Princípio poluidor-pagador e políticas climáticas
Gabarito: letra B. O imposto pigouviano sobre emissões de carbono é a política que internaliza o custo social da externalidade climática, fazendo com que o poluidor arque com o dano – aplicação direta do princípio poluidor-pagador. As demais alternativas ou subsidiam a poluição (A), ou não atacam a raiz do problema (C) ou agravam a situação (D).
A questão testa a compreensão do princípio poluidor-pagador no contexto de externalidades negativas (mudanças climáticas). Em economia ambiental, a forma clássica de internalizar a externalidade é tributar a atividade poluidora (imposto pigouviano).
Alternativa A – ❌ Incorreta
Subsídio indiscriminado ao consumo de combustíveis fósseis estimula justamente a atividade que gera a externalidade negativa, contrariando o princípio poluidor-pagador. O correto seria onerar o poluidor, não beneficiá-lo.
Alternativa B – ✅ Correta ⟵ GABARITO
O imposto pigouviano sobre emissões de carbono faz com que os emissores paguem pelo custo social das emissões, internalizando a externalidade e dando efetividade ao princípio poluidor-pagador. É a política com maior aderência ao princípio.
Alternativa C – ❌ Incorreta
Controle de preços de energia sem metas de emissões pode não reduzir emissões e não impõe custo direto ao poluidor. Não atende ao princípio poluidor-pagador, pois não há relação entre o valor pago e o dano ambiental.
Alternativa D – ❌ Incorreta
Proibir investimentos em energias renováveis reduz a oferta de alternativas limpas, mantendo ou aumentando a dependência de combustíveis fósseis – o oposto do que o princípio poluidor-pagador busca: desestimular a poluição.
Gabarito: letra B.