Questão de Auditoria Governamental — Governança e Análise de Risco — COPEVE-UFAL 2026
- Código
- qg663691
- Banca
- COPEVE-UFAL
- Órgão
- IFAL
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor EBTT - Contabilidade
- AI e II.
- BI e IV.
- CIII e IV.
- DI, II e III.
- EII, III e IV.
GabaritoE — II, III e IV.
Gabarito: E — estão corretas apenas as afirmativas II, III e IV. A afirmativa I é falsa porque a regularidade formal dos repasses, embora necessária, não é suficiente para caracterizar a adequada aplicação dos recursos públicos; é preciso avaliar também a economicidade, eficiência e eficácia dos gastos, ou seja, se os recursos geraram os resultados esperados.
A banca testa a compreensão de que a auditoria governamental vai além da mera verificação de conformidade legal, abrangendo a gestão de riscos e a avaliação de desempenho. A análise de cada afirmativa:
Afirmativa | Conteúdo | Correta? | Justificativa |
|---|---|---|---|
I | Repasses autorizados e registrados conforme legislação → suficientes para adequada aplicação | ❌ Incorreta | Regularidade formal é necessária, mas não suficiente; é preciso avaliar economicidade, eficiência e eficácia. |
II | Indicadores baseados em informações das próprias empresas, sem validação independente | ✅ Correta | Fragilidade de controle interno, aumentando risco de distorção (fraude/erro) e ineficiência. |
III | Aumento de gastos sem evidência de ampliação proporcional do acesso | ✅ Correta | Sinaliza necessidade de avaliar economicidade e eficácia, independentemente da conformidade legal. |
IV | Inexistência de procedimentos formais de monitoramento contínuo dos resultados | ✅ Correta | Compromete a gestão, impede detecção tempestiva de desvios e fragiliza a governança. |
A regularidade formal (legalidade) é condição necessária, mas não suficiente. A adequada aplicação dos recursos públicos exige que os gastos produzam resultados efetivos (eficácia) e com custo adequado (economicidade). O enunciado mostra que, apesar de os repasses estarem formalmente corretos, não houve evidência de ampliação proporcional do acesso, indicando possível ineficiência. Portanto, a afirmativa erra ao limitar a avaliação à conformidade.
A ausência de validação independente dos indicadores fornecidos pelas próprias empresas constitui fragilidade de controle interno, aumentando o risco de distorção (fraude ou erro) e de ineficiência. A auditoria deve considerar esse risco no planejamento e na execução dos trabalhos, conforme os princípios de gerenciamento de riscos (COSO, ISO 31000).
O aumento de gastos sem evidências de melhoria de resultados sinaliza necessidade de avaliar a economicidade (relação custo-benefício) e a eficácia (alcance das metas). Essas dimensões são independentes da conformidade legal; mesmo atos legais podem ser antieconômicos ou ineficazes. A auditoria governamental deve abranger tais análises.
A inexistência de monitoramento contínuo compromete a gestão do programa, pois impede a detecção tempestiva de desvios e a correção de rumos. Além disso, reduz a confiabilidade das informações utilizadas para tomada de decisão e prestação de contas, fragilizando a governança.
Conclusão: Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas, o que corresponde à alternativa E.
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