Questão de Sistemas Operacionais — Linux — Avança SP 2026
- Código
- qg652982
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Prefeitura de Potim - SP
- Ano
- 2026
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico em Informática
- Atracert.
- Bifconfig.
- Cnetstat.
- Darp.
- Eping.
GabaritoE — ping.
Gabarito: letra E. O comando ping é a ferramenta padrão para verificar a conectividade de rede em sistemas Linux, como o Ubuntu 22.04, pois envia pacotes ICMP (Internet Control Message Protocol) a um host de destino e aguarda a resposta, confirmando se o host está acessível e medindo o tempo de ida e volta (RTT). Os demais comandos listados — tracert, ifconfig, netstat e arp — têm finalidades diferentes, embora também estejam relacionados à rede.
O ping é um utilitário presente em praticamente todos os sistemas operacionais com pilha TCP/IP, incluindo Linux, Windows e macOS. No Linux, ele é fornecido pelo pacote iputils-ping e sua sintaxe básica é ping [opções] destino, onde o destino pode ser um endereço IP (ex.: ping 8.8.8.8) ou um nome de domínio (ex.: ping google.com). Ao executar, o comando envia pacotes ICMP Echo Request e aguarda os pacotes ICMP Echo Reply. Se o host de destino estiver ativo e a rede estiver funcionando, o ping exibe respostas com o tempo de resposta em milissegundos; caso contrário, exibe mensagens de erro como "Destination Host Unreachable" ou "Request timed out".
A verificação de conectividade é uma das primeiras etapas no diagnóstico de problemas de rede. O ping permite testar:
Conectividade local: ping 127.0.0.1 (loopback) verifica se a pilha TCP/IP está funcionando.
Conectividade com a rede local: ping <IP do gateway> verifica se o host está alcançando o roteador.
Conectividade com a internet: ping 8.8.8.8 (DNS do Google) verifica se há acesso externo.
O comando ping é tão fundamental que é frequentemente o primeiro passo em qualquer diagnóstico de rede, pois isola rapidamente se o problema está na conectividade básica ou em camadas superiores (como DNS ou aplicação).
É importante distinguir o ping de outros comandos de rede que também são comuns em provas de concursos. O tracert (no Windows) e o traceroute (no Linux) rastreiam a rota que os pacotes percorrem até o destino, mostrando cada salto (hop) intermediário. O ifconfig é usado para configurar e exibir informações das interfaces de rede (endereço IP, máscara, etc.). O netstat exibe conexões de rede ativas, tabelas de roteamento e estatísticas de interfaces. O arp gerencia a tabela ARP, que relaciona endereços IP a endereços MAC na rede local.
A pegadinha clássica desta questão é confundir ping com tracert/traceroute. Enquanto o ping apenas verifica se o destino está acessível, o tracert mostra o caminho percorrido. Se a pergunta fosse "qual comando mostra a rota até o destino?", a resposta seria traceroute (Linux) ou tracert (Windows). Mas a pergunta é sobre "verificar a conectividade", que é exatamente a função do ping.
Guarde a distinção entre os comandos: ping = conectividade, traceroute = rota, ifconfig = configuração de interface, netstat = conexões ativas, arp = tabela IP-MAC. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.
O tracert é um comando do Windows, não do Linux. No Linux, o equivalente é traceroute. Ambos rastreiam a rota que os pacotes percorrem até o destino, mostrando cada salto (hop). A função é diferente da verificação de conectividade: enquanto o ping apenas confirma se o destino está acessível, o tracert/traceroute mostra o caminho completo. Além disso, o tracert não é nativo do Ubuntu 22.04 — se o candidato tentasse usá-lo, receberia "command not found".
O ifconfig é usado para configurar e exibir informações das interfaces de rede, como endereço IP, máscara de sub-rede e endereço MAC. Ele não verifica conectividade com um host remoto. No Ubuntu 22.04, o ifconfig foi substituído pelo comando ip (ex.: ip addr show), embora ainda possa ser instalado. A confusão aqui é pensar que "verificar rede" significa ver as configurações de rede, mas a questão pede especificamente "verificar a conectividade", que é testar se há comunicação com outro host.
O netstat exibe conexões de rede ativas, tabelas de roteamento, estatísticas de interfaces e serviços em escuta. Ele mostra o estado atual das conexões, mas não envia pacotes para testar a conectividade com um host específico. É uma ferramenta de diagnóstico passiva — ela observa o que já está acontecendo, não testa ativamente a comunicação. Para verificar se um host está acessível, o ping é o comando adequado.
O arp gerencia a tabela ARP (Address Resolution Protocol), que relaciona endereços IP a endereços MAC na rede local. Ele é usado para visualizar ou modificar essa tabela, mas não testa a conectividade com um host remoto. A tabela ARP é um mecanismo interno da camada de enlace; o arp não envia pacotes ICMP nem verifica se um destino está acessível.
O ping é o comando padrão para verificar a conectividade de rede. Ele envia pacotes ICMP Echo Request ao destino e aguarda a resposta Echo Reply. Se o destino responder, a conectividade está confirmada; se não, há um problema de rede. No Ubuntu 22.04, o ping está disponível por padrão (pacote iputils-ping) e é a ferramenta mais direta para esse fim. Exemplo: ping 8.8.8.8 testa a conectividade com o DNS do Google.
Para questões de comandos de rede, memorize a função principal de cada um: ping = conectividade, traceroute = rota, ifconfig/ip = configuração de interface, netstat/ss = conexões ativas, arp = tabela IP-MAC. Se a pergunta for "verificar conectividade", a resposta quase sempre será ping.
Gabarito: letra E
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