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Questão de Fisioterapia — Normas e Legislações de Fisioterapia — CPCON 2026

FisioterapiaNormas e Legislações de Fisioterapia
Código
qg665143
Banca
CPCON
Órgão
Prefeitura de Condado - PB
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Fisioterapeuta
O Sr. Sicrano, 65 anos, encontra-se em tratamento fisioterapêutico para recuperação de uma artroplastia total de quadril. Ele é um paciente dedicado, mas relata dor e demonstra receio durante a realização dos exercícios. Durante as sessões, o Sr. Sicrano deposita confiança no fisioterapeuta, Dr. Fulano, e frequentemente questiona sobre temas relacionados à saúde e qualidade de vida. Esperava-se que, de acordo com a conduta ética e profissional, o fisioterapeuta orientasse o paciente com base em evidências científicas, mencionando, por exemplo, a influência do estresse na percepção da dor e sugerindo a inclusão de técnicas de respiração, relaxamento e atividades prazerosas — como hobbies, caminhadas, meditação ou oração (caso o paciente já as praticasse) — como complementos benéficos ao tratamento. No entanto, o Dr. Fulano respondeu da seguinte forma: “Sr. Sicrano! Seu problema hoje é que se afastou de Deus. Essa falta de fé é a causa principal do sofrimento e das doenças. Na minha vida, só superei minhas dificuldades quando entendi que a minha religião é o único caminho para a verdadeira cura. A Medicina convencional ajuda, mas a cura espiritual é fundamental. Você deveria visitar o meu templo que frequento sempre. Lá temos grupos de oração que fazem milagres para pessoas com dores como as suas”.Com base na RESOLUÇÃO COFFITO nº 424/2013, Art. 10, é CORRETO afirmar que:
  1. Anão houve indução a convicções políticas, mas houve uma indução a convicções religiosas. O profissional não se limitou a expor suas crenças, mas buscou ativamente converter o paciente, o que pode levar a uma compreensão errônea do tratamento de fisioterapia.
  2. Bnão se caracterizou abuso da relação terapêutica, pois não houve aproveitamento da posição hierárquica ou da confiança depositada. O paciente, mesmo em vulnerabilidade clínica, não experimentou coerção ou obrigação moral de concordância, mantendo-se consciente de que sua recuperação física dependia primordialmente da adesão terapêutica.
  3. Ca sessão de fisioterapia não sofreu desvio de sua finalidade, mantendo o enfoque na reabilitação científica, na execução adequada dos exercícios e no controle da dor. Não foi caracterizado desvirtuamento para proselitismo religioso nem há evidências significativas de conduta doutrinária.
  4. Da conduta não apresentou potencial danoso, pois não confundiu o paciente quanto à primazia do tratamento fisioterapêutico sobre questões de fé; não gerou constrangimento ou desconforto identificável porque o profissional atuou sem conhecimento prévio das convicções do paciente, que poderiam ser divergentes ou mesmo não existentes.
  5. Ea conduta não comprometeu a confiança na profissão e na ciência, pois o paciente mantém a compreensão de que sua evolução está vinculada aos aspectos biológicos e funcionais do tratamento, sem atribuir seu sucesso ou insucesso a questões de fé.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — não houve indução a convicções políticas, mas houve uma indução a convicções religiosas. O profissional não se limitou a expor suas crenças, mas buscou ativamente converter o paciente, o que pode levar a uma compreensão errônea do tratamento de fisioterapia.

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