Questão de História — História do Brasil — COPEVE-UFAL 2026
HistóriaHistória do Brasil
- Código
- qg663923
- Banca
- COPEVE-UFAL
- Órgão
- IFAL
- Ano
- 2026
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor EBTT - História
Igreja cobra taxa na região onde bispo Sardinha foi devoradoAri Cipola da Agência Folha, em CoruripeA Igreja Católica recebe taxas dos moradores do pequeno município de Coruripe, em Alagoas. O local foi terra dos índios caetés, lembrados por terem promovido o mais conhecido “banquete antropofágico” do país. Segundo o pároco local, Pedro Silva, atualmente o valor arrecadado com os “impostos territoriais” é de cerca de R$ 1,2 mil por ano. Em 16 de junho de 1556, os caetés devoraram o primeiro bispo do Brasil, dom Pedro Fernandes de Sardinha, e 90 tripulantes que naufragaram com ele na região.Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fol/brasil500/report_1.htm. Acesso em: 8 fev. 2026.O episódio do naufrágio e morte do bispo dom Pedro Fernandes de Sardinha (1556), nas terras dos caetés, foi amplamente registrado pelos cronistas coloniais e permanece como uma narrativa marcante.A partir do fragmento jornalístico e à luz da historiografia crítica sobre o século XVI, é correto afirmar que
- Aos caetés foram os únicos povos indígenas do Brasil Colonial a praticar antropofagia ritual, o que explica a violência específica da represália portuguesa.
- Ba acusação de antropofagia contra os caetés foi um acontecimento isolado, sem relação com os interesses econômicos e políticos portugueses na região.
- Co episódio serviu como justificativa moral e legal para a guerra de extermínio e de escravização dos caetés, inserindo-se na estratégia colonial de dominação territorial.
- Do naufrágio de Sardinha representou o ápice de uma guerra prolongada, iniciada pelos caetés contra a presença portuguesa, motivada por disputas religiosas.
- Ea Igreja Católica utilizou o fato exclusivamente para fins de evangelização pacífica, resultando na integração harmoniosa dos caetés à sociedade colonial.