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Potim - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico
Um paciente de 70 anos, com histórico de diabetes e hipertensão, apresenta dispneia aos mínimos esforços, ortopneia e edema de membros inferiores. Ao exame, nota-se ingurgitamento jugular e hepatomegalia dolorosa.
AEletrocardiograma de repouso.
BDosagem de peptídeo natriurético cerebral.
CEcocardiograma transtorácico.
DTeste ergométrico.
ECintilografia miocárdica.
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GabaritoC — Ecocardiograma transtorácico.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Insuficiência cardíaca: diagnóstico e exames complementares
Gabarito: letra C (Ecocardiograma transtorácico). O quadro clínico — dispneia aos mínimos esforços, ortopneia, edema de membros inferiores, ingurgitamento jugular e hepatomegalia dolorosa — é clássico de insuficiência cardíaca (IC) congestiva com congestão sistêmica (falência direita). O ecocardiograma transtorácico é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico, pois avalia a função ventricular (fração de ejeção), as câmaras, as valvas e a pressão de enchimento, sendo o método não invasivo mais completo e disponível.
A insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue adequadamente às necessidades metabólicas dos tecidos, ou de fazê-lo apenas com pressões de enchimento elevadas. No paciente idoso com diabetes e hipertensão, as causas mais comuns são a cardiopatia isquêmica e a cardiopatia hipertensiva, que levam à disfunção sistólica ou diastólica. Os sintomas de congestão — dispneia, ortopneia, edema, turgência jugular e hepatomegalia — refletem o acúmulo de líquido no interstício pulmonar e nos tecidos periféricos, consequência do aumento das pressões de enchimento das câmaras esquerdas e direitas.
O diagnóstico da IC é essencialmente clínico, mas a confirmação e a caracterização etiológica dependem de exames complementares. O ecocardiograma transtorácico é o exame de imagem mais importante, pois permite:
Avaliar a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), que classifica a IC em reduzida, levemente reduzida ou preservada;
Estimar as pressões de enchimento e a pressão sistólica da artéria pulmonar;
Avaliar a morfologia das câmaras, a espessura das paredes e a função valvar;
Identificar alterações segmentares que sugerem cardiopatia isquêmica.
O peptídeo natriurético cerebral (BNP) é um marcador laboratorial útil na avaliação de pacientes com dispneia, especialmente em emergências, para diferenciar causa cardíaca de pulmonar. Valores elevados de BNP (> 100 pg/mL) têm boa sensibilidade para IC, mas o exame não é o padrão-ouro diagnóstico e não substitui a avaliação ecocardiográfica. O eletrocardiograma de repouso pode mostrar alterações inespecíficas (sobrecarga de câmaras, alterações de repolarização) e é útil para excluir arritmias ou isquemia aguda, mas não confirma o diagnóstico. O teste ergométrico e a cintilografia miocárdica são indicados para investigação de doença arterial coronariana, não para o diagnóstico inicial de IC.
A pegadinha desta questão está em reconhecer que, embora o BNP seja um exame útil e frequentemente solicitado, o ecocardiograma é o exame que define o diagnóstico de insuficiência cardíaca, pois avalia diretamente a função cardíaca. O BNP é um marcador de congestão, mas não é específico e pode estar elevado em outras condições (idade avançada, doença renal, DPOC). O ecocardiograma, por sua vez, fornece informações anatômicas e funcionais que são essenciais para o manejo terapêutico.
Insuficiência cardíaca: exames: Ecocardiograma transtorácico (Confirma o diagnóstico, Avalia FEVE, câmaras, valvas); BNP (Útil na emergência, Não é padrão-ouro); ECG de repouso (Não confirma diagnóstico); Teste ergométrico (Para coronariopatia); Cintilografia miocárdica (Para perfusão/viabilidade)
Alternativa A — ❌ Incorreta
O eletrocardiograma de repouso é um exame complementar útil na avaliação inicial, mas não confirma o diagnóstico de insuficiência cardíaca. Ele pode mostrar sinais de sobrecarga de câmaras, alterações de repolarização ou arritmias, mas não avalia a função ventricular de forma direta. O ECG é mais útil para excluir causas agudas (isquemia, arritmia) do que para confirmar IC.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A dosagem de peptídeo natriurético cerebral (BNP) é um marcador laboratorial útil para diferenciar dispneia de causa cardíaca de pulmonar, especialmente em emergências. Valores elevados (> 100 pg/mL) têm boa sensibilidade para IC, mas o exame não é o padrão-ouro diagnóstico. O BNP pode estar elevado em outras condições (idade, doença renal, DPOC) e não fornece informações sobre a etiologia ou a função ventricular. O ecocardiograma é superior para confirmar o diagnóstico.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O ecocardiograma transtorácico é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico de insuficiência cardíaca. Ele avalia a fração de ejeção do ventrículo esquerdo, as dimensões das câmaras, a espessura das paredes, a função valvar e as pressões de enchimento. No paciente com quadro clínico sugestivo de IC (dispneia, ortopneia, edema, turgência jugular, hepatomegalia), o ecocardiograma é o exame que define o diagnóstico e orienta o tratamento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O teste ergométrico é indicado para investigação de doença arterial coronariana, avaliação de capacidade funcional e estratificação de risco em pacientes com cardiopatia isquêmica conhecida ou suspeita. Não é indicado para o diagnóstico inicial de insuficiência cardíaca, especialmente em paciente com sintomas de congestão, pois o esforço pode ser mal tolerado e o exame não avalia diretamente a função ventricular.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A cintilografia miocárdica é um exame de medicina nuclear utilizado para avaliar a perfusão miocárdica e a viabilidade, sendo útil na investigação de doença arterial coronariana. Não é o exame de escolha para o diagnóstico de insuficiência cardíaca, pois não avalia diretamente a função ventricular de forma abrangente. O ecocardiograma é superior para essa finalidade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o BNP (marcador laboratorial útil, mas não diagnóstico) e o ecocardiograma (exame que confirma o diagnóstico). O candidato que lembra do BNP como exame de emergência para dispneia pode marcar a letra B, mas o ecocardiograma é o exame que define a IC, pois avalia a função cardíaca diretamente.
PEGA ESSA DICA!
Na prática clínica, o diagnóstico de IC é clínico + ecocardiograma. O BNP é um exame complementar útil em emergências, mas não substitui o ecocardiograma. Lembre-se: o ecocardiograma é o padrão-ouro não invasivo para confirmar IC e orientar o tratamento.