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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — Avança SP 2026

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg652455
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Potim - SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Médico - Estratégia de Saúde da Família
Marque a conduta correta para repor volume em choque hipovolêmico grave:
  1. ARestrição de líquidos.
  2. BSomente suporte ventilatório mecânico.
  3. CUso imediato de antibióticos orais.
  4. DAdministração de vasopressores.
  5. EIniciar infusão rápida de solução cristaloide.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Iniciar infusão rápida de solução cristaloide.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reposição volêmica no choque hipovolêmico grave

Gabarito: letra E. No choque hipovolêmico, a redução aguda da pré-carga cardíaca é o mecanismo central, e o tratamento padrão é a ressuscitação volêmica com infusão rápida de solução cristaloide — conduta que restaura a perfusão tecidual e o débito cardíaco. As demais alternativas (restrição de líquidos, suporte ventilatório isolado, antibióticos orais e vasopressores como primeira medida) não tratam a causa primária da hipovolemia.

O choque hipovolêmico é um estado de hipoperfusão tecidual causado por perda aguda de volume intravascular, seja por hemorragia (trauma, hemorragia digestiva) ou por perdas não hemorrágicas (vômitos, diarreia, diurese osmótica, sequestro para o terceiro espaço). A fisiopatologia básica reside na redução aguda não compensada da pré-carga cardíaca, o que compromete o débito cardíaco e, consequentemente, a oferta de oxigênio aos tecidos. Por isso, a conduta imediata é repor o volume perdido, e não restringir líquidos ou priorizar outras medidas.

A reposição volêmica deve ser feita com soluções cristaloides isotônicas — como Ringer lactato ou soro fisiológico — administradas de forma rápida, em alíquotas, com reavaliação clínica após cada infusão. A regra clássica é a de 3:1 (três vezes o volume de cristaloide em relação à perda estimada), pois essas soluções se distribuem entre os compartimentos intravascular e intersticial. Em situações de choque hemorrágico grave, pode-se iniciar com hemocomponentes, mas a prioridade é a reposição com soluções acelulares, não aguardar a administração exclusiva de hemoderivados.

Os vasopressores (como noradrenalina) são indicados apenas quando o paciente permanece hipotenso após a reposição volêmica adequada — ou seja, são uma segunda linha, não a conduta inicial. O suporte ventilatório é adjuvante, mas não substitui a reposição volêmica. Antibióticos orais não têm papel na reposição volêmica aguda; são relevantes apenas no choque séptico, e por via intravenosa, não oral. A restrição de líquidos é contraindicada, pois agravaria a hipovolemia.

A pegadinha desta questão está em confundir a conduta inicial do choque hipovolêmico com a do choque séptico ou com medidas de suporte que não tratam a causa. O candidato que associa "choque" a "vasopressores" ou a "suporte ventilatório" pode errar, mas a chave é lembrar que, no choque hipovolêmico, o volume é o primeiro e mais importante passo.

  1. 1Repor volume com cristaloide
  2. 2Reavaliar após cada alíquota
  3. 3Se persistir hipotensão, vasopressor
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Restrição de líquidos é exatamente o oposto do que se deve fazer. No choque hipovolêmico, há déficit de volume intravascular; restringir líquidos agravaria a hipoperfusão e o choque. A conduta é repor volume, não restringir.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Suporte ventilatório mecânico isolado não trata a hipovolemia. Pode ser necessário como adjuvante em casos de insuficiência respiratória, mas não repõe o volume perdido e não restaura a pré-carga. A causa primária do choque hipovolêmico é a perda de volume, e a correção dessa perda é essencial.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Antibióticos orais não têm indicação na reposição volêmica do choque hipovolêmico. Antibióticos são usados no choque séptico, e mesmo nesse caso são administrados por via intravenosa, não oral. No choque hipovolêmico, não há infecção como causa primária, e antibióticos não repõem volume.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Vasopressores (como noradrenalina) são indicados apenas quando o paciente permanece hipotenso após a reposição volêmica adequada. No choque hipovolêmico, a primeira medida é repor volume; vasopressores sem reposição volêmica podem piorar a perfusão tecidual, pois não corrigem a pré-carga. São uma segunda linha, não a conduta inicial.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Iniciar infusão rápida de solução cristaloide é a conduta correta. A ressuscitação volêmica com cristaloides isotônicos (Ringer lactato ou soro fisiológico) é o tratamento padrão do choque hipovolêmico, pois restaura a pré-carga, melhora o débito cardíaco e a perfusão tecidual. A infusão deve ser rápida, em alíquotas, com reavaliação clínica após cada etapa.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, lembre-se da sequência: choque hipovolêmico → repor volume com cristaloide → se persistir hipotensão, avaliar vasopressores. Vasopressores nunca são a primeira escolha no choque hipovolêmico; eles vêm depois da reposição volêmica.

Gabarito: letra E

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