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Questão de Medicina — Endocrinologia — Avança SP 2026

MedicinaEndocrinologia
Código
qg652437
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Potim - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Estratégia de Saúde da Família
Seleciona o exame importante para o rastreio de dano microvascular no diabetes tipo 2:
  1. AUltrassom de abdome.
  2. BEletroencefalograma.
  3. CRadiografia lombar.
  4. DDosagem de microalbuminúria.
  5. EEstratificação acídica O'Sullivan.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Dosagem de microalbuminúria.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreio de dano microvascular no diabetes tipo 2

Gabarito: letra D. A dosagem de microalbuminúria é o exame de escolha para rastrear nefropatia diabética, a principal complicação microvascular renal do diabetes tipo 2 — o dano microvascular é detectado precocemente pela excreção urinária de albumina em pequenas quantidades, antes da queda da função renal. As demais alternativas (ultrassom de abdome, eletroencefalograma, radiografia lombar e estratificação acídica de O'Sullivan) não avaliam complicações microvasculares do diabetes.

O diabetes mellitus tipo 2 é uma doença metabólica crônica que, ao longo do tempo, lesa vasos de pequeno calibre (microvasculatura) e de grande calibre (macrovasculatura). As complicações microvasculares clássicas são três: retinopatia diabética (olhos), nefropatia diabética (rins) e neuropatia diabética (nervos periféricos). O rastreio dessas complicações é parte essencial do acompanhamento do paciente diabético, pois permite intervenção precoce e prevenção de danos irreversíveis.

A nefropatia diabética é uma das complicações mais temidas. Ela evolui em estágios: inicialmente há hiperfiltração glomerular, depois surge a microalbuminúria (excreção urinária de albumina entre 30 e 300 mg/24h ou 30–300 mg/g de creatinina em amostra isolada), que é o marcador mais precoce de lesão renal. Sem rastreio e tratamento, a microalbuminúria progride para proteinúria clínica (macroalbuminúria, > 300 mg/24h) e, eventualmente, para doença renal crônica terminal. Por isso, a dosagem de microalbuminúria é o exame recomendado anualmente em todo paciente com diabetes tipo 2, conforme diretrizes de sociedades de diabetes e endocrinologia.

Na prática clínica, o rastreio é feito com amostra isolada de urina para relação albumina/creatinina, ou com urina de 24 horas. Valores persistentemente elevados em duas de três amostras, em um período de 3 a 6 meses, confirmam o diagnóstico de nefropatia incipiente. O tratamento precoce com inibidores do sistema renina-angiotensina (IECA ou BRA) e controle glicêmico e pressórico rigoroso pode retardar ou até reverter a progressão da doença.

A pegadinha desta questão está em distinguir exames de rastreio de complicações microvasculares de exames que avaliam outras condições. O ultrassom de abdome avalia órgãos sólidos e vias biliares; o eletroencefalograma avalia atividade elétrica cerebral; a radiografia lombar avalia coluna vertebral; e a estratificação acídica de O'Sullivan é um teste obstétrico para rastreio de diabetes gestacional — nenhum deles tem relação com dano microvascular do diabetes tipo 2. A única alternativa que se encaixa perfeitamente é a dosagem de microalbuminúria.

Guarde o tripé do rastreio anual no DM2: microalbuminúria (nefropatia), fundoscopia (retinopatia) e exame neurológico dos pés (neuropatia). É exatamente esse tripé que separa a alternativa correta das demais.

1Nefropatia
Microalbuminúria (30–300 mg/24h)
2Retinopatia
Fundoscopia
3Neuropatia
Exame dos pés
Rastreio anual no DM2
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Rastreio anual no DM2: Nefropatia (Microalbuminúria (30–300 mg/24h)); Retinopatia (Fundoscopia); Neuropatia (Exame dos pés)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O ultrassom de abdome é um exame de imagem que avalia órgãos como fígado, vesícula biliar, pâncreas, rins e baço. Não é utilizado para rastreio de dano microvascular no diabetes. Ele pode ser útil para investigar outras condições, como litíase biliar ou esteatose hepática, mas não detecta complicações microvasculares.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O eletroencefalograma (EEG) registra a atividade elétrica do cérebro e é usado para avaliar epilepsia, distúrbios do sono e encefalopatias. Não tem nenhuma indicação no rastreio de complicações microvasculares do diabetes tipo 2.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A radiografia lombar é um exame de imagem da coluna vertebral, indicado para avaliar fraturas, degeneração discal e outras alterações ósseas. Não se relaciona com o rastreio de dano microvascular diabético.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A dosagem de microalbuminúria é o exame padrão-ouro para rastreio precoce de nefropatia diabética, a complicação microvascular renal do diabetes. A presença de albumina em pequenas quantidades na urina (30–300 mg/24h) indica lesão glomerular incipiente, permitindo intervenção precoce. É recomendada anualmente em todos os pacientes com diabetes tipo 2, conforme diretrizes de endocrinologia.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A estratificação acídica de O'Sullivan é um teste de rastreio para diabetes gestacional, realizado entre 24 e 28 semanas de gestação, com ingestão de 50g de glicose e dosagem de glicemia após 1 hora. Não tem relação com o rastreio de dano microvascular no diabetes tipo 2.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de rastreio de complicações do diabetes, memorize o tripé anual: microalbuminúria (nefropatia), fundoscopia (retinopatia) e exame dos pés (neuropatia). Se a alternativa não for um desses três, provavelmente está incorreta.

Gabarito: letra D.

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