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Questão de Português — Interpretação de Textos — COPEVE-UFAL 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg664150
Banca
COPEVE-UFAL
Órgão
IFAL
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Professor EBTT - Língua Portuguesa
O pássaro incubado O pássaro preso na gaiola é um geógrafo quase alheio: Prefere, do mundo que o cerca, não as arestas: o meio. É isso que o diferencia dos outros pássaros: ser duro. Habita cada momento que existe dentro do cubo. Ao pássaro preso se nega a condição acabado. Não é um pássaro que voa: É um pássaro incubado. Falta a ele: não espaços nem horizontes nem casas: Sobra-lhe uma roupa enjeitada que lhe decepa as asas. O pássaro preso é um pássaro recortado em seu domínio: Não é dono de onde mora, nem mora onde é inquilino. Disponível em: https://ermiracultura.com.br/2019/05/24/cinco-poemas-de-cacaso/. Acesso em: 31 jan. 2026. À guisa de informação, a poesia marginal (também conhecida como Geração Mimeógrafo) está intimamente ligada ao modernismo brasileiro, sendo frequentemente considerada uma extensão ou uma pós-vanguarda modernista que surgiu no contexto conturbado dos anos 1960 e 1970, durante a ditadura militar. A poesia O pássaro incubado, de Cacaso, sintetiza
  1. Ao poeta marginal como alguém que trabalha com a linguagem em condições adversas, cerzindo (costurando) palavras em meio ao desmando do cenário político e editorial brasileiro da época.
  2. Bo poema que utiliza a persona do pássaro para expressar uma visão objetiva e coletiva, comum aos poetas marginais que se engajaram aos partidários rígidos.
  3. Co poema que aborda a condição de “ser dono de onde mora, morar onde é inquilino”, utilizando um tom de reverência e de apreço acerca da própria existência.
  4. Do poeta que busca fazer uma literatura dependente, recorrendo a editoras e a outras escolas literárias.
  5. Ea submissão das tradições e de identidade de um grupo diante de pressões externas ou dominantes.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — o poeta marginal como alguém que trabalha com a linguagem em condições adversas, cerzindo (costurando) palavras em meio ao desmando do cenário político e editorial brasileiro da época.

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