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Questão de Direito Administrativo — Regime jurídico administrativo — CONSULPAM 2026

Direito AdministrativoRegime jurídico administrativo
Código
qg660802
Banca
CONSULPAM
Órgão
Prefeitura de Eusébio - CE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista de Controle Interno - Contabilidade
De acordo com os princípios da Administração Pública no âmbito do Direito Administrativo, assinale CORRETAMENTE:
  1. AO princípio da legalidade autoriza que a Administração Pública atue com liberdade, podendo praticar atos discricionários sem previsão legal, desde que fundamentados no interesse público.
  2. BO princípio da impessoalidade, conforme a doutrina majoritária, limita-se à vedação de promoção pessoal de agentes públicos, mas não possui relação com a isonomia entre administrados.
  3. CPelo princípio da publicidade, todos os atos administrativos devem ser divulgados, sem exceção, sob pena de nulidade absoluta.
  4. DO princípio da supremacia do interesse público autoriza a Administração a impor restrições a direitos individuais, desde que haja fundamento legal e observância aos critérios de proporcionalidade.
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GabaritoD — O princípio da supremacia do interesse público autoriza a Administração a impor restrições a direitos individuais, desde que haja fundamento legal e observância aos critérios de proporcionalidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Princípios da Administração Pública

Gabarito: letra D. A supremacia do interesse público, princípio implícito no ordenamento, autoriza restrições a direitos individuais desde que haja fundamento legal e observância da proporcionalidade (Lei 9.784/1999, art. 2, VI). As demais alternativas distorcem o conteúdo dos princípios da legalidade, impessoalidade e publicidade.

A questão exige o conhecimento dos princípios basilares do Direito Administrativo. O regime jurídico administrativo caracteriza-se por prerrogativas (supremacia) e sujeições (legalidade, impessoalidade, etc.), conforme o art. 2º da Lei 9.784/1999.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a Administração pode praticar atos discricionários "sem previsão legal". Isso contraria o princípio da legalidade estrita, segundo o qual a Administração só pode fazer o que a lei autoriza. A discricionariedade existe, mas dentro dos limites legais. O art. 2º da Lei 9.784/1999 estabelece a legalidade como princípio basilar.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que a impessoalidade limita-se à vedação de promoção pessoal e não se relaciona com isonomia. Na verdade, a impessoalidade exige que a atuação administrativa seja objetiva e impessoal, tratando todos os administrados com igualdade (isonomia) e vedando a promoção pessoal (art. 37, §1º, CF; Lei 9.784/1999, art. 2, inciso III). Portanto, a isonomia é uma das facetas da impessoalidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Prevê que todos os atos administrativos devem ser divulgados "sem exceção, sob pena de nulidade absoluta". O princípio da publicidade admite exceções de sigilo previstas na Constituição (art. 5º, XXXIII). A Lei 9.784/1999, art. 2, inciso V, expressamente ressalva as hipóteses de sigilo constitucionais. Além disso, a falta de publicidade pode gerar nulidade relativa, não absoluta.

Art. 2Lei-9784

Art. 2º — ... V — divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição;

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta ao afirmar que a supremacia do interesse público permite restrições a direitos individuais, desde que haja fundamento legal e observância da proporcionalidade. O regime administrativo confere prerrogativas à Administração para impor limitações, mas sempre com base na lei e respeitando a razoabilidade/proporcionalidade (art. 2º, inciso VI, Lei 9.784/1999: "adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público").

Gabarito: letra D.

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