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Anafilaxia aguda: manejo de emergência
Gabarito: letra C. Na anafilaxia aguda, a recomendação central e imediata é a injeção de adrenalina por via intramuscular — é a única medida que reverte o quadro de forma eficaz e deve ser instituída prontamente, sem aguardar outros fármacos. As demais alternativas representam condutas inadequadas, insuficientes ou até prejudiciais quando usadas como primeira linha.
A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica grave, potencialmente fatal, que cursa com comprometimento de via aérea, respiração ou circulação, geralmente associado a manifestações cutâneas e de mucosas. O gatilho mais comum são alimentos e medicamentos, e o quadro pode evoluir para óbito em minutos. Por isso, o tratamento não pode esperar: a adrenalina é a base do manejo e sua aplicação não deve ser retardada diante de um episódio de anafilaxia grave.
A via de eleição é a intramuscular (IM), no músculo vasto lateral da coxa, por apresentar menor risco de eventos adversos (como arritmias) em comparação com a via endovenosa, e maior eficácia que a via subcutânea. As doses recomendadas variam conforme a idade: 0,5 mg em adultos e crianças acima de 12 anos; 0,15 mg dos 6 meses aos 6 anos; e 0,1 a 0,15 mg em menores de 6 meses. A medicação pode ser repetida a cada 5 a 15 minutos, se necessário.
Anti-histamínicos e glicocorticoides não são primeira linha no tratamento da anafilaxia. Eles podem ser usados como adjuvantes, associados à adrenalina, mas nunca a substituem — os anti-histamínicos não aliviam estridor, dispneia ou hipotensão, que são as manifestações que matam. Essa é a distinção crucial que a questão explora: o candidato que confunde o tratamento da urticária (onde anti-histamínico resolve) com o da anafilaxia (onde só a adrenalina salva) erra a questão.
A banca montou as alternativas justamente para testar esse conhecimento: algumas propõem medidas que são coadjuvantes ou até prejudiciais, e apenas uma corresponde ao pilar do tratamento. Guarde a hierarquia: adrenalina IM imediata é a regra de ouro — é nela que as alternativas se separam.
1Adrenalina IM imediata
2Repetir a cada 5-15 min
3Adjuvantes (anti-histamínico, corticoide)
4Monitorar via aérea e circulação
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Administrar anti-histamínico oral exclusivamente é conduta inadequada. Os anti-histamínicos são úteis para urticária, mas não são efetivos no alívio dos demais sintomas da anafilaxia, como estridor, dispneia e hipotensão/choque, e não devem substituir a adrenalina. Usá-los como única medida retarda o tratamento correto e coloca o paciente em risco.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Suspender alimentação e monitorar é uma medida de suporte, mas não trata a anafilaxia. A suspensão da alimentação pode até ser razoável se o alérgeno foi ingerido, mas monitorar sem administrar adrenalina é negligência — o quadro pode evoluir para choque e parada respiratória em minutos. A monitorização é complementar, nunca a conduta principal.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Injetar adrenalina intramuscular imediatamente é a recomendação central no manejo da anafilaxia aguda. A adrenalina é a base do tratamento, e sua aplicação não deve ser retardada. A via IM no vasto lateral da coxa é a preferida, com doses ajustadas por idade, podendo ser repetida a cada 5 a 15 minutos até controle dos sintomas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Iniciar soro antibacteriano IV não tem indicação na anafilaxia. Não há componente infeccioso no quadro — trata-se de reação alérgica mediada por IgE. Antibióticos são inúteis aqui e ainda podem agravar o quadro se o paciente for alérgico ao fármaco escolhido. A conduta é adrenalina, não antimicrobiano.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Aplicar nebulização isotônica não trata a anafilaxia. Nebulização com soro fisiológico pode até ser usada como coadjuvante para desconforto respiratório, mas não reverte a broncoconstrição nem a hipotensão causadas pela liberação de mediadores. Se houver broncoespasmo, o benefício viria de um agonista β2 nebulizado (como albuterol), não de solução isotônica isolada — e mesmo assim, a adrenalina continua sendo a prioridade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o tratamento da urticária (onde anti-histamínico oral resolve) e o da anafilaxia (onde só a adrenalina IM salva). A alternativa A parece razoável para quem pensa em "reação alérgica" de forma genérica, mas na anafilaxia o anti-histamínico é coadjuvante, nunca primeira linha. Lembre-se: anti-histamínico trata coceira; adrenalina trata a vida.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, quando a questão perguntar sobre anafilaxia, procure imediatamente a alternativa que menciona adrenalina intramuscular — é quase sempre a correta. Desconfie de opções que tragam anti-histamínicos, corticoides ou antibióticos como primeira linha, pois eles são adjuvantes ou inapropriados. Memorize a dose adulta (0,5 mg IM) e a via (vasto lateral da coxa) — são os detalhes mais cobrados.